O moço bonito fez um movimento estranho. Pegou no meu braço como se eu fosse um bonequinho, uma peça de jogo, e me fez mudar de lugar na calçada.
Ele sempre faz isso. Eu acho curioso, apesar de ser meio muito irritante. Questionei. “Como você pode ser feminista, saber que eu sou feminista, e ficar com essa bobeira de que você tem que andar do lado de fora da calçada?”
Não há resposta, na verdade. Ele faz automaticamente, o tempo todo. Costume puro. Ele sequer se questiona porque em 2012, em plena Rua Augusta, ele se apega a idiotices do século passado.
“Ai, as feminazis estão acabando com as gentilezas!”
Nada disso, senhoras e senhores. Queremos acabar com o cavalheirismo, com o sexismo benevolente, com a ideia de que precisamos ser protegidas só porque somos mulheres.
Gentilezas, queremos sempre. Mas não porque eu sou mulher e você é homem, mas porque somos humanos e gostamos de agrados. Segure a porta, por favor. Pague a conta eventualmente, se a grana estiver sobrando. Me ajude a carregar os pacotes pesados, caso esteja com as mãos livres. Eu farei o mesmo por você, sempre.
Contei a outro amigo bonito e feminista (e ex-inquilino do meu coração <3) que o moço barbudinho fazia questão de andar do lado de fora da calçada. Ele ficou surpreso. Desconhecia tal “regra”. Dei um google rápido e cheguei à reportagem reproduzida abaixo em itálico. Os grifos no meio do texto são meus.
Veja 10 atitudes que fazem de você um perfeito cavalheiro
As mulheres reclamam que não existem mais homens cavalheiros nesse mundo mas, em parte, a culpa é do público feminino (claro, claro, a culpa é nossa).
Com a luta pela igualdade que vem desde os anos 60 (vem de um pouco antes, moço. ih, bem antes), algumas atitudes cavalheirescas passaram a ser erroneamente taxadas de misóginas ou machistas (misóginas, não; machistas, com certeza) e muitos homens, loucos para colocar seu casaco sobre uma poça d’água, acabam temendo reações exaltadas das moçoilas. (gente, que mané casaco em cima da poça d’água. Dá a volta, muda o caminho! Ninguém precisa sujar a roupa)
Ser cavalheiro não é tratar a dama como algo frágil e desprotegida, mas sim, mostrar uma admiração e preocupação pela mocinha, valorizando-a. (~valorizando-a~, risos)
Sendo assim, listamos dez atitudes que ainda devem ser praticadas por você, macho da espécie, e que seguramente vão fazer com que o primeiro encontro não seja o último. (macho da espécie. num aguento esse discurso, assim como não aguento a ideia de que há um roteiro único e pré-estabelecido para que a pessoa queira sair com a outra de novo)
1. Ao andar na calçada com ela, você fica para o lado da rua: esta tradição vem dos tempos antigos onde as mocinhas, ao caminhar pelo lado interno da calçada, eram protegidas pelas sacadas e balcões das casas e, assim, não corriam o risco de serem atingidas por vasos ou qualquer coisa atirada pela janela. Hoje o cavalheiro, ao andar pelo lado de fora, a está protegendo do tráfego e eventualmente de poças de água atingidas pelas rodas de carros.
Protegendo do tráfego? Mas não estão na calçada? Sobre essa parte histórica, eu já li outras “explicações”, todas igualmente idiotas.
2. Na escada rolante, existe ordem dos fatores: ainda no sentido de proteção, ao entrar em uma escada rolante que sobe o homem deve dar a passagem à dama, mas quando for o sentido inverso, ou seja, a escada desce, é o cavalheiro que vai na frente. E por que isso? Se a mocinha se desequilibrar, o rapaz estará lá para segurá-la. Sinta-se um herói por isso.
Só na escada rolante? Na verdade, seria em qualquer escada. E o cara tem que ser ~cavalheiro~ pra ele se sentir um herói? Vamos parar com essa mania de só fazermos algo para sermos beneficiados de alguma forma?
3. Ela se senta antes: é sempre muito elegante puxar a cadeira para uma moça se sentar. Mostra que você a quer confortável e à vontade. Em restaurantes, porém, onde o maitre ou o garçom fazem essa distinção, você deve aguardar para que ela sente primeiro, sem dar muito na cara.
Cara, se há regra até pra ordem das pessoas se sentarem, não há como se sentir à vontade. E por que sem dar muito na cara quando há um garçom para fazer isso?
4. Abra a porta do carro: aqui é um ritual interessante que faz um sucesso tremendo no primeiro encontro, mas não deve ser esquecido nos seguintes. Espere a daminha fora do carro. Quando ela chegar, abra a porta do seu carro, deixe que ela se acomode confortavelmente. Feche a porta, contorne o carro POR TRÁS, e só então entre. De Fusca a Ferrari, a regra é a mesma.
Quem tá se irritando com esse cara se referindo à mulher SEMPRE no diminutivo? Daminha? De honra? E esse lance de contornar o carro por trás? Essa parte desconhecia. Eu abro porta do carro às vezes. Gosto, até. Mas aquela parada que a gente vê às vezes do cara saindo do carro para abrir a porta por fora, enquanto a mulher fica sentadinha esperando, é absolutamente patética.
