Conversava com um amigo por DM. Ele me conhece pessoalmente. Sabe meu nome, meu endereço, tudo. Ainda assim me chamou de Letícia.
“Meu nome é Nádia, porra”, respondi.
Ele retrucou: “Você, como sempre, delicada”.
Eu falei em tom de brincadeira, mas é evidente que ele não percebeu. Tudo bem. Mas isso me leva a outra questão. Eu preciso ser delicada?
Preciso ser fofa, frágil, sensível, doce? Falar baixo, evitar palavrões, não entrar em discussões? Esperam também que eu tenha habilidades manuais, saiba cultivar uma hortinha na varanda, peça ajuda para abrir um pote ou para trocar a resistência do chuveiro?
Pois bem. Eu posso ser/fazer tudo isso, ou nada, ou escolher o que me interessa. Tenho habilidades manuais (faço artesanato, confeito bolos), mas mato todos os pés de manjericão que trago para casa.
Falo palavrão como vírgula, entro em discussão o tempo todo e sou doce e carinhosa em momentos especiais.
Mas por qual razão as pessoas pressupõem que eu (e você) devo ter as características acima? Por que eu sou MULHER, e “mulheres são assim”?
Se um homem se impõe, ele está sendo forte. Se uma mulher faz o mesmo, é louca-histérica-tá-na-tpm. Retirar da mulher a força que ela tem, mas muitas vezes não enxerga, é torná-la fácil de ser controlada.
Assim, se ~valoriza~ certas características como sendo femininas. Nenhuma delas coloca o controle nas mão das mulheres. Elas continuam submissas – e isso não pode ser bom.
Há bilhões de mulheres no mundo e sequer imaginar que todas temos características parecidas, como um bloco uno, é menosprezar todas as nuances do ser humano.
E Letícia é o caralho, meu nome é Nádia Lapa, porra!


nadia lapa,
eu te amo, porra!
<3
<3
Eu sou igualzinha. O que as pessoas costumam me dizer é que isso é educação e independe de gênero. Às vezes é só isso mesmo.
Não, pq “delicadeza” não é cobrada dos homens. E em 2012 alguém se assustar com um “porra” é demais pra minha cabeça.
Eu entendo o que você quer dizer. É que no caso dos homens chamam de estúpido, grosseiro, mas não de indelicado. É aquela questão do que se quer dizer e o que é dito, eu acho. Os dois querem dizer, sei lá, deselegante. Mas para as mulheres é cobrado na forma de feminilidade e pros homens, de menos rudeza.
Não, pq “delicadeza” não é cobrada dos homens. E em 2012 alguém se assustar com um “porra” é demais pra minha cabeça…
Adoro as coisas que você escreve, mas achei beeem viajado isso, hein? Delicadeza = educação, sim, na minha opinião e de milhões de outras pessoas. Você pode pensar diferente, mas não queira AFIRMAR isso. São apenas opiniões diferentes. E em que mundo ‘não cobram’ delicadeza dos homens? Eu, hein. No meu, eu cobro e muito. Cobro de homens e mulheres, porque tô nem um pouco a fim de qualquer pessoa (homem ou mulher) falando palavrão o dia inteiro na minha presença. Eu falo palavrão, sim, mas em determinados momentos. Acredito que há contextos para tudo. Em alguns momentos, nada como um belo palavrão, nada mais adequado que isso. Mas usar palavrão para tudo, acho de total falta de educação, pelo menos não é a minha educação. E isso não tem NADA a ver com fragilidade. É só feio, é só grosseiro. Eu prefiro escolher outras palavras. Questão de escolha, só isso.
Natasha, se isso te incomoda, você pode escolher as pessoas que te cercam. Você não pode, nunca, dizer como o outro deve se comportar.
Assino embaixo Natasha!!!! Penso exatamente isso: falar palavrões é falta de educação, independentemente se vc for homem ou mulher! E um pouco de delicadeza é essencial pra homens E mulheres!
