O link apareceu na minha timeline ontem à noite. Não cliquei porque não gosto do site (explico abaixo o motivo). Mas hoje ele pulou várias vezes na minha frente, e acabei clicando para ver se o texto do Alex Castro publicado no Papo de Homem sobre feminismo era bacana. Afinal, em um dos twits do próprio site eles chamaram o post de “supremo“. Vai que eu estava perdendo a oportunidade de aprender um pouco, não é mesmo? Havia esquecido como a arrogância do ser humano não tem limites. “Supremo” é um pouco demais.
De todo modo, fui ler. Começa falando como muita gente é feminista, mas não se enxerga como tal. Bacana. Explica a diferença entre feminismo e machismo, relembra que este último mata, analisa rapidamente a questão das “piadas”, faz um pequeno apanhado histórico. Tudo muito válido, mas bem basicão (entendo que o texto deve servir para apresentar o feminismo ao leitor sem conhecimento da causa).
Porém, se o autor pretende fazer um texto ~supremo~ sobre feminismo, ele não poderia escorregar num conceito importante. Alex Castro diz, com todas as letras, que não existe feminismo radical. Exatamente com essas letras, aliás: “Feminista radical não existe. Ao reclamar da patrulha das feministas radicais, por mais delicadamente que seja, você está apenas expondo seu machismo. E todo mundo está vendo”.
Hum, deixa eu ver se entendi: o problema é todo mundo ver?
É isso?
Volto já ao texto do Alex, mas agora cheguei ao ponto que me fez querer escrever esse texto – o post ~supremo~ apenas me encorajou a escrever isso hoje.
O Papo de Homem tem uma parte chamada “Cabana”. Nessa área, há um fórum online e textos exclusivos. Rolam, também, encontros presenciais. Segundo a apresentação do site, mais de 1600 homens já participaram e “desenvolveram algum nível de generosidade, potência, ludicidade, autonomia, entre outras qualidades que focamos”. Como você faz para participar? Bom, você tem que pagar R$ 150 por três meses de acesso e ser homem.
Na Cabana (não ria do nome, por favor. muito pior é a redação, que eles chamam de QG, ou seja, quartel general. ou seja, referência ao militarismo. ou seja, machista. ou seja… ufa) os participantes compartilham experiências e fazem um ~treinamento~ nos encontros presenciais.
Um clube do Bolinha, mas tudo bem. O problema está bem longe de ser esse.
Há algumas semanas eu fiquei sabendo que um dos editores do PdH postou na Cabana um texto falando muito mal da garota com quem ele estava saindo. Tenho prints de tudo. O título é “Na internet, uma linda; na real, não tem como”.
Dou um doce se vocês descobrirem o motivo pelo qual “não tem como”.
Opa!
Doce não, porque doce engorda.
E, afinal, isso impede que um cara queira namorar uma garota, segundo o editor do Papo de Homem autor do tal texto. No início do post ele diz ter conhecido uma garota por meio do Ok Cupid. É mentira. Ela era leitora do site e comentava sempre por lá.
Ele conta como eles ficaram envolvidos nessa aproximação online. Até o momento de se verem pessoalmente: “O que eu encontrei foi a decepção em forma de mulher”.
O que ele fez? Deixo a palavra com o babaca:
“COITADA“.
O tal editor postou a história porque, vejam, ele não sabia como terminar com ela. Ele não namoraria uma gorda, mesmo pagando um boquete delícia!!! Poderia ser só uma história inventada para que os moços da Cabana (que estão em ~treinamento~ para se tornarem seres humanos melhores) discutissem a questão da aparência física, em como estamos paranoicos com isso. Seria uma boa discussão.
O problema é que a história era verdade e o carinha, inclusive, ficou com ela mais algum tempo.
No fim do post tem esse ps:
Ela poderia ser identificada pelos amigos dele do Facebook, ela pediu para não falar sobre a noite que tiveram. E mesmo assim ele postou num fórum.
E, como era de se esperar, ela foi identificada. O tal texto chegou ao conhecimento dela, que a partir de então solicitou sua retirada do ar. Foram meses pedindo. Enquanto isso, a garota era zoada – e a autoestima e o equilíbrio emocional dela foram pro espaço. Ela realmente sofreu com tudo.
O post foi publicado em 16 de janeiro e só foi retirado do ar há poucos dias. Eu conversei com algumas pessoas do Papo de Homem sobre isso (não vou postar aqui porque o texto está demasiadamente longo). Hoje mesmo mandei e-mail para o Guilherme, dono do site, dizendo que iria escrever a respeito dessa história e deixando o espaço aberto para eles darem sua versão dos fatos. Ele disse que leria o post depois.
Assim como deixaram para depois o momento de finalmente tirar do ar a postagem que fazia piada sobre a aparência física de uma leitora. Mas talvez eles levem a sério demais a frase do Alex – e o que importa é que ninguém estava vendo, já que “o que acontece na Cabana, fica na Cabana” (andam vendo filmes demais).
Daí pode ficar a dúvida: o que exatamente isso tem a ver com o texto do Alex? Bom, além das contradições no texto que eu já comecei a apontar (e continuo abaixo), há uma coisa importantíssima: como você pode, em público, defender os direitos das mulheres e, quando ninguém vê, tratar uma mulher (ou, simplesmente, um ser humano) como lixo?
Não, não foi o Alex que escreveu o texto zoando a garota. De qualquer forma, trata-se da mesma empresa, o mesmo meio de publicação. Você indicaria/acharia lindo um texto feminista publicado, sei lá, no Testosterona? Não, né?
Falando em Testosterona, aliás, querem saber o que o PdH tem em comum com o blogueiro da MTV? Ambos retuitaram Silvio Koerich e, no dia da prisão dos responsáveis pelo site pelo site misógino, eu e outras feministas questionamos pelo Twitter a ligação entre o PdH e o Koerich.
O que responderam? “Estamos num churrasco aqui no QG, bêbados, e não vamos responder nada!”