5. Segure a porta para ela: em qualquer pesquisa que você ler, 90% das mulheres acham que um homem que segura a porta para ela passar é o máximo. E você não deve praticar isso só com quem conhece e não só com mulheres. Demonstrar respeito e educação pelos outros não arranca pedaço.
Por favor! Segure a porta sempre.
6. Ofereça seu casaco: em tempos de aquecimento global (onde a temperatura muda a todo instante) e de moda com os ombros para fora, essa regra é mais atual do que nunca. A mocinha, no sentido de ficar sensual para você, poderá usar uma peça de vestuário mais aberta e, se o tempo mudar, seguramente vai passar frio. Se você notar que sua companhia feminina está desconfortável com o clima, imediatamente ofereça seu casaco a ela. Mesmo que ela recuse, repita a oferta se notar que a temperatura está caindo. Lembre-se: você é um homem, logo você pode sentir frio. Ela não.
De novo o diminutivo. De novo a ideia de que a mulher se vestiu só para agradar o cara. Todo mundo gosta de agrados e todo mundo gosta de fazer o bem pra quem estima. Mas não se pode assumir que a mulher se vestiu assim ou assado com a intenção de ser sensual.
Não entendi porque o homem pode sentir frio e eu não. Isso me lembra o Planeta Terra do ano passado. Uma colega de faculdade estava com frio e eu não. Emprestei meu casaco pra ela. Ficou enorme! Fui um bom cavalheiro? Mas ei, eu sou mulher e não queria pegar a garota. E agora? Será que ela estava de blusa sem mangas porque queria me seduzir? Hummmm….
7. Ofereça seu lugar: mais uma regra que deve ser aplicada para qualquer mulher, conhecida ou não, e também para idosos e portadores de deficiência (digo tudo isso, porque mesmo nos locais onde existem assentos reservados a esse público, muita gente não respeita). No caso das mulheres, uma atitude dessas mostra que você está colocando o bem-estar dela acima do seu e sabe o que isso significa na cabeça feminina, não é?
Juro que não entendo essa “regra”.
8. Faça o pedido no restaurante: hoje as mocinhas trabalham, têm seu dinheiro e são mais independentes. Dividir a conta no restaurante é atitude comum e não ofende ninguém (menos no primeiro encontro, rapaz. Lembre-se que você quer impressionar). Acontece que, apesar de tudo isso, ainda é de bom tom o homem fazer o pedido do casal, uma vez que denota um interesse em deixá-la mais confortável e mais à vontade, não tendo que se preocupar com esses chatos detalhes operacionais da refeição.
Por que eu ficaria impressionada com um cara pagando a conta? Por que ele seria o “provedor”? Mas eu não quero um provedor. E é um fucking primeiro encontro, não é casamento! Eu acho que pagar a conta (ou a pipoca, ou a pizza, ou a água num passeio no parque) é uma gentileza, sim. Mas que independe de gênero, e sim de disponibilidade financeira para tanto.
Eu adoro pagar coisas pros amigos. Infelizmente isso está difícil nos últimos tempos (fuén), mas há de mudar!
9. Se estiver chovendo, você segura o guarda-chuva: aqui acontece aquela oportunidade maravilhosa de andar agarrado um ao outro, mas o objetivo é mantê-la seca. Sendo assim, se o guarda-chuva for pequeno demais para os dois, você, macho da espécie, deve se molhar mais. Com certeza, você passará aquela imagem de que se preocupa com os outros, especialmente pelo conforto dela.
Bom, se você está saindo com alguém, você já pode andar agarrado sem precisar da desculpa da chuva (is this 1920 all over again?). E não há regra pra segurar um guarda-chuva! Depende da altura da pessoa e mais um monte de variáveis. Mais uma vez: há que se fazer o que for mais confortável. Mas o lance é passar a ~imagem~, macho da espécie?
10. Acenda o cigarro dela: mesmo em uma época de cruzadas antitabagista, ainda vale a pena resgatar uma tradição dos filmes dos anos 40 e rapidamente pegar seu isqueiro quando a ver colocando um cigarro na boca. Se não é cavalheirismo, pelo menos é charmoso pacas.
Acabaram as regras e o autor inventou essa, né?
Bom, repito o que disse lá em cima: feministas não querem acabar com gentilezas, mas com o cavalheirismo. Porque, ao contrário do que o autor falou, todas essas regrinhas surgiram por causa da ideia de que a mulher é, sim, inferior. Isso tem que mudar.
Sei que muitos de nós nem me tocamos do sexismo em algumas atitudes. Outro dia compartilharam no Facebook uma foto do “Cara, sua namorada é machista” em que a moça não falava com o garçom.
Eu fiz um mea culpa. Anos atrás eu era tão tonta que ainda dizia para o meu par “pede uma coca cola pra mim?”. Juro. Eu dividia a conta, dirigia o carro, dava na primeira noite… mas agia feito uma boba para falar com o garçom!