Alter ego em crise?? Chama o Fernando Pessoa, excelente companhia.
Eu não me incomodo nada de ser chamada de Letícia. O problema é bem outro.
Ok, desculpa. Se bem que o Pessoa é uma ótima companhia.
De qualquer forma, uma vez eu recebi uma aula em uma empresa que trabalhava de como eu nunca deveria falar com meus colegas no imperativo e sempre deveria pedir as coisas com um “será que poderia??” dando piscadinhas. Nem preciso dizer que me demiti assim que pude desta empresa de m*. Pior que acho que mulheres como você, Leila Diniz e todas nós que falam o que pensam, do jeito que querem, sem a preocupação de serem mulherzinhas criam desconfoto hoje como há 40 anos atrás.
Ensinaram a dar a piscadinha?
Que aula foi essa?!?
Perfeito seu texto, Nadia!
Ser mulher será sempre um grande desafio, enquanto houverem os esteriótipos.
Isso me irrita muito. Minha meiguice e carinho só a quem eu quiser mostrar. =)
Poooooorra, mas agora esse post fez toda a diferença!
Se vc n não fala, como que a gente vai saber?
Risos.
Parabéns pelas palavras, Nádia. =)
Olá, Nádia!
“Descobri” o seu blog esse ano. É claro que eu já tinha ouvido falar dele, na época da contagem, no blog da Lola e de outras formas. Você sabe melhor que ninguém o alvoroço que foi em torno da Letícia, “a mulher que vai transar com cem homens em um ano”. Admito que não tive muito interesse em conhecer você, não. Fiz as continhas na minha cabeça e essa “meta” dava um homem a cada três ou quatro dias, ou dois por semana. Embora na época eu ainda não tivesse feito sexo (nem nada perto disso, aliás), esse número me pareceu razoável. Não que eu achasse que todo mundo transava com essa frequência, é claro. Eu só não conseguia imaginar porque isso parecia tão “absurdo” para algumas pessoas. É claro que eu não sabia nada de você, das suas motivações e da ideia em geral. Acabei esquecendo o assunto, com o tempo. O fato é que até esse ano eu não tinha lido os seus textos, e como me arrependo! A sua escrita é ótima, por vezes muito divertida, e eu adoro os assuntos que você traz para a discussão. Já li bastante coisa do seu arquivo e adoro. Hoje eu estava aqui lendo os textos que você restaurou.
Então, queria a aproveitar e te pedir, muito delicadamente (risos), para que você continue resgatando os seus posts antigo, por favor! Faça essa leitora aqui feliz :D
Oi! Seja bem vinda!
Eu vou recolocar tudo no ar, sim. Ou pelo menos grande parte. Há alguns textos que escrevi num momento de fúria e esses ficarão escondidinhos.;)
Agora, sobre o texto de hoje. Sabe que comigo acontece exatamente o contrário? As pessoas em geral interpretam a minha boa educação como sabe-se-lá-o-quê e isso é, com o perdão da má palavra, uma bosta. Eu me preocupo em ser muito educada. Acho que isso vem de criação, mesmo, mas hoje já é parte de quem eu sou, diplomática por natureza. Por exemplo, eu divido um apartamento com mais três garotas e, quando há algum problema que precisa ser resolvido, as outras meninas me pedem para cuidar da situação: “fala com ela você, que tem mais jeito”.
Acontece que, como eu falei, tem gente que confunde. As pessoas acham que eu sou frágil, por ser educada. Ou, pior, que eu não sei me impor. Isso está muito longe da verdade e é engraçado ver como elas quebram muito a cara com isso. Porque eu sou educada, sim, mas sou teimosa, às vezes mimada, geniosa. Logo de cara, as pessoas acham que sou uma menina-doce-e-fofa-para-casar. Meus amigos, que realmente me conhecem, brincam que na verdade eu sou uma propaganda enganosa (risos).