O Guilherme estava viajando e, ao tomar conhecimento de tudo, entrou em contato comigo e com outras pessoas – Alex copiado no e-mail – e tentou resolver a cagada feita por um dos seus funcionários (o tuite foi apagado). Eu sei quem foi a pessoa que tuitou, aliás.
A partir desse fato, o Alex Castro escreveu um texto pedindo desculpas, admitindo o erro e dizendo que eles iam melhorar e etc. Ao mesmo tempo, o post da Cabana estava no ar, fodendo com a vida da garota.
Ah! Mas vamos fingir que somos bacanas, vai que alguém acredita?
Muita gente acredita. Vejo feministas retuitando qualquer coisa escrita pelo Alex. Eu sei que um homem feminista é extremamente charmoso, mas fica a dúvida: será que alguns deles não se dizem feministas só para ficarem bem na fita?
Porque é muito fácil dizer “ei, eu já escrevi sobre feminismo” e agir de maneira contrária. O próprio autor reconhece a existência desses caras: “Nada pode ser mais constrangedor do que ver um homem, até então sensível e sensato, se defendendo de acusações de machismo seja dando carteirada (“não posso ser machista porque escrevi isso ou fiz aquilo”)”.
Fiz algumas críticas ao post do Alex no Twitter. Alguém citou a arroba dele e ele, como sempre, veio me questionar. Eu não tinha o menor interesse em conversar, até porque ele veio logo com aquela postura de “o que posso fazer para te fazer feliz?”. Gente? Só há duas maneiras de um homem me fazer feliz: me comendo ou me oferecendo um trabalho bem remunerado. De resto, eu não PRECISO de homem nenhum, especialmente para ser FELIZ (essa é uma busca só minha).
Não conseguem enxergar quão condescendente é essa postura? Pois bem. Voltando ao texto. O autor diz “não existe feminismo radical”, e foi uma das coisas sobre as quais falei no Twitter. Existe SIM feminismo radical. É uma corrente teórica pouco difundida no Brasil, mas com bastante força nos Estados Unidos.
E não tem nada a ver com ser ~radical~ (eu tive um professor de Sociologia da Comunicação que usava a palavra como sinônimo para algo muito bom). Caitlin Moran usa a palavra “estridente” em Como Ser Mulher para se referir a feministas mais incisivas. Justamente porque ela SABE sobre o quê estava escrevendo e que, se ela falar “feminista radical”, ela está se referindo a quem segue a ideologia radfem.
Claro que o público não iniciado na teoria feminista pode não conhecer o termo, mas se você quer ENSINAR milhares de pessoas, que tal se informar um pouco mais? E, se alguém apontar o erro, que tal admitir e não responder uma bobagem?
Poxa, Alex, MUITO OBRIGADA por dizer o que é importante e o que não é importante no movimento feminista!!! Obrigada, obrigada, obrigada. Não sei o que eu faria sem seu conhecimento! Obrigada por me iluminar!
Ele segue falando besteira no texto. No item 15, diz como a culpa do machismo é também das mulheres. Concordo! Mas daí o que ele faz? Em TODOS os exemplos de pais criando os filhos de maneira machista, ele coloca como personagem… as mães!
Porque é claro que apontar o dedo pro oprimido e colocar a mãe como a responsável pela educação parental é muito revolucionário e nada machista… O curioso é que vi muita gente criticando a página Cara, sua namorada é machista por esse motivo – e daí as pessoas acham bonito que um texto do Papo de Homem faça a mesma coisa? Porque o texto foi assinado por um homem e postado num lugar dado a machismos ele é mais válido? Vamos parar com o complexo de vira-latas e parar de abanar o rabo pra qualquer pedaço de osso que jogam pra gente? Nós não precisamos disso.
É preciso lembrar que a luta é de todas nós e que o fato de sermos mulheres não afasta a possibilidade de termos comportamentos machistas. Mas é como diz o texto da Paula Mariá citado na tal discussão acima linkada: “Essa lógica [de que é pior o machismo perpetuado por uma mulher do que por um homem] nada mais é do que uma clássica culpabilização da vítima, as mulheres são justamente o grupo oprimido e sim, internalizaram o olhar e julgamento machistas sobre si mesmas e sobre as outras, essa é inclusive a maior arma do opressor: Ter o oprimido em suas mãos.”.
Uma coisa é nós falarmos para uma amiga que ela está tendo atitudes machistas. Ou, num grupo formado por mulheres, conversarmos sobre como nossas mães nos criaram com “ideais” do patriarcado. Outra completamente diferente é apontar o dedo na cara do oprimido num site voltado ao público masculino!
Daí depois, no item 23, ele fala sobre como o corpo da mulher é da mulher. Discursa sobre o aborto: você, homem, tem que respeitar qualquer decisão que sua namorada tome. Sabe o motivo? Pra ser MÁSCULO.
“Não há nada mais másculo do que ter a hombridade de ficar calado na hora certa.”
Porque, é claro, é tudo sobre eles! Sobre tornar o CARA um ser humano de valor – não que ele precise de fato respeitar as escolhas da mulher. Pode? Não, não pode.
(nem vou fazer comentário sobre a palavra “hombridade” – que tem a ver com ser VARONIL, isto é, HOMEM; tampouco sobre “histérica”, que só é usada para nos referirmos… às mulheres.)
Por isso, pra mim, tal texto é apenas mais do mesmo; uma tentativa de parecer bacana para, quando postarem bobagens sexistas, poderem dizer MAS EI, A GENTE TEM UM FEMINISTA AQUI E VÁRIOS TEXTOS SOBRE O TEMA.
Muita gente acreditou. Eu, não.







Putz. Eu lembro dessa época aí dos RTs do Koerich e da respostinha de moleque que eles estavam bêbados no QG (QG, juram? A guerra de vcs é contra quem?). Aí depois dessa conseguia até pensar que o PdH é um lixo, mas o Alex Castro ainda salva. Aí ele vai e escreve bosta sobre feminismo.
Aí ele vai e escreve bosta sobre feminismo depois desse episódio nojento na tal ~da cabana~ e finge que nem é com ele, né.