Eu simplesmente repeti um comportamento, porque foi assim que vi o mundo girando e não me perguntei porque era daquele jeito. O curioso é que eu saía sozinha sem problemas (e, portanto, fazia meus próprios pedidos em restaurantes), mas quando estava em companhia masculina (que podia ser só de um amigo), era tomada por uma espécie de leseira baré e me colocava na posição de mulher-frágil-e-delicada. Coisa que, aliás, eu definitivamente não sou.
A partir do momento em que me dei conta do sexismo embutido naquela ação, eu a abandonei. Com certeza faço outras coisas do tipo, sem perceber o que há por trás. E, quando perceber/for informada, deixarei de lado, sem culpa por ter repetido um comportamento durante anos.
Porque foi essa a criação que tive, é esta a sociedade em que estou inserida. Mas é preciso deixar tudo que se baseia na superioridade de uma pessoa sobre a outra (por questões de gênero, classe social, orientação sexual, ou o que quer que seja). Porque não dá para ser “meio” feminista. Não dá para escolher o que me é conveniente. Tudo faz parte do mesmo sistema patriarcal e opressor.
E, por isso, o moço barbudinho vai ter que parar com aquela mania ridícula quando estiver comigo.






Essa do cigarro eu já tinha visto em filmes antigos… e tbm me identifiquei com a do pedido no restaurante, rsr… mas nem tanto por achar que é obrigação dele ou algo do gênero, é que tenho um puta problema pra falar com desconhecidos, engasgo até pra pedir um copo d’água ou perguntar as horas, e muitas vezes quando saio pra comer sozinha acabo pegando o que for mais fácil de pedir e não o que realmente queria comer xD
Adorei o texto.
Meus comentários sobre as 10 atitudes, posso?
1) Calçada:
Nem sabia que existia. Conhecia a do homem andar por dentro da calçada, para, caso limpassem penicos pela janela, ele sairia cheio de mijo, e não ela. Mas isso no Séc. XIX.
2) Escada rolante:
Não conhecia e estou achando um absurdo. Eu fico no degrau de baixo, geralmente, por que tendo a ser mais alto que minhas ficantes. Mas se ela for mais alta, ela fica no mais baixo. O importante é poder dar uns amassos.
3) Ela senta antes:
Por quê? Sério, não faz sentido.
4) Porta do carro:
Só se a porta do carro estiver quebrada e só abrir por fora.
5) Segurar porta:
Como assim? Segura a porta quem passar primeiro, né?
6) Casaco:
Depende de tantos fatores! E às vezes eu to com mais frio que ela(e)!
7) Lugar:
Mulher é mais fraca, por um acaso? Ofereço para segurar as coisas, e olhe lá.
8) Pedido:
Tão fucking comum que dói. Tem tanta guria por aí que espera que o cara peça, que trava, que fica indecisa…
(aliás, Letícia, você só fala, no ponto 8, sober a conta)
9) Guarda-chuva:
Quem for mais alto segura o guarda chuva, que tal?
10) Acender o cigarro:
Olha, essa é clássica. Mas o mais legal é que virou uma gentileza genérica. Você faz para desconhecidas, desconhecidos, e pessoas que você quer pegar. Tem mulheres que fazem pra mim, acho super legal ;D
Eu criei uma regra genérica para saber se uma gentileza é machista ou não: um casal homossexual faria um para o outro? Então é gentileza. Se só os homens deveriam fazer para as mulheres… Bem, daí é machismo.
bjs.
Não entendi a sua observação sobre o ponto 8. Eu divido a conta. Ou pago inteira, se eu puder. E sempre foi assim pra mim.
É que a regra 8 é sobre fazer o pedido, não sobre pagar a conta.(apesar de fazer menção), e a sua crítica é só sobre pagar a conta. No final do texto você comenta sobre fazer pedidos, ou deixar ele fazer.
[Sobre pagar a conta, eu me ofereço pra pagar, se eu tiver mais dinheiro sobrando que meu date, seja amigX ou ficante.]
Não, Rafa, eu digo que ouve uma época na minha vida que eu pedia pro cara fazer meu pedido. Que era a única atitude machista (pois eu dirigia, dividia a conta, etc). Tendeu?
Tendi!
Esse negócio de homem falar com o garçom vem da época em que era proibido a mulher falar com outro homem sem ser o marido e também que não era ela quem escolhia o prato…Ou seja, sem querer, estamos perpetuando isso… Quer dizer, eu mesma sempre fiz e se bobear falo o pedido do moçoilo tb hehehehehe
Que horror, Renata. Nem tinha me tocado que a questão histórica era essa.. :/
Hoje eu faço pedido dos moços tb. hahahaha
“No caso das mulheres, uma atitude dessas mostra que você está colocando o bem-estar dela acima do seu e sabe o que isso significa na cabeça feminina, não é?”
Significa: “Nossa, que macho! E está apaixonado por mim. Preciso ter filhos com ele imediatamente.”
Só faltou fechar o texto com um “E se depois de tantas demonstrações de cuidados e gentilezas ela não transar com você, é porque é uma puta e não te merece.
