Eu reclamo sempre de como alguns homens não tomam a iniciativa do sexo oral na parceira (no caso, eu). Mas não só eles.
Uma coisa que eu considero indicativa de um altíssimo grau de insanidade é a falta de vontade de algumas mulheres em chupar um pau*. Sempre ouvi meus amigos dizendo como muitas garotas não curtem a coisa. “Pegar o pau com pinça” é uma expressão ouvida desde sempre. Ontem um rapaz muito bem apessoado (vou pegar!) me disse que a ex dele tinha horror a esperma.
Peraí: são essas mesmas mulheres que reclamam que o garoto não quer chupá-las quando estão mais peludinhas?Ou dos que perdem a respiração quando estão lá embaixo (leia o número 2 no livro)? Não acho que as pessoas devam fazer qualquer coisa obrigadas, mas o que vale pra um, vale pra outro. Se você não gosta de chupar um pau (ou uma buça), desculpa, mas você não curte sexo.
Achei um blog que traz uma pesquisa da revista Esquire sobre como as mulheres encaram o boquete. Não sei quão científica é a tal pesquisa, mas eis os resultados:
Acho uma pena que 19% das mulheres façam sem gostar e que 5% sequer façam. Afinal, existem sensações só experimentadas quando você está pagando um boquete. Comentei isso com o rapaz que me tira do prumo. Quando você tem mais intimidade com o cara, é incrível. Você já conhece os espasmos do corpo, a mudança na respiração, as veias saltando. Está ali, nas suas mãos (tecnicamente, na sua boca), o prazer de quem você gosta de dar prazer. Nem mesmo é preciso ele te avisar quando vai gozar – você provavelmente já até percebeu isso.
O gosto do esperma é ruim? Em geral, sim. O “sabor” muda de acordo com a alimentação do rapaz. Dizem que os vegetarianos têm o esperma mais doce. Eu deteeeeeeeeeeesto os adocicados, me dão vontade de vomitar. Mas você não precisa chegar a esse ponto, se não for mesmo a sua. Mas uma coisa que eu nunca entendi (meninas, me expliquem!) é a mulher que cospe o esperma. Tipo, fica com a boca cheia e corre pro banheiro pra cuspir. Não é pior? O gosto não fica impregnado na boca?
Não adianta me perguntarem técnicas para fazer um boquete (mas podem dar dicas à vontade nos comentários!). Outro dia uma leitora me perguntou como fazer deep throat (a famosa garganta profunda) e eu até joguei a pergunta no Twitter. Eu simplesmente consigo fazer, mas não sei explicar. Eu “aprendi” a coisa, mas algo que certamente me ajuda é a total ausência de qualquer nojinho. Às vezes me dá ânsia de vômito e meus olhos se enchem de lágrimas? Oh, yeah, babe, acontece. Mas nunca aconteceu de eu efetivamente vomitar. Ficando no controle, com você sabendo até que ponto você vai, impede que isso aconteça. Difícil é quando acontece o “basquetinho”.
Sabe quando o homem empurra sua cabeça pra lá ou quando você já está fazendo os trabalhos e ele fica “guiando” a sua cabeça pra cima e pra baixo? Odeio, odeio, odeio. E ainda faz você perder o controle do quanto você aguenta.
Essa semana uma editora de uma revista (Oie!) me disse que existem cursos de sexo oral. Eu não encontrei nenhum aqui em São Paulo, só no Rio – mas assim que encontrar prometo fazer um e contar tudo por aqui. Por enquanto, o que eu posso dizer é que não adianta fazer de má vontade, “pegando o pau com pinça”. Abocanhe mesmo, segure com vontade! Eu sei que alguns dão mais tesão do que outros, mas é aquele o brinquedo que você tem na hora, então aproveite. Beije, chupe, masturbe. Você sabe quão feliz ele pode te fazer.
*Desculpem a tosquice da expressão, mas não sei ser sutil ao falar de sexo oral (ou de sexo). Vocês jamais vão ler por aqui um “sugar o membro ereto”. Deixo esses tecnicismos para as minhas reportagens como jornalista.