Porra, é muita cara-de-pau. Mas muita. Agora me sinto confortável pra dizer que só tem lixo nesse site mesmo.
Muita, muita cara de pau. Eu fui falar com um dos editores sobre a misoginia no texto sobre a garota. Sabe o q ele respondeu?
“Se fôssemos reprimir e rejeitar relatos misóginos ou preconceituosos ou frutos de cegueiras e aflições, a gente nunca entraria em contato com os problemas, nunca poderia ajudar as pessoas a crescer e mudar.”
Cara, não é uma terapia, é um grupo na internet!!!
ai, gente… Eu juro que sinto vergonha da desculpinha esfarrapada! Amigo, vc não é terapeuta pra ~não julgar~ o que o coleguinha fala num fórum da internet. Não precisa nem ser em público, fala em particular e CORRE pra tirar a merda do ar. E ainda com a menina pedindo pra tirarem essa porra de texto do ar, é isso mesmo? Além de cara-de-pau, é crueldade. Sem contar a arrogãncia de achar que a ~missão~ deles é mais importante que a mágoa que outro ser humano tá sentindo.
Ela pediu se eu não me engano em junho. Eles só tiraram agora no final de setembro.
Tomara que os missionários tenham arrebatado algumas almas pra compensar o desgaste da moça né
Letícia, com esse comentário, fiquei curiosa. O que você achou do fórum de começaram no Reddit com histórias de estupradores? (Aqui, se não viu: http://jezebel.com/5929544/rapists-explain-themselves-on-reddit-and-we-should-listen – desculpa, não consegui achar em português.)
Eu francamente acho uma oportunidade importante, da mesma forma que não desmereço o texto do Alex, apesar de todos os pesares listados (e sim, de não concordar com alguns pontos).
Eu não entendi a relação entre as duas coisas.
Nossa, desculpa… Mas achei meio neurose sua esse post. Se o cara fala algo machista é machista, mas se fala algo feminista, é machista posando de feminista? oO
Tudo bem que o post sobre o físico da garota foi de mal gosto, mas não vejo como motivo suficiente pra desprezar todo o conteúdo produzido pelo canal (que posta vários textos bacanas). Afinal, quem aqui pode dizer que nunca falou coisas não tão gentis sobre a aparência ou desempenho de alguém com quem ficou? Nobody is perfect… Just enjoy the good things ;)
Lu, eu não quero convencer ninguém. É a MINHA opinião.
Sobre falar da pessoa, nós fazemos isso, sim. Numa mesa de bar. Num bate papo com amigas. Isso não quer dizer que é certo (eu, por exemplo, fiz muito; hoje não faço mais). É totalmente diferente de você postar isso na internet.
E eu usei UM MONTE de exemplos de como o discurso é um, mas a atitude é outra.
De todo modo, você pode continuar entrando lá todo dia e achar tudo o máximo. Eu acho um lixo. Não é de hoje.
Mas ao diferenciar “falar numa mesa de bar” e “postar na internet”, você mesma não está sendo hipócrita?
Poxa, hoje em dia, fóruns de internet são a mesma coisa que a conversa do dia a dia pra muita gente… ainda mais um fórum restrito.
Yulla, hipócrita pq? Pq eu narrei meus encontros sexuais? Nenhum dos caras sobre os quais eu falei pode ser identificado. Nenhum. E nunca me referi a nenhum deles dessa maneira.
Pq vc pregou a diferença entre o que vc deve fazer onde as pessoas podem ver depois (internet) e onde não tem provas (barzinho, etc).
Com quantas pessoas você vai ao bar? Sério mesmo. É uma pergunta honesta.
Ah, sobre ~ser restrito~: não é tão restrito assim, basta que você pague pra entrar. São muitas pessoas. Tanto é que ela ficou sabendo e foi alvo de zoação por várias pessoas.
Não permitiu que respondesse a você, Letícia.
Enfim…
Olha, depende muito. Já estive em roda de bar com mais de 30 pessoas.
E REALMENTE não acho que falar “ah, mas só x pessoas ouviram” é algo relevante. Só reforça o que eu disse sobre ser uma posição hipócrita.
E não importa que qqr um que paga pode entrar. Qqr um que estiver do lado pode ouvir o que você ouve. O cara pode encarar o lugar como um lugar íntimo – conheço mais de um grupo de facebook, por exemplo, no qual as meninas agem dessa maneira, mesmo tendo mais de 300 membros. Depois de um tempo que você conhece quem posta com mais frequencia, etc, começa a parecer um lugar reservado e íntimo.
Yulla, continuo discordando.
O fato dessas mulheres serem babacas (ou da babaquice ser algo comum) não tira o peso da babaquice de alguém!
Babacas por falarem com amigas sobre um assunto relevante para elas? Por serem honestas com suas opiniões independente do meio pelo qual elas as expõe?
É, colega, babaquice não é exclusiva de ninguém..
Um grupo de 300 pessoas? Fazer piada sobre outros? É babaquice, sim.
Onde eu disse de fazer piadas sobre os outros?
Disse de relatar experiências com cumplicidade. Que, na boa, é o que o menino do post estava fazendo.
Você que está advogando que falar mal dos outros “tudo bem” se for em poucas pessoas. Mas, pelo que me falaram, ao mesmo tempo publica sobre suas histórias sexuais no blog.
“ah não pode ser identificado” – mas e se o cara entrar e se reconhecer? Com 500 comentários ridicularizando? Isso pode. Ah, é homem, né, homem pode sacanear.
Yulla, TODOS os homens que eu ~ridicularizei~ souberam de antemão.
Ah, e concordaram com isso? Ou foram informados? Você mandou o texto antes pra eles para saber se concordavam em ser descritos daquela maneira?
De qualquer maneira, o ponto fica o mesmo. Se temos direito de falar de nossa intimidade em público, por que você teria mais esse direito que o outro?
Concordaram, sim.
Escuta: você está representando algum deles? Porque a garota em questão PROCUROU o PdH e pediu durante TRÊS MESES para que eles tirassem do ar.