Outro texto fanástico. Toda feminista já ouviu na vida que a gentileza acabou graças ao feminismo junto com o romantismo.
Queria saber da onde coisas básicas como segurar a porta para alguém passar ou ceder um casaco para uma pessoa com frio é uma atitude apenas romântica ou cavalheira.
Quanto a parte das contas e do garçom…
Eu namoro há mais de ano e desde o primeiro encontro com o meu namorado até hoje em que estamos meio noivos, dividimos as contas. Quando eu pernoito demais na casa dele, ajudo com as contas básicas. Dividimos o mercado, o cinema, a janta fora. Ultimamente, como ele está meio curto de grana, ele tem bancado coisas mais baratas e eu tenho bancado as saídas mais caras. É ele quem faz comida em casa, porque eu cozinhando é uma coisa hilária de se ver. Nós dividimos tarefas, não é “ele me ajuda”. E no quesito garçom, ele faz o pedido dele e depois me pergunta, na mesa: ” e tu amor, que você vai querer?” e espera eu comunicar meu pedido.
Para mim, esse tipo de coisa vale mais do que qualquer cavalheirismo ou gentileza que queiram me vender como coisas que homens devem fazer.
E da série mals ae: pela maneira como o autor escreveu, fica bem claro que o mesmo é machista. Mocinha, macho da espécie, dama? Que porra é essa?
QUE PORRA É ESSA, NÉ? Fiquei muito irritada.
Nossa, nunca tinha me tocado do “ele me ajuda”! É verdade, muita gente pergunta se o marido ajuda a mulher nas tarefas, como se fosse obrigação dela e ele ajudasse pq é muito bom e muito solidário.
Por que não cada um paga o que consumiu em vez de dividir a conta?
Às vezes isso acontece, sim. Mas acho que só faz sentido se o consumo do outro for muito maior que o outro (como, por exemplo, uma das pessoas não bebe e a outra encheu a cara).
Meu ex fazia tudo isso, como era ridículo..
fora a máxima resposta para todas as questões “porque isso fulano? “”porque eu sou homem”.
Oi? resposta que é uma barreira, uma mulhara, depois disso você fala o que? “sim, eu sei que você é homem, já reparei, e daí?”
Que coisa! Ainda bem que é ex, não aguentei muito tempo de Amélia e tentativas de pagar a conta, abrir a porta, contornar o lado da rua, não poder falar com o garçom ,etc…
Engraçado é que a atual curtiu tanto “Meu namorado é machista”e a “Minha namorada é machista” suponho que ou ele mudou drasticamente e já estão fazendo piada ou minhas reclamações feministas é que são motivos de risadas!
Torço muito pela primeira opção, será que consegui mudar um doido?
Beijos!
Hahahhaa…..Lembrei que um ex meu não gostava que eu andasse do lado de fora da calçada pq parecia que ele tava me vendendo (?????????????)
Eu poderia falar tanta coisa sobre a origem destes costumes, desde o fato de que puxar a cadeira a segurar a porta é do tempo em que as mulheres usavam saias enormes e compridas que elas precisavam segurar com as duas mãos.
Mas esse de andar sempre pelo lado da rua deixando a mulher para o lado de dentro tem outra explicação. Lembro que o meu marido (então namorado) dizia que tinha que ficar desse lado “senão estou te vendendo”. Perguntei agora há pouco o que exatamente isso significa, mas ele não soube me explicar, só sabe que sempre ouvia isso desde muito pequeno (ele tem 65 anos).
Pensando cá com meus botões acho que pdoe ter a ver com o fato de os gigolôs andarem com a prostituta para o lado da rua, oferecendo-a, mas não sei realmente se é isso.
Eu já ouvi falar desse lance da venda, mas diferente: que antigamente os caras passavam com carrinhos de produtos (tipo sacos de batata, por exemplo) virados pro lado da rua.
Quer dizer.. dependendo do lado que a mulher andava na calçada ela era um produto (tal como um saco de batata) ou não. Que sutil.
Acho que vocês mulheres, são os seres que mais reclamam no universo, pois se é cavalheiro é grosso é insensível, daí você vai me dizer “tem que ter equilíbrio” mas agora me diz, como ter “equilíbrio” com criaturas que choram sem motivo e experimentam 10 mudas de roupas pra sair? Moral – não levo em consideração a grande maioria das reclamações de vocês mulheres…
tá fazendo o q num blog escrito por mulher, seu misógino?
Pontuação mandou lembranças.
Agora adorei a explicação. Não tento ser um ser humano gentil com mulheres porque elas choram e experimentam várias mudas de roupa. Ta aí gente, descobrimos como combater misóginos e os mascus extremistas. Vamos chorar menos e experimentar menos roupas antes de sair.
Ai, sério.
“Ta aí gente, descobrimos como combater misóginos e os mascus extremistas. Vamos chorar menos e experimentar menos roupas antes de sair.”
É, pois é… =)
Que porra tem uma coisa a ver com a outra? Misógino passando atestado de babaca, que nojo.
Não sei se ele vai entender o que é misoginia. Melhor usar termos mais fáceis.