Isso! Ia dizer exatamente isso! Não importa se você é ou não “delicada”, sempre acabam te julgando de qualquer modo. Se não for, é grossa, mal amada, tá de TPM, whatever. Se for, é frágil, não sabe se impor, songa-monga ou, então, tá se fazendo de “meiguinha” por que tem segundas intenções. E, claro, sempre vão, carinhosamente, te “aconselhar” a ser de outro jeito (mas não importa, não, porque, de qualquer jeito, vão te julgar) porque, claro, sabem muito mais de vocês do que você mesma.
(ótimo post. sou leitora tímida e nunca comento aqui, mals aê :x)
Pois comente mais. É gostoso. :D
E o machismo impera mesmo nas pequenezas: por eu também não ser delicada, dizem que sou pouco FEMININA.
Meu querido, minha “feminilidade” está aqui debaixo da calcinha.
Olá, Nádia! Tudo bem?
Vi seu blog a primeira vez hoje e resolvi comentar. :)
Então, minha mãe e algumas das mulheres da minha vida sempre me acusam de falta de delicadeza e de jeito com as coisas – inclusive com a frase que seu amigo usou. “Donnie César, sempre um delicado”. Note – eu sou homem, heterossexual e tenho toda a aparência gentil e delicada de uma motosserra.
Embora a maior parte das pessoas não seja bem educada ou tenha maneiras distintas, é lugar comum cobrar por essas maneiras – mais para mulheres do que para homens, fato, mas não é uma primazia. Nesse sentido o “delicado” pode ter sido usado como oposto a “vulgar” ou “chulo” – o que, se pudéssemos nunca ser, homens E mulheres – seria ótimo (embora vagamente entediante).
Particularmente eu não gosto de pessoas impositivas, sejam do sexo, religião, ideologia ou orientação sexual que forem. Agora sobre valorização e submissão, existem algumas coisas a serem consideradas:
Preconceito vs. requisito: Nós não esperamos todas as coisas de todas as pessoas, mas esperamos algumas coisas de algumas. Eu tenho uma amiga que, por exemplo, gosta do arquétipo mais clássico de homem sisudo e provedor. Essa minha amiga é feminista e, segundo ela, a luta dela é para que para todas as mulheres isso seja uma escolha individual e não uma obrigação. Ela tem requisitos para o homem que escolheu, mas não nutre preconceito por quem faz outras escolhas. Como você mesma disse num dos comentários, você pode escolher as pessoas que te cercam, bem como as outras pessoas também. mas não seria triste se você fosse medido e pesado só pelos aspectos mais superficiais da sua persona? Parte da função das chamadas boas-maneiras é justamente diminuir esse atrito – sobretudo entre desconhecidos.
O poder da imagem: Você notou a imagem que você postou? Embora a imagem mostre duas listas, ela trata as colunas como mutuamente excludentes, o que na minha opinião é um erro. O que impede uma mulher de ser ao mesmo tempo delicada e corajosa? Ou pequena e forte?
Enfim, mesmo com todas as questões, parabéns pelo texto e pelo blog.
Donnie.
Donnie, eu não sou contra gentilezas. Eu sou contra acharem que tenho que ser delicada só por ser mulher. E, acredite, por ser como sou (esporrenta, gostar de futebol, falar palavrão, usar all star), muitas vezes eu sou chamada de “pouco feminina”.
Porque existe, sim, um conceito de ~feminilidade~. Pq qdo um homem chora ele é chamado de “mulherzinha”? Porque na nossa cultura o choro (o mais fraco) é um papel de gênero feminino. Note que os papéis de gênero são opressores para todo mundo, não só para as mulheres.
Quanto à imagem que postei, não são nada excludentes. Você leu o texto com atenção? Eu mesma coloco características minhas consideradas mais ~masculinas~ ao lado das ~femininas~. Mas se você for ver como a mulher é retratada na ficção ou como ela é educada a ser, é exatamente a primeira coluna.
Abraços
Não preciso dizer mais nada. Ia provocar essa resposta em você, mas desisti visto que alguém já o fez.