Sua capacidade de ignorar 90% do que eu escrevo é, assim, foda.
E não, não estou. Estou representando eu mesma, prazer.
Eu nunca disse que a atitude dos moderadores do fórum necessariamente estava certa. Embora ache debatível o direito da mina de exigir que tirem o post – ela não está identificada pelo postador, e liberdade de expressão tá aí pra isso – concordo que seja complicado demorarem tanto. Estou falando do cara que postou em primeiro lugar – não acho que ele esteja errado. Os errados foram quem publicaram o que ele disse em fórum íntimo – e isso inclui você. Era realmente necessário reproduzir NOVAMENTE o que foi dito sobre a menina e que a causou tanta dor? Mas enfim.
Yulla, eu falei com ela por telefone hoje. Eu já sei dessa história há semanas. Eu pedi autorização.
Leticia, concordo com vc!!
e ta na cara que esta ‘Yulla’ é um deles escrevendo pra tentar amenizar a merda que fizeram.
Yulla, disse tudo (nesses comentários) o que eu também pensei. Acho super válido querer expor uma incoerência no que se diz e o que se faz dos editores doPdH (mesmo eu achando que o ser humano é bem incoerente e pode aprender com isso), mas expor amenina novamente e ainda espalhar os prits de uma conversa que não teríamos acesso faz com que ela incorra na mesma incoerência que critica.
E acrescento que o desprezo da Leticia pelo site deve ter influenciado a interpretação de texto, porque eu entendi, nos exemplos usados pelo Alex (como o quanto é másculo saber calar) que ele stava sendo irônico, exatamente para atingir os homens que só se preocupam em parecer machos.
Espero que não ache que eu também os estou representando, apenas por discordar dela! =)
Mariana, tudo o que eu expus aqui foi com a autorização da agredida. Eu, inclusive, falei bem menos do que eu sei para protegê-la, mesmo ela me dizendo que eu poderia escrever a respeito.
Eu não seria leviana de expor algo sem a autorização. De onde você acha que eu recebi os prints? Tsc.
Concordo plenamente oq a Yulla falou, e sem saber ela estava me representando hahaha :D
O negócio é que aqui nao tem conversa, voce simplismente rebate oq se fala contra o teu texto, sem crítica a si mesma. Beijos.
Você não tá querendo patrulhar como eu me comporto, né? No meu blog e tals
Eu concordo com a Yulla!! Eu interpretei a maioria dos seus exemplos do texto que o Alex como ironias, isso sem falar que TODO mundo comete deslizes de vez em quando, nós mesmas nos pegamos de vez em quando sendo machistas sem nem perceber! Então porque pegar duas ou três palavras que soaram mal num texto que eu, sinceramente, achei excelente, e julgar ele inteiro como lixo? Acho que a sua opinião pessoal pelos escritores afetou e muito sua leitura do texto..
E eu também não sou um deles =))
Deve ser patético o macharedo brincando de Clube da Luta. Na boa, não li, nem vou ler o post. Não vale a pena.
~o que rola na cabana, fica na cabana~
risos
Só babaquice e nenhum alterego de Brad Pitt sem camisa. Tsc.
Vanessa, não que isso faça diferença, mas você precisa ver a fuça do tal moço que reclamou da garota ser gorda.
É de se esperar que isso venha de um cara que não pareça nenhum deus grego. Muitos anos vendo propaganda de cerveja e acreditando que tá fazendo tudo certo e que o Zeca Pagodinho vai pegar a Juliana Paes.
Ou vendo muita novela e achar que o Otávio Augusto pegaria mesmo a Paula Burlamaqui.
Julia, não pense assim. Eu estou fora dos padrões (porque sou gorda, e isso parece ser um pecado imperdoável), mas já me relacionei com homens muito bonitos.
realmente muito cabido falar da aparencia de garotos q falam mal [a controvérsia. na verdade eu so vi ele desabafando "entre amigos" uma situação] de garotas.
~entre amigos~
Acho que esse post foi estilo DKT após a “Dieta do Sexo” fazendo apologia ao estupro: eles reconhecem a merda que fizeram e tentam consertar.
Claro que deslizaram ao divulgar informações antes de pesquisá-las, mas acho que valeu muito a intenção – principalmente considerando o público do site, que pode neste momento estar muito feliz por ter se descoberto feminista.
Intenção, Laís? Você acha que é mesmo válido dizer coisas nas quais você não acredita?
Se for por uma boa causa, acho sim. Se mais pessoas sentiram o feminismo acordar dentro de si e tão pensando melhor antes de falar merda, o resultado acaba sendo positivo. Mesmo que o autor do post continue falando merda em algumas situações…
É o famoso “rouba mas faz”.
Arrasou no texto Letícia! Eu vi alguns twits elogiando e tb fui uma das pessoas q. se iludiu e admirou o post publicado, pois não sabia dessa história toda sobre a garota.Fiquei chocada!! E vc. brilha qdo escreve…fico admirada e só me inspiro contigo :))
PS: Aguardo ansiosamente o lançamento do seu livro pra te conhecer pessoalmente *:
beijos
Ai que linda! Será no fim do mês. Ainda não tem data marcada pq depende de umas burocracias. :)
Tive a exata mesma ilusão, fui enganado e não percebi as incoerências antes de ler o post!. Obrigado por clarear minha visão Letícia, ótimo texto :D
A coisa mais incrível que o papo de babaca fez pra mim foi me apresentar a Lola. Eu sempre andei na internet em busca de bons textos esclarecedores e passei uma época frequentado aquele site. Aí, abri uma conta no twitter e comecei a seguir um deles. E ele tuitou um link pra Lola.
Foi como encontrar um oásis no deserto.
<3
<3 <3 <3 muito amor feminazi
Letícia, eu fiz a reclamação lá no “Cara, sua namorada é machista”. E hoje mesmo publiquei o texto do alex na minha timeline com uma reclamação TAMBÉM, vou colá-la aqui: “Homens só ouvem homens. Tem mil páginas feministas no mundo, eu tenho um blog feminista. E muitos, MUITOS homens aparecem lá só para nos xingar, tentar nos moldar, nos chamar de loucas, de histéricas, de grosseiras, de preconceituosas com cis homens hetero e brancos. Mas aí um homem escreve sobre o que nós escrevemos e ele se torna um xênio. Desculpa o desabafo.”