Concordo com os comentários no post. Não tenho problema com gentileza, mas com cavalheirismo, principalmente quando ele só se manifesta assim:
http://3.bp.blogspot.com/_lHAzu7XKllM/SBUEcCmf9VI/AAAAAAAAAYg/BLA5NCl6ACI/s400/cavalheiro.gif
Com mulheres bonitas, e não com todas e todos. Ou seja, parece gentileza de conveniência mesmo, de quem espera algo em troca. O horror, o horror.
(tirinha do danilo gentili, que de vez em quando fala bobagem, mas de vez em quando acerta também)
o problema é que a quantidade de bobagens que ele fala é criminosa.
Na verdade, hoje em dia, é mais perigoso andar do lado da calçada mais afastado da rua devido à violência urbana. Se a cidade é perigosa, quanto mais perto da rua melhor. Se for passar por uma esquina, vá pelo meio da rua (se a velocidade da via for baixa e com poucos carros, caso não seja, atravesse a rua e vá pelo outro lado).
Se a cidade é realmente violenta, e a via não for movimentada, vá pela rua Sempre. E sempre escolha a rua que tiver mais pessoas ao invés daquela vazia.
…realmente, a do cigarro não é regra de cavalheirismo.
Tem um primo meu que, só porque sou feminista, faz sempre questão de ser cavalheiro comigo. Ele é com todo mundo, mas comigo é bem ostensivo por pura provocação. [Era casado, traía a mulher, ausente na criação dos filhos, um exemplo de cavalheiro.]
Óia, os diminutivos me irritaram muito! O babaca que fez esse texto é um.. é um.. um BABACA! “mocinha”?? É minha mãe chamando minha antenção quando eu era criança, porra??
A única coisa que veio a calhar, foi a da escada rolante, porque meu namorado é mais alto que eu, então, a gente se posiciona pra poder dar uns beijos no percurso huaehueuhae
Algumas ponderações: concordo que muitas das ações relatadas no post são sim fruto de machismo, algo que vem de muito tempo e sim que algo que inferiorizava as mulheres. Não acho, todavia, que todos que as praticam sejam machistas, por vezes é apenas gentileza. Tenho uma namorada de longa data e as vezes abro a porta do carro para ela – machismo? não! apenas cuidado, levo ela em casa no final da noite porque que está mais sujeita a violência urbana (por ser menor e ter menos força física). Tendo a não tratar minhas amigas ou colegas de trabalho mulheres da mesma forma que trato os homens porque acho que há diferenças que devem ser respeitadas. Para simplificar tenho um pouco mais de cuidado no trato com as mulheres. Este cuidado “extra” é fruto dos reflexos mais severos que os hormônios tem nas mulheres, acho por isso que estão sujeitas a ficarem mais “sensíveis” em alguns dias do mês – reflexos biologicos. Outras vezes cresceram acostumadas a ver o pai tratar a mãe de forma mais sensível e por isso esperam este tratamento dos outros homens (sem fazer juízo de valor). Por isso acho que “de forma geral” ser mais cuidadoso no trato com as mulheres funciona melhor na prática.
Gizuis, vem com a história da TPM e não é machismo??
P = Patriarcado
M = Misoginia
S = Sexismo
Você é machista. Beijo.
Cara como eu ainda preciso mudar muita coisa em mim! Obrigada!
Uma atitude machista que tem me irritado muito ultimamente é essa divisão entre mulher casada (portanto, “direita”) vs mulher solteira. Lá no trabalho estava rolando uma puta falta de respeito de alguns homens com os demais colegas de trabalho, e aí a supervisora pediu para os caras maneirarem porque ali tinha muita mulher casada! [?????]
ahahahahahahahaha mano, as pessoas são doidas, só pode.
Letícia, adorei o texto – quase morri com o comentário do Daniel, mas vc já lhe respondeu ótimamente!
Fiquei com um pensamento sobre o item 8, além dos que você elencou; sobre este trecho:
“Acontece que, apesar de tudo isso, ainda é de bom tom o homem fazer o pedido do casal, uma vez que denota um interesse em deixá-la mais confortável e mais à vontade, não tendo que se preocupar com esses chatos detalhes operacionais da refeição.”
MÁ QUE PORRA É ESTA??? O que seriam os ‘chatos detalhes operacionais da refeição’??? Seriam, por exemplo, eu mesmo escolher o prato e bebidas que tenho vontade de comer e não delegar a escolha do meu apetite pra terceiros?? Devo acreditar então que se uma mulher for almoçar sozinha e não quiser se chatear com ‘tais detalhes operacionais’, deverá delegar que o próprio garçom (que deverá ser homem, obviamente!) que lhe traga o que achar melhor? Me sinto um incompetente até pra escolher uma refeição por esta regra estúpida… devo deixar que o homem fale ao garçom e escolha minha comida… E… por que raios de motivo um homem vai querer sair com um ser apático assim?? Gente, morri…..
Gostei do texto!