Nádia Letícia Lapa Pimentinha, não é para ser proibido, mas sinceramente, embora eu escreva, sou contra qualquer palavrão. Delicadeza não tem na a ver com ser ou não ser mulher. Tem a ver com educação mesmo. Qualquer um tem o dever de ser gentil com os demais. Isto significa parte da cidadania. A pergunta a se fazer é: “A que grupo eu pertenço”. “Como quero ser visto pela sociedade?”"Como influencio as pessoas?” Mas, a pegunta mais importante a se fazer, foi feita pelo Legião Urbana, ” o que você vai ser quando você crescer?” Me diz, porque que o céu é azul?
QUando você crescer, você vai ter coragem de assinar comentários?
Não o assinei por uma questão técnica de seu blog. Diferentemente de outros da mesma plataforma ele não exige credenciamento antes de publicar e, eu sem querer, no automatismo publiquei. No entanto agora o faço devidamente. Agora permita-me um comentário: Nem tudo o que se escreve aqui, embora o blog seja seu, é dirigido a você. Talvez fosse interessante não censurar os comentários nem opiniões alheias ou questioná-las como se erradas estivessem. Parece-me uma imposição de padrões que você julga certos. Permita que o leitor também possa avaliar os demais, tornando o debate mais intuitivo e dinâmico. Quando alguém discorda de algo, permita outros avaliarem sua opinião. Evidentemente isso requer um trabalho maior da moderação a fim de evitar ofensas desnecessárias. Contudo, acho que, como uma escritora, respeitar os seus leitores é uma coisa socialmente aceita e quase que obrigatória. Não seu se está no seu contrato, mas faz parte da conversão social manter uma relação amistosa com quem nos admira e quer bem. Note que não estou impondo um padrão. Ele está ai; é como pegar o metrô e ir ao trabalho.
Bom feriado!
Eu sei que nem tudo é dirigido a mim, mas você se dirigiu a mim. Usou meu nome completo, ainda.
Tampouco censuro comentários. Todos os que são feitos sem agressão vão pro ar, exceto alguns velhos “conhecidos”, que vivem aqui só pra encher o saco.
Eu não sou escritora. Sou blogueira. E, antes disso tudo, sou uma pessoa que não se cala diante de certas coisas. Você me chamou de mal educada e disse que eu precisava crescer. Faça-me o favor.
porraaaaaaaaaa eu falo o tempo todo e amei o seu texto não conhecia o blog agora vou ler sempre.
Isso me lembrou de um dia eu bem professorinha no estágio docência em que saiu um “não sei que…chato pra caralho”… da minha boca! Os alunos (todos gentes de em torno de 20 anos, como eu tinha 23 na época) me olharam e eu: ai, saiu gente! Esse é o inconveniente de falar palavrão: de vez em quando escapa um em momento indevido… mas sobrevivemos, porra!
Carallhooooooo. me vi nesse texto.
Um amigo disse que quando o leu lembrou de mim, de fato, sou eu toda. Principalmente na parte em que diz “Falo palavrão como vírgula, entro em discussão o tempo todo e sou doce e carinhosa em momentos especiais.”.
Nádiaaaa?!!! você manda bem pra caraio, véi! risos
Tenho esse probleminha com as pessoas também… como diria Rita Lee: sou mais macho q muito homem. Na última situação,com vários homens, numa conversa pra lá de animada (com todos os caralhos e porras q a grande maioria está acostumada a falar), brinquei com um deles dizendo que ele gostava mais de um cantor “x” do que de buceta… Um deles, q havia acabado de me conhecer, foi perguntar a um amigo se eu era lésbica, pq não era possível uma mulher ~normal~agir assim. Simplesmente porque usei a palavra BUCETA! Eu, uma mulher!, comoassim???? Fora o fato de estarmos vendo futebol numa mesa de bar bebendo cerveja e eu ser a única mulher (ainda por cima gostando e entendendo de futebol…). Mesmo assim ainda acredito na evolução do ser humano….