Não sabia desses fatos que você contou para falar do Alex Castro, embora também não seja frequentadora do Papo de Homem, somente da coluna dele. Mas que fique claro, não acho lindo e charmoso um homem falar de feminismo, acho que numa sociedade menos doente isso deveria ser normal. Acho ótimo você levantar a dúvida: Onde o papo de homem vai ficar mesmo? em cima do muro, gente? Vai balançar para um lado e para outro?
Eu sei onde vão ficar: continuarão postando coisas machistas e, quando questionados, mostrarão os textos do Alex e todo mundo vai aplaudir.
Eu fiz um texto feminista num blog que eu tinha uma vez. Fui chamado de maluco e ~traidor dos homens~.
Eu acho que o cara foi um babaca de publicar isso nos comentários, e a visao dele da propria menina q ele ficou é bastante babaca tbm! Coisa de moleque o que ele escreveu! …. O site errou sim, porém sobre feminismo eu penso que ngm é exper em feminismo …. e nao acho que o Alex entre no meio disso tudo. Ele n sabe tudo de feminismo. Já vi uma vez pedindo amigas q entendem mais de feminismo pra revisar o texto dele…. Mas ultimamente tá virando uma caça às bruxas. Qualquer coisa errada q a pessoa posta vira uma perseguição contra ela. Repito: o site errou sim, mas nao dá p generalizar tudo na minha opinião.
Nossa, como o Alex é bonzinho! Vamos mandar fazer uma medalha pra ele?
Sobre o texto da Cabana: ficou no ar durante NOVE meses. Três desses com ela pedindo pra tirar do ar. EU falei com um dos editores do PdH sobre o texto. E continuaram deixando no ar.
É a MESMA EMPRESA.
“O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.”
Concordo com a questão levantada sobre o feminismo radical, o autor pecou em não citá-la, como forma de “não dar argumento aos mascus”. No entanto, achei ótimo que ele tenha citado exemplos, também, femininos, pois o machismo tem que ser combatido independentemente do gênero. O último vídeo do texto, a palestra TED, mostra MUITO BEM a quem esse sistema favorece: aos homens. Se ele não falasse do machismo feminino, em uma plataforma que, apesar de masculina, recebe sim, uma enorme quantidade de leitoras, seria o mesmo erro em relação ao que fez com o feminismo radical – tratar seus leitores como uma manada a ser convencida da maneira mais fácil.
Como opinião pessoal, também concordo que o alex castro sofre de egocentrismo e que muitas vezes isso parece atrapalhar suas ideias. No entanto, se esse texto mudar algo no comportamento e na forma de pensar de 10% dos homens e mulheres que o lêem, já será um ENORME, UM GRANDE PASSO. E não é questão de “rouba, mas faz”, porque nesse quesito, todo mundo rouba. todos nós somos machistas. e não é porque somos machistas (ou homens), que devemos nos calar com medo de errar em não sermos machistas. O texto tem erros, tem sim. A empresa tem erros, tem sim.
Mas será que não dá para ver isso – e vários outros textos, como o “fui estuprada” – como uma tentativa de transformação e abertura da empresa? Afinal… se eles são um portal teoricamente masculino… voltado para o público brasileiro masculino, que é 99% machista… eles estariam sendo BEM incoerentes, não? E agora toda a empresa terá que pagar o pato por ter um editor idiota que fez uma cagada idiota?
Não tiro a importância do seu texto. Possivelmente, ele entrará em pauta nas reuniões da linha editorial, e, quem sabe, haja ainda mais mudanças num sentido positivo desta empresa. Mas demonizar a empresa, o site e os escritores e desconsiderar as boas atitudes por atitudes erradas ou incoerentes é que é o absurdo e o bizarro, que jamais, jamais levará a lugar algum.
Vicky, esse disclaimer não tem nenhum valor. É até meio piada, sabe?
Sobre a atitude dos editores: não foi só UM. Não foi só UMA VEZ. Foram várias. Cito algumas no texto. Existem outras.
Mas o fato de os editores e o autor serem a escória da humanidade e do texto não ser perfeito retira a contribuição que o texto deu através da conscientização dos leitores? Ele não pretende escrever para os iniciados, onde não poderia cometer os erros que você cita no texto, mas se os indiferentes só puderem ser atingidos por textos perfeitos, que abordam todos lados desse problema, vira uma seita. O preconceito com as feminazis vem muito daí, não aceitar que a conscientização é um processo gradual. É difícil aceitar que a sua forma “normal” de pensar é ruim, é indesejável, mata pessoas. E alguém “gritando” isso pra você não ajuda.
Não fale sobre o q vc não sabe. Eu sempre, sempre, sempre digo que feminismo não é uma seita e que cada um deve construir sua ideologia. Sou contra academicismos.
Mas se a arrogância dos editores do site fez com que eles chamassem o texto de “guia”, “aula” e dizerem que ele é SUPREMO, o mínimo que eu esperava é que ele fosse correto.
E não, eu não acho que um site machista tenha legitimidade pra falar de feminismo.
Desde o episódio do Koerich e do tweet “Estamos muito bêbados pra ligar pra qualquer coisa! Lá lá lá!”, eu tenho uma certa aversão ao PdH. Quando eu vi o texto hoje no “Cara, a sua namorada é machista”, fiquei achando meio esquisito. Só quando você falou do texto no Facebook que eu fui olhar, mas achava que nem valia a pena. Enfim, li o comecinho do texto e já fiquei meio “ZzZzZzZ mais um texto forçado de gente querendo aparecer como ~~bonzinho~~”. Porque foi isso que eu senti quando li o texto: achei super forçado. Seu post só confirmou coisas que eu achava.