Abç,
Diene
Lembrei de uma coisa engraçada que aconteceu essa semana. Eu estava em uma reunião do trabalho e tinha uma grávida de 8 meses na sala, em pé e eu estava sentada. Me levantei e dei o lugar para ela. Como é um cinema o lugar onde teve a reunião, eu sentei em um dos degraus da escada central, assim como vários homens haviam feito. Logo que sentei, um dos meninos que estava sentado em uma das poltronas tentou me dar o lugar dele. Eu disse que não precisava e ele me disse que o certo era ele me dar lugar por que eu era mulher… Eu dei risada e continuei sentada no chão… Kkk
Besteira essa distinção…
Bjs
Aline
Rapaz…um cara que sair comigo e pedir o que eu vou comer não chega vivo em casa. hahahaha
Brincadeiras a parte, falta gentileza nas pessoas atualmente. Estamos muito individualistas, egoístas mesmo.
Este texto veio muito a calhar, já que estou pensando nessa noção de “cavalheirismo” desde sábado.
Saí neste final de semana pra encontrar uns amigos (dois homens e uma mulher), fui a primeira a chegar e fiquei uns bons 15 minutos sozinha na mesa. Nenhum garçom me abordou.
Pensei que eles pudessem ter imaginado que eu só pediria quando já estivesse acompanhada, o que também é bem preconceituoso: não posso sair pra comer e beber sozinha? Mas ok, como eu tinha sentado numa mesa para quatro, era de se deduzir que eu esperasse alguém.
Chegaram os dois amigos homens e imediatamente pulou um garçom em cima deles pra entregar o cardápio e oferecer um choppinho. Ambos estavam falando ao celular e o garçom ainda comentou “ih, os homens não podem falar agora”. Respondi: “eu vou querer um chope” e ele me olhou com uma cara surpresa.
Depois disso, todas as vezes em que EU levantei a mão pra chamá-lo, foi aos rapazes que ele perguntou o que queríamos. E sempre fui eu que respondi, e puta da cara, já que posso muito bem fazer meu pedido sozinha e acho de última ser ignorada só pq estou com homens.
O que me deixou mais surpresa foi que esse tipo de comportamento costuma ser mais comum em restaurantes chiques, mas poxa, estávamos na praça de alimentação de um shopping! Será que o garçom estava dando aos meus amigos a chance de serem “cavalheiros”?! ahvá
A sorte da nossa existência é termos o privilégio da escolha.
Eu escolho tratar as mulheres com cavalheirismo. Certamente existem muitas mulheres bonitas que gostam desse tipo de tratamento. Eu fico feliz com a companhia delas, elas ficam com a minha, todos ganham.
Da mesma forma, ao que parece, existem muitas mulheres que não gostam que os homens as tratem com cavalheirismo. Para elas vai ser mais fácil, ainda, encontrar homens que não estão dispostos a tratá-las com uma deferência especial. Elas ficaram felizes em não receber essa atenção especial, e os caras mais felizes ainda de não terem de perder tempo com gentilezas. Todos ficam felizes.
Apenas entendo que soa presunçoso querer criticar uns ou outros por suas escolhas e preferências. Afinidades são afinidades, coisa até difícil de explicar.
Beijo a todas!
Num tô acreditando q vc ainda lembra o endereço do blog. Ai, ai. Dai me paciência.
Letícia, oi!
Adoro seu blog e nunca comentei, mas hoje eu vi uma publicação sua no fb e vim falar por aqui, pq lá acho muita exposição desnecessária – hehe.
Sou meio iniciante nos estudos sobre feminismo e travo uma batalha diária comigo mesma para não ser propagadora do machismo que veio com a minha criação, apesar de saber que meus pais já minimizaram bastante a educação mineira e interiorana que ambos tiveram…
A publicação de hoje foi sobre o corpo da mulher, que 3 bilhões não tem o corpo de modelo que apenas 8 têm.
Ok, eu entendo a questão de a mulher ser feliz como é, gostar do corpo como ele é. O que não entendo é: eu “traio” o movimento gostando de esporte, fazendo dieta e me preocupando com o pneuzinho mínimo que tenho na barriga? Digo, é claro que existem questões de saúde que ninguém me tira da cabeça que todo mundo precisa cuidar (mesmo as falsas magras que têm colesterol, triglicérides e glicemia nas alturas!), mas quando vejo essas coisas sobre corpo, sinto que estou fazendo algo errado pelo feminismo tentando manter meu corpo sarado. Tô errada? Queria uma opinião. =)
Beijos!
Bia, se você curte isso e se sente feliz assim, ótimo. O que não pode é achar que só quem tem corpo sarado é que vale, ou ficar enchendo o saco de quem está fora de forma. Porque essa é uma escolha individual.
Sempre, sempre desde pequena pensava nisso. Pensava que as cavalheirisses são um jeito de te dizer que você não PODE ou DEVE fazer aquilo. E não que alguém está sendo gentil com você.
Outra coisa que me deixa irritada é na apresentação da conta. Ela vem sempre, sempre, sempre para a mão do homem. Sempre. Isso me irrita de um tamanho sem fim.