Putz, o pior é perceber que, para esse imbecil, não só falar “buceta” é coisa de homem como lésbica = homem. Não canso de me surpreender com a burrice das pessoas.
Mas usar palavrão para tudo, acho de total falta de educação, pelo menos não é a minha educação. [2]
Eu nunca tive este hábito, não acho bonito pra ninguem… tenho uma filha de 5 aninhos, e tem amiguinhos dela que já estão mais que acostumados, e são crianças de 4 a 6 anos no máximo… me desculpe mas não gosto, aliás acho horrivel e pior que vão ensinando pros outros… poxa, vc cuida de uma filha com todo carinho e vem alguém estragar a educação que vc deseja que ela tenha, ah não… claro que as crianças não tem culpa, escutam e repetem…. mas eu digo pra minha princesa que é feio falar assim, pra ela não repetir e ela obedece.
Quanto a delicadeza, eu sempre ouvi que sou delicadinha, meiga essas coisas… sou bem carinhosa e super vaidosa desde pequena, minha filha já é mulherzinha tb, é uma bonequinha linda, o pessoal comenta que ela parece a Suri (lembra mesmo) e como ela tb é muito vaidosa fica parecida mesmo hehehe pq compro roupas nesse estilo pra ela…. tem gente que acha que é futilidade e tal mas eu nem ligo sabe, minha filha tá feliz e é o que importa. Só tenho medo que discriminem ela assim como faziam comigo quando eu tava no colégio, um grupinho pequeno, de meninas que não gostavam muito de mim, me chamavam de fresca, metida…. com 11-12 anos a gente se importa com estas coisas….
Cuidar de uma filha com todo carinho é transformá-la em uma boneca?
“Princesa”, “mulherzinha”, “bonequinha”…não sei não, mas eu tenho a impressão de que, caso essa menininha mude de estilo ao crescer, essa mãe não vai reagir bem…prevejo problemas na adolescência… ( mas vai que estou enganada)
mas boneca, princesa são elogios, é uma maneira carinhosa de dizer que é bonita, educada, e minha filha é tudo isso… mulherzinha foi pra dizer que ela já é vaidosa, e muito feminina, já quer maquiagem, acessórios…. nada demais…. eu não forço nada, ela gosta destas coisas, não vejo problema nenhum….
Sua filha tem 5 anos e quer usar maquiagem e vc acha ok?
Tenho um filho de 6 anos e, na medida do possível, repreendo o uso de palavrões, pois acho feio crianças dizendo. Muitas vezes acabam falando para os próprios pais, com total falta de respeito.
Claro que eu falo palavrão algumas vezes, acaba saindo.
Tento educar meu filho para ser gentil com todas pessoas, independente de sexo, idade e cor. Por isso, algumas vezes, amigos extremamente machistas, dizem que estou me esforçando para transformá-lo em um gay, mas como o “guri” é bom, talvez se salve. No início discutia, argumentava, agora cansei, não adianta. Só digo que se meu filho for gay ou não, o meu amor será o mesmo.
Não é normal uma menina de cinco anos querer andar maquiada. Na escola do meu filho, as menininhas com 3, 4, 5 anos andam mais maquiadas do que eu, sem exageros, que vou fazer 30 anos.
gente mas é maquiagem de menininha, um brilhinho e aqueles esmaltes cheios de glitter só, nada forte né! eu tb usei quando pequena e to aqui viva e infinita rs….
Camila isto mesmo que eu vejo, tem criança que cresce sem noção né, pai e mãe tem que por limite sim. Mas muita gente não quer contrariar os filhos, corrigir enfim….
e não ligue pros comentários, tem um primo meu que foi educado como seu filho, hoje tá com 17 anos, e bem maduro pra idade viu, bem melhor que os moleques da idade dele….
Eu acho que a delicadeza cai bem em qualquer pessoa e talvez em homens seja ainda mais necessárias, já que normalmente a natureza deles é mais bruta.