Concordo que ele cometeu erros, inclusive a frase sobre ser másculo, que realmente é incoerente. Mas ainda acho válida a tentativa do cara. Até porque, sob sua ótica, todo canal que publicasse qualquer coisa fora da sua opinião deveria deixar de ser lido, e isso é meio exagerado. Não deixo de ler a Folha de São Paulo porque o Pondé publica lá. Ou o Estadão porque de vez em quando tem um texto ou outro com o qual não concordo. Vou concordar com a outra Lu, o texto dele é pra quem não sabe do assunto e pode abrir olhos por aí.. essa nossa sociedade patriarcal ainda acha que mulheres como nós são mal comidas e feminazis (alcunhas que em nada me incomodam), mas o que dizem os homens, ah, aí dá pra concordar, né?! ¬¬’.. Portanto, sob meu ponto de vista, é claro, a tentativa dele é sim importante. E, você tem toda razão, ele deve estudar mais sobre feminismo e deve também aprender a responder melhor as pessoas.. essa história de que feminismo radical não tem importância é só desculpa de desinformado.
Lu, fale por você. Eu não leio a Folha. O que o PdH faz NÃO É JORNALISMO. Ok? É um site de opiniões. E se há pessoas no mesmo lugar que acham ok deixar durante 9 meses no ar um texto de gordofobia (e essas pessoas mandam no site), eu não vou ler. Mesmo.
Concordo com você sobre o texto da menina, é completamente ridículo e absurdo… Até porque publicar isso, com a menina podendo ser identificada, devia até ser crime. Eu sei que não é jornalismo, e até hoje devo ter lido pouquíssimos textos publicados lá, mas eu tenho muitos amigos que talvez entendessem mais a respeito do feminismo pelo texto dele, entende? Eu falando e falando não faço quase diferença nenhuma, afinal, eu sou mais uma feminazi chata e apelona. Existem sim iniciativas mais brandas pra que esses retardados, desculpe a palavra, baixem a guarda e, no mínimo, tentem pensar fora do que eles pensam ser absolutamente certo… E eu não consigo mais ser branda. Então que seja esse cara aí.
Lu, eu apontei incorreções importantes no texto do Alex. Sinceramente não me sinto agradecida por um site machista publicar UM texto ~válido~ dentre centenas de lixo machista.
Mas me parece que você lê diariamente.
E…?
Oi,. Letícia! Tb achei um pouco exagerada sua reação. Esses caras são toscos mesmo (QG, texto falando mal da menina, Cabana, hombridade…), mas o texto do Alex tá “ok”. Ele não é o maior entendendor do assunto, mas eu achei que ele se esforçou pra convencer os machistas a repensarem suas atitudes. Achei a tentativa genuína, apesar dos erros.
Ninguém é perfeito. Eu mesmo já me peguei com palavras e atitudes machistas. E só depois pensei “qq eu to fazendo?”. O cara é bem iniciante no assunto mas fez um texto informativo e esclarecedor pra muito ignorante. Deixa ele aprender e não coloque todo PdH no mesmo saco. Eu não leio o site e nem pretendo – o nome já me dá nojo. Mas o post não é ruim, mesmo!
Eduardo, ele diz que é entendedor do assunto. Eles chamaram o texto de ~supremo~.
Ele NÃO é iniciante no assunto. Ele escreve HÁ ANOS sobre feminismo. E ele teve uma atitude condescendente COMIGO HOJE. Hoje.
Eu acho que o que rola na cama, fica lá, nela, na cama! Ou no sofá, na mesa, na escada…kkk.
Ai, eu nem posso falar nada, porque eu conto. Hahahha
Ah, mas você se expõem por motivos válidos! Adoro seus posts! O que o cara fez foi babaquice! No estilo “não pego ninguém, e quando pego meu ego sobe tanto que eu tenho que pagar de gostoso e humilhar o outro pra me sentir bem”. Molecagem é apelido… tosco d+!
Já existe uma predisposição negativa em relação o PdH (não sem razão), logo, nada que venha de lá ou de alguém de lá irá convencê-la de que o texto não é ‘pose’ para agradar, certo?
Mas eu pergunto: e se, da parte do autor, não for? Não parece passar pela tua cabeça a possibilidade de estar sendo injusta.
Arthur, tudo o que apontei no post sobre os equívocos do texto é bem objetivo e direto. Eu explico com A + B porque discordo do autor. Sempre que eu estou levando em consideração o que eu SINTO, eu expresso. Ao contrário do pessoal do PdH, eu não sou incoerente.
A verdade te libertará, mas antes ela te deixará furiosa. É assim que estou me senti do:FURIOSA, muito INDIGNADA. Porque acharam aceitável um cara ter divulgado algo mesmo que a garota tivesse pedido para que não o fizesse, aceitável também foi manter uma postagem esculhambando uma mulher, cujo único crime foi não ter agradado ao conceito estético do mascuzinho de meia pataca e ainda vem se posar de feministas? E hoje mesmo o Alex Castro fez postagem no facebook se dizendo ‘orgulhoso e satisfeito’ do modo como eles lidavam com as coisas lá no site PdH. Isso é grave, muito grave. Pq fazer A em privado e B em público é mola propulsora daqueles que espancar mulher/gay/negro qdo ng está olhando eqto defendem dir. Humanos em público.
Fatima, eu troquei mensagens com um dos editores do PdH (o que posa mais de bonzinho) e também vi a troca de mensagens da garota com o mesmo cara e também com o carinha que escreveu sobre ela. Lidar bem com as coisas internamente? Taí algo que eles não fazem.
Não conhecia seu blog, me mandaram o link desse post e fiquei com algumas dúvidas.
No caso, o Cabana é separado do Papo de Homem, pois é restrito e os textos só são liberados aos pagantes.
O Cabana, é um grupo em um fórum (presumo que seja restrito, também). Então, se quem postou isso não foi o próprio autor do texto sobre feminismo, onde esta o problema?
As pessoas sempre falam da vida alheia em mesas de bares, o que pode causar muitos danos a algumas pessoas. (Bullying, como é moda falar hoje em dia, de um problema tão antigo)
Se o tal editor é um babaca, quer dizer q toda equipe do site é? Se o conteúdo do Cabana é sigiloso e mesmo assim a garota teve acesso ao texto citado, não é culpa (também) da pessoa que mostrou o texto a ela?