Não concordo com você em algumas partes: eu GOSTO de abrir a porta do carro para que minha namorada entre! O fiz no primeiro encontro e fiz no último (domingo passado) e farei no próximo, educação, gentileza, chame como quiser, alguns gostam de fazê-lo. Pagar a conta, você acha que só as mulheres ficam nervosas em encontros? A palavra do dia é EMPATIA: conheci uma moça, linda, maravilhosa (um sonho que anda), vou sim querer agradar, fazer o MEU melhor, isso não quer dizer que pense que ela não tem dinheiro ou que o HOMEM paga a conta, só quero agradá-la, se ela achar ruim, pode rachar comigo (como já aconteceu)… Poderia discutir os outros pontos contigo… Mas penso ser desnecessário, o cara muitas vezes só quer ser educado, não menosprezar ou dizer que a mulher é o sexo frágil! Não gostei do texto.
Na real, Edi, o que você tem que fazer é tentar abrir sua mente. Você não xingou ninguém, não foi desrespeitoso, só deu sua opinião, mas não entendi a parte da empatia, sinceramente, e você tem que abrir sua mente pra conseguir compreender como essas pequenas coisas (que os machistas de plantão vivem insistindo que as feministas a-do-ram e que deixam toda a ideologia de lado pra receber esse tratamento “especial” – a nível de retardo mental né) são reflexo da sociedade machista, sim, que a gente vive hoje, e que são só vírgulas no meio de textos gigantes que muitas pessoas não conseguem interpretar por já lerem como “normal”.
Presta atenção nos comentários das mulheres daqui. Nenhuma delas gosta dessas babaquices voltadas apenas para elas. Eu adoro quando abrem a porta pra mim; me cedem o casaco quando tenho frio; pagam algo pra mim – mas eu sei que um dia vou pagar de volta. Adoro mesmo. Mas não gosto que façam isso porque eu sou mulher, e sim porque eu sou humana. Gentileza gera gentileza. Gentileza direcionada para mulheres ou bonitas, ou a “minha namorada” é cavalheirismo, e é machismo.
Essa coisa do lado da calçada aconteceu comigo ontem. To saindo com um cara que é gentil (com todo mundo, não é cavalheiro) pra caramba. A gente conversa sobre feminismo, ele se diz feminista e tal. Mas ele não consegue deixar duas coisas de lado: pagar a conta e me “colocar” do lado de dentro da calçada.
Quanto a pagar a conta, não me incomodo: ele ganha muito mais do que eu, então já conversamos e ficou tudo de boa. Mas toda vez que ele me coloca pro lado de dentro da calçada eu começo a rir. Pq eu vejo que ele fica incomodado se eu to do lado de fora, sabe? É visível o incômodo dele. Quando conversamos sobre, ele sempre diz que o trânsito é louco demais no RJ e, se um carro desembestado subir a calçada, ele prefere que atropele a ele, e não a mim. Confesso que eu achei bonitinho e deixei. Sou boba? Minha ~carteirinha de feminista~vai ser confiscada? hahaha
Enfim, acho que vai muito também da gente saber quem é a pessoa e quais suas motivações. O cara é gentil com todo mundo? Ou é um babaca que usa do cavalheirismo pra parecer gentil?
Foda é como explicar na prática prum homem que ele tem que ser gentil com todo mundo e não só pra se sentir ~machão fodão~ que vai conseguir transar nesta noite, ou nas palavras dos ~queridos~ homens que já comentaram aqui “impressionar uma mulher bonita”?? Pq né, se for feia, empurra no chão e passa por cima…
Ao tentar explicar que ele não deve ser cavalheiro pela carga de machismo q isso carrega, corre o risco de o cara largar de mão de vez de qualquer gentileza com as pessoas!
Falo por mim, meu boy não é nada cavalheiro, NADA, mas na prática eu sinto falta de certas “gentilezas”.
Eu sempre fico num vácuo monstro esperando que ele segure uma porta pra passar.. Eu espero não pq outros homens façam isso, mas pq as outras pessoas q eu convivo fazem, quem chega na porta primeiro sempre segura pra quem vem atrás.
Entrando em prédio com meu boy, a menor distração que eu tenha, eu já acabo levando umas portadas!! hahahhahaha
Não fale com ele como namorada, fale como outra pessoa.
Gentileza, gera gentileza.
A daminha, a mocinha…
é muita falta de sexo.
é, com certeza o problema todo é esse.
“Acontece que, apesar de tudo isso, ainda é de bom tom o homem fazer o pedido do casal, uma vez que denota um interesse em deixá-la mais confortável e mais à vontade, não tendo que se preocupar com esses chatos detalhes operacionais da refeição”.
Quando cheguei nessa parte, morri. Se um cara fizesse o pedido pra mim, eu teria certeza de que ele quer me deixar DESconfortável! Nem quando eu era criança meus pais escolhiam por mim. Eu preciso escolher, ainda mais quando se trata de comida, que é tão importante pra mim! Aceito sugestões, mas eu escolho.
Depois continuei lendo e vi que você interpretou de outra forma, como se a mulher escolhesse e o homem apenas fizesse o pedido ao garçom. Aí fiquei pensando como eu costumava agir. Não tem jeito. Sou impaciente e acelerada, meu marido é mais lentinho, hahaha! Sou sempre eu quem faz o pedido ao garçom, geralmente do meu prato e do dele (que ele escolhe, claro). Nem sabia que o esperado era o homem fazer o pedido. Percebo que sempre entregam a conta pra ele, mesmo quando sou eu que peço. Mas vou começar a reparar se ficam também esperando que ele faça o pedido.
Acho que há coisas mais importantes para se discutir no do que isso, Le, TE ADORO, e por causa da Lola eu me descobri feminista, mas discutir cavalheirismo e objetos cor de rosa, como foi feito a pouco tempo no blog dela, é perder tempo ignorando coisas muito mais importantes.
Esse texto tem sim partes bem imbecilóides e totalmente dispensáveis. Tb concordo que todos devem ser gentis e educados com todos, mas se um cara que sair comigo quiser abrir a porta do carro, vou sair dando patada pq ele me considera inferior? Não!! Acho bonito, acho legal, e não me sinto inferiorizada de forma alguma por causa disso. Há diferenças biológicas, e aptidões diferentes para cada sexo, mulheres geralmente tem menos força, mas não são inferiores. E, generalizando, há sim coisas que homens resolvem com mais facilidade e outras que mulheres resolvem com mais facilidade, essa é a chave do sucesso, a cooperação. Não quero ser igual aos homens, quero ter os mesmos direitos, quero que minha opinião seja ouvida e principalmente não quero NUNCA MAIS ter que ficar calada no trabalho enquanto um ESCROTO que nem mora aqui diz que
nem olharia CVs de mulheres pq elas choram muito, gostaria muito que existisse uma lei contra a misoginia nesse momento, isso sim me incomado, e nem se preocupem do país de onde esse sujeito veio não sabem nem o que é gentileza, educação, sequer higiene, então nenhumm risco dele cogitar o que seja cavalheirismo.
Cris, eu também já escrevi sobre objetos cor de rosa. Você pode achar uma perda de tempo mas, convenhamos, o tempo perdido é MEU, né?
Se você chegar a um post cujo assunto não te interesse, é só pular.
Eu não acho nada disso desimportante, e por isso mesmo escrevi sobre as duas coisas. Tudo faz parte da mesma cultura, e todos os aspectos dela podem ser analisados. Algumas pessoas se engajam mais na parte de violência, outras na parte salarial, eu curto mídia e cultura.
Por favor não tente me pautar.
E não aguento essa de “há coisas mais importantes pra se lutar”. As pessoas não percebem que , desde a violência, até os objetos cor de rosa e a diferença salarial e etc etc são todos problemas regidos pelo mesmo princípio?! MACHISMO. Nenhum dos temas possíveis pra se discutir a partir de uma perspectiva feminista é mais ou menos importante que outro, todos vem da mesma raiz discriminatória.
Cara, esse blog é MUITO BOM.
Outro dia passei por uma situação quase que ridícula, depois de ler essa postagem vou ter que compartilhar aqui, hahaha. Estava andando na rua com um rapaz, estava um calor do caramba, por isso eu tinha saído de regata, e começava então a anoitecer… ele tirou o casaco e me ofereceu. Agradeci, disse que não estava com frio. Ao invés de deixar por isso mesmo, ele teimou que eu estava com frio sim – [???] – andamos umas três quadras com ele me aporrinhando pra “deixar de frescura e aceitar”. E eu devia então passar calor só pra agradar o bofe? Ora, faça-me o favor. Até acho bonitinho o cara tentar ser gentil e tal, mas tem que ter bom senso também, né.
Olha… Honestamente eu faço gentilezas sim. Por exemplo, pagar a conta numa primeira saída é gentileza, afinal as mulheres gastam bem mais que a gente pra essa saída. Só com maquiagem, roupa, roupa íntima sapatos que combinem, bla bla bla… E pra mim, recusar gentilezas não é feminismo, e sim feminismo-barato, ou falta de senso de independência. Afinal não as julgamos mais frágeis nem menos inteligentes, apenas queremos tratar bem porque gostamos e as queremos perto. Eu também abro a porta do carro, uma que muita gente não espera a hora certa de abrir e quebra o mecanismo. E outra que pra mim não custa nada. Acontece que a mulher confunde feminismo com independência de homem, e não acho que seja assim que a coisa ande. Ou depois não reclamem de um ogro.
Mas o feminismo não é contra as gentilezas. Eu faço um post escrevendo exatamente isso e daí vem o cara e comenta um negócio desses. É dura a vida de uma blogueira.
Na verdade foi sobre um comentário mais acima a minha indignação pois os li tb… “o cara” entendeu e gostou do seu post e ponto de vista, bravinha…
“bravinha” “mocinha”.
boa noite, macho da espécie.
“E outra que pra mim não custa nada. Acontece que a mulher confunde feminismo com independência de homem, e não acho que seja assim que a coisa ande. ”
Vamos lutar para trabalhar, para abortar, para não sofrer violência, para ter um salário justo – mas tudo embaixo da asa do nosso homem, porque independência deles nós não queremos. Bbbbbbbbbbeijos.