Tenho amigas que não são delicadas, falam palavrão, elevam o tom. As amo independente disso, mas é uma característica delas que não as torna mais agradável de se conviver, sem dúvidas.
“A natureza dos homens é mais bruta.”
De onde você tirou isso? (de verdade, é uma pergunta honesta.)
Acho que você tá indo longe demais com achar que tudo é anti feminismo, delicadeza (fineza, educação) é bom independentemente do sexo ;-)
Lana, é incrível como um texto tão simples e tão direto possa não ser compreendido, né? Impressionante.
E que a maioria das mulheres ainda enxerga o esteriótipo de delicada como positivo, e estão dispostas a batalhar para que a ideia continue vigendo. Se isso mudar, como o que elas se identificarão?
E que = É que.
Letícia, cuidado com esse feminismo-vítima. Eu sou homem e apoio o feminismo, mas usar qualquer conflito que você tem com um homem como prova de machismo, é fraco.
Se um homem for indelicado, quem disse que ele é tido como “forte”? Ele é tido exatamente como uma mulher indelicada: como rude e mal criado. E as pessoas vao falar mal dele, exatamente como falam de uma mulher.
Ninguém gosta de pessoas hostis, sendo homem ou mulher.
Henrique, existe uma coisa no jornalismo chamada “gancho”. Você pega um acontecimento para “puxar” outras coisas.
Eu não sou nada vítima e acredito realmente na força das mulheres. Você viu o vídeo que eu coloquei? É bem famoso, todo mundo achou o máximo quando o Dadinho disse que o nome dele era Zé Pequeno. Foi considerado ~um tapa na cara~ das pessoas.
E eu em nenhum momento disse para as pessoas serem indelicadas, homem ou mulher. Mas ninguém é só virtude. E sim, se espera MUITO MAIS a delicadeza em uma mulher do que em um homem. Não enxergar isso é ser míope.
“Se um homem for indelicado, quem disse que ele é tido como “forte”? Ele é tido exatamente como uma mulher indelicada: como rude e mal criado.”
Mas NÃO É MEEEEESMO!!!
Thata, nem liga. Tem gente que contesta só pelo prazer de ser do contra.
Lê, como vc disse antes,
“Impressionante” (!!)
Nádia,
Primeiro que, pelo que pude entender sobre o contexto, você falar assim com ele demonstra uma certa intimidade, ou seja, algum nível de amizade. Fosse eu a interlocutora, ia rir e gostar… e tvz falar “caralho, desculpaê”.
Falo palavrão, mas só com quem tenho alguma intimidade. Quanto mais intimidade, mais me sinto à vontade (o q não quer dizer falar palavrão 24h/dia). Acho que tem a ver também, quanto a mim PARTICULARMENTE, com o fato de não ter filh@s. Imagino q se eu tivesse filh@, mudaria vários comportamentos, não só de evitar falar palavrões, mas tb, por exemplo, sei lá, arrumar a cama, ter horários menos desregrados, melhorar a alimentação rsrsrs.
Segundo, é fooooooooooda a diferença de cobrança quanto ao comportamento verbal entre mulheres e homens. À parte o fato de as pessoas, em geral, enxergarem debates como altercações.
Já passei por diversas experiências, em trabalhos, de entrar em discussão com homem, usar O MESMO tom de voz e de argumentação que ele, e alguns homens (não todos) ficarem “ressentidos” SÓ comigo. Se fosse com os 2, ok, mas não!
O homem tem carta branca SIM para ser grosseiro. Tanto na convivência entre amigos/colegas, quanto entre familiares, como no trabalho. E digo mais: há uma expectativa de que as mulheres aceitem isso, como “boas meninas”.
No meu cotidiano profissional, presencio homens (não todos, claro) se comportando (postura/verbalmente) de tal modo que jamais seria aceito em uma mulher – estaria MUITO ALÉM do “ela está atacada” ou “ela está com TPM”. Olha, que vontade de gravar e publicar pra vocês verem o nível da coisa (claro que não posso fazer isso, mas que dariam ótimos estudos, dariam).