Eu vejo a situação da mesma forma que minha namorada conversa com a melhor amiga sobre eu e o namorado da amiga. Ela tenta esconder, mas já ouvi trechos de conversas. Mas como é entre elas e elas mantém segredo, por mim tudo bem. A diferença ai é o número de pessoas e alguém não confiável.
Não deveríamos falar mal dos outros, julgar, etc? Não, mas fazemos… todos os dias.
Eu só fiquei em dúvida com alguns argumentos do seu texto….
Você ficou em dúvida com os argumentos e daí você não tirou a dúvida? Ou suas dúvidas são essas acima?
O Cabana NÃO É separado do PdH. Só é uma área fechada (aberta mediante pagamento, claro). Os editores são os MESMOS do PdH. E o cara postou lá, com CENTENAS de pessoas lendo. Não compare isso com uma mesa de bar. É igualmente deselegante falar mal de alguém, mas a repercussão é menos danosa.
Não acho que a equipe inteira do PdH é babaca. Posso nomear 4 ou 5 que são RECONHECIDAMENTE babacas. Mas se você gerencia um negócio e permite que um texto gordofóbico fique no ar durante NOVE MESES, isso é grave.
Sim, por isso as frasescom “?”.
Sim, mas vejamos o caso de escolas e faculdade. Quando cursava faculdade, um conversa de bar podia muito bem no outro dia espalhar pelo campus inteiro. Isso englobava muito mais que alguma centenas de pessoas. Mas como você disse, é deselegante.
E em um fórum, onde as pessoas postam coisas pessoais, porque culpar os moderadores (talvez até sejam os editores também) e o site.
O que me deixou em dúvida também, é o fato de falar do texto do Alex. Ele é responsável pelo conteúdo do Cabana? Pois só assim ele seria responsável pelo texto postado lá e isso seria contraditório ao que ele prega, certo?
Eu realmente não compreendo o entendimento que as pessoas tem da internet. Recentemente aquela menina que fez a página no Facebook teve de ir até a polícia responder sobre um comentário de um fã, contra a professora dela. E por isso, sua professora a responsabilizou pelo comentário.
Se um dos usuários (seja ele editor ou não), demonstrar repúdio a pessoas gordas, isso seria também responsabilidade dos donos do fórum/site/grupo?
Marcio, acho que te falta desconhecimento. E sobra ingenuidade.
Primeiro, sobre a responsabilidade sobre comentários e o que é postado numa página. O administrador de um site (fórum, fanpage, o que for) é responsável por TUDO o que é publicado, inclusive comentários. Justo? Não sei. Mas é assim que funciona.
Segundo: quem escreveu o texto na Cabana foi um editor do PdH. A garota descobriu, pediu para tirarem do ar, não tiraram.
Terceiro: eu não culpo o Alex pelo que aconteceu na Cabana. Eu culpo o PdH, que é A MESMA EMPRESA. Não tire isso da mente. É a mesma empresa.
De brincadeira ou não, o Alex sempre diz que só é feminista pra ~ficar bem na fita com as mulheres~. Lol.
Eu tava com esse texto aberto aqui pra ler, já que vi gente compartilhando dizendo POR FAVOR LEIAM e etc, mas… mé. Eu passei o olho e até vi bastante coisa que achei legal, desmistificando aquelas coisas básicas que sempre surgem em discussões (“feminismo é machismo ao contrário” etc), bem 101. Mas escorrega feio várias vezes. Essa do feminismo radical “não ter importância alguma” me deu ojeriza. Cara, vc sabe do q tá falando ?!?!!? O Alex tem uma postura muito paternalizadora, se coloca como O Homem Feminista, Sou-Aliado-De-Vocês-Suas-Lindas-Apenas-Quero-Agradá-las. E a parte de ser feminista pq isso o faz mais másculo… cara. Tão errado. Não, respeitar as mulheres não é legal só pq aí vc é ~homem de verdade~, mais viril, mais macho. Qual parte sobre o fato de q essa ideia de “masculinidade” e binário de gêneros ser tipicamente machista e intrinsicamente patriarcal e opressora ele não entendeu? Pq homens só vão querer fazer alguma coisa se essa coisa os tornar ~mais homens~ pq é isso q importa pra eles? Empatia nada né? Esquecer essa bobagem de “bater no peito e urrar que é homem” nada, né? Na boa, ao invés de tentar ser o Capitão Feminista e ensinar seus amigos do clube sobre como o feminismo pode torná-los melhores e mais machos, podia promover mais escritos feministas – escritos por MULHERES.
Ele é tão patronizing que escreveu isso pra mim hoje:
“se tiver algo q eu puder mudar para o texto ficar do seu agrado e ganhar sua aprovação, vc me avisa.”
pelamor.
Eu acho esse comportamento bem bizarrinho, de boa. Fica parecendo q ele só quer mimar as mulheres e fazer agradinho.
Comportamento absolutamente patético.
Tenho algumas dúvidas se homem pode ser considerado feminista…
Esse testezinho cretino que aparece no início do texto do ‘papo de homem’ é uma falácia.
Conheço um cara machista até o osso nas suas relações e atitudes com as mulheres que teve a cara de pau de me enviar esse teste, dizendo todo orgulhoso que tinha respondido ‘sim’ para todas as perguntas.
Sério que é só responder sim que você automaticamente vira feminista? Daí, você tá livre de julgamentos e pode continuar objetificando as mulheres?
Eu conheço homens verdadeiramente feministas. Que têm atitudes machistas aqui e acolá (quem nunca?), mas são feministas. Até me apaixonei por alguns deles. hahahah
eu não considero homem nenhum feminista e quando eles queres dizer que são eu fico com os dois pés atrás.
primeiro porque a possibilidade de ser um figura desses ai que quer ser o professorzão do feminismo (e nesse caso específico apagar a produção mais linda e renovadora que é o radfem dizendo não ser relevante – óbvio que não é relevante para um homem uma produção feminista que insiste numa crítica pesada a heterossexualidade como manutenção do patriarcado), ou daquele cara que quer falar pelas mulheres, tirar agência e protagonismo novamente, mas tudo em nome do ‘feminismo’. depois porque há a outra possibilidade, ser um tosco que só quer comer feministas. e, foi mal, isso acontece de fato. depois, porque tem uma porrada de cara que se diz feminista, mas não quer rever seus privilégios. e quando você aponta eles é tipo ‘poxa, mas eu já sou feminista’. e por último, porque odeio essa coisa de se-um-cara-fala-é-válido se uma mulher fala a mesma coisa ela é doida.
acho todos uns aproveitadores.
Concordo 99% (conheço homens verdadeiramente feministas, mas nenhum está buscando aprovação feminina e nem seguidores no Twitter).
Oi, Letícia.
Gostaria de aproveitar esse comentário. Acho que é possível ter homens feministas, sim. E que cometem o erro de terem algumas atitudes ainda machistas aqui e acolá. Mas que esão dispostos a aprender e a se policiar e, como você mesma disse, não estão atrás de audiência. São homens que compreenderam que a luta das feministas é uma luta de todos nós, porque busca tratar com isonomia todas as pessoas, como, inclusive, prevê a Constituição Brasileira.
É uma ilusão acreditar que esses direitos já foram conquistados quando vemos pulularem na internet, nos jornais e programas de TV indícios explícitos de atraso.
Tenho amigos que não compreendem o que a luta do feminismo representa em termos de ampliação e manutenção das liberdades civis para todos, sem exceção.
Conheço pessoas, homens e mulheres, que caem com muita facilidade na armadilha do discurso machista sem se dar conta. Há tantas formas e nuances do machismo e da heteronormatividade permeando a convivência social que raramente as pessoas se dão conta disso.
Aprender faz parte do processo evolutivo do ser humano. Gostaria muito que fosse um pouco mais acelerado, mas não podemos desistir só porque a luta é difícil. Mas não concordo totalmente com a comentarista que diz desconfiar de homens que se dizem feministas porque isso é uma generalização, que é perigoso, em essência, já que impõe o pesado estigma de que todos os (coloque aqui o que você quiser, homens, mulheres, negrxs, gays, prostitutxs, religiosxs, políticxs etc) são iguais no comportamento/atitude negativa. Não são. São muitos? Sim, provavelmente muito mais do que gostaríamos de admitir, mas será mesmo impossível que existam homens feministas? Eu cometo vários erros discursivos em relação à mulheres, mas ler blogs feministas, conversar com amigxs feministas etc tem me aberto os olhos para as barbaridades que digo/penso eventualmente. Nesse processo eu não posso ser considerado um homem feminista?
Concordo que eu nunca vou saber o que é ser mulher e sofrer com o machismo e, portanto, não posso me arrogar o direito de protagonismo nessa questão. E nem pretendo. Porque se eu não conseguir reconhecer que só as mulheres têm a prerrogativa de escrever com conhecimento de causa sobre os problemas que as afligem, ou seja, se eu não respeitá-las na sua integridade, como poderei, de fato, me colocar como agente coadjuvante na luta?
Obrigado pelo seu texto, pela sua capacidade de reflexão e por suas opiniões das quais posso até discordar, mas que, parafraseando Russeau, defenderei até à morte seu direito a elas.
Um grande abraço, de um homem feminista em formação.
Acho que a merda toda começou quando ele falou que “não namoraria” uma gordinha, num espaço aberto (ainda que privado – ja que se paga pra entrar). Só pra deixar claro: EU NAMORO UMA GORDINHA.
Não estou aqui pra defender ou acusar… Mas o site tem outros conteúdos. Conteúdos sobre saúde, cozinha, finanças… Um dos editores pode ter feito merda. MUITA MERDA. Mas daí a condenar todo o conteúdo de um site por causa de um dos editores… Acho que em todo o lugar existem flores e moscas. Cabe a nós filtrar as coisas boas e jogar no lixo as ruins, não é?
Leandro, eu mostrei OUTRA situação em que uma pessoa do PdH foi babaca. Oi?
Olha, eu entendi que o problema nem foi o cara dizer que não namoraria uma gorda. A vida é dele, se este é o grande critério que ele usa pra escolher uma namorada, que seja. Diz muito que um critério tão superficial seja logo o mais importante…
O problema foi a atitude escrota de expor a menina sabendo que ela poderia ser identificada. Foi continuar a expor a garota mesmo depois que A PRÓPRIA pediu que retirassem o texto do ar.
E o grande incômodo desse texto do Alex Castro é que ele seja publicado num site feito pelas mesmas pessoas que, ao que parece, jamais repudiaram a situação com a garota. Ou seja, publicamente vc se faz de Professorzão do Feminismo, mas em privado, entre amigos, destila essa misoginia nojenta?
Cara-de-pau é o nome disso. Independente de ter ocorrido com uma garota, é muita hipocrisia.
Ótimo… :) Também concordo que foi uma atitude FDP postar algo que pudesse rastrear a moça. E concordo ainda mais com a sacanagem de deixar lá o post rolando, sendo que ela havia pedido pra retirar. Se não tivessem identificado a moça, poderia ser um texto de tão mal gosto quanto judiar de negros, de pobres, de anoréxicos, judeus, japoneses, gauchos e afins. O fato é que, identificando a moça, pessoas mal intencionadas poderiam chegar lá no perfil dela e dizer desaforos, ou seja, bulling…
Mas ainda assim, eu acho meio pesado condenar o conteudo do site inteiro apenas por um editor.
Então você não condena. Eu condeno.
Ah, e eu falei de três situações, com três pessoas diferentes, em que a atitude deles foi ruim.
Li o post inteiro, e me pareceu falar apenas de uma situação em particular. Se vc fala em outros posts sobre outras situações, me perdoe, eu cheguei no seu blog apenas por este post. Quis entender a situação. Não me julgo machista nem feminista.
Leandro, eu