Citação apropriada:
“Men are taught to apologize for their weaknesses, women for their strengths.”
Lois Wyse
Tentativa de tradução:
“Os homens são ensinados a se desculparem por suas fraquezas, as mulheres, por sua força”
Não falo (muito) palavrão. Mas essa coisa de que dizer palavrão entre amigos é ser mal-educadx pra mim é coisa de gente hipócrita. A maioria dos homens que conheço usa sim caralho como vírgula, porra como ponto ou ponto e vírgula, em qualquer conversa informal. Não os acho mal-educados nem mesmo indelicados por isso, ora, pra mim delicadeza e gentileza não se resumem a uma bobagem dessas, pelamor! Inclusive algumas conheço pessoas (mulheres inclusive) que nunca dizem palavrão mas conseguem ser tão mais agressivas, invasivas, indelicadas, mal-educadas, usando expressões que para terceiros podem parecer gentis, que, porra, só mandando tomar no cu mesmo haha
Tanta gente comentando sobre delicadeza e educação. Acho que são poucos que conseguem notar o quanto é INDELICADO chamar alguém de mal educado só pq a pessoa fala palavrão e querer que alguém concorde com um padrão de comportamento só pq “foi da minha criação”. Indelicado e preconceituoso. Concordo com vc totalmente, Nádia!
Isso é uma loucura, Marcela, porque a pessoa vem aqui, me chama de mal educada, e quando respondo, dizem “tá vendo?”. Quem começou foi a outra pessoa!!Mas é tão difícil a gente se dar conta dos nossos defeitos, né? Assustador como a falta de noção impera!
Respondi um “E” perdido ali em cima sem querer.
Infelizmente tem muita gente sem noção querendo empurrar “verdades”! Desde dicas sobre cabelo até comportamento. Credo, que complexo de Stepford Wife que algumas pessoas ainda mantém.
Nádia, quando citei que a natureza dos homens é mais bruta, me referi à voz, ao corpo mais forte, aos gestos normalmente mais fortes do que das mulheres. Generalizando obviamente, mas não precisa ser estudioso dos gêneros pra perceber essa diferença. Pra eles é mais fácil ser indelicado até sem querer, por isso gosto muito de homens que se esforçam para ser delicados. Somente isso.
Eu falo pouquíssimo palavrão, quando eu falo as pessoas se assustam… Sempre me acharam mto menininha, mto bonequinha e quando eu bato de frente, mesmo sem falar palavrão, sou recriminada, tenho que ouvir que isso não é bonito, que eu não posso discordar assim, que tenho que respeitar autoridade(pois é)…
Meu irmão tbm não fala palavrão. Isso é bem interessante, minha mãe sempre tratou eu e meu irmão de maneiras iguais, assim como meu pai, que apesar me um pouco preconceituoso e machista, me levava pra soltar pipa, jogar futebol etc. Hj sei mais de futebol que meu marido e as pessoas se assutam com isso.
Já minha irmã mais nova, fala palavrão pra caramba, mesmo tendo sido tratada da mesma forma que eu e meu irmão. Isso não faz dela melhor ou pior, apenas diferente!
É EXATAMENTE ISSO! Finalmente alguem me entendeu cara! eu sou loira, cabelo cacheado, magrinha e as pessoas me chamam de “princesinha” e eu odeio isso caralho! Porque eu tenho que ser tartada assim??? minha aparencia não tem nada a ver com a minha personalidade! daí eu tento ser grossa e as pessoas me chamam de “falsa” porque pra elas eu tinha que ser delicada, aff vai tomar no cu! a vontade que eu tenho e levantar a cabeça no meio da sala e mostrar o dedo do meio pra todos esses desgraçados!
pros meninos que me dão um tapinah e dizem “desculpa se doeu” plmdds eu não soude vidro! e tbem pros tios que ficam me olhando com aquela cara “que gracinha” pqp que raivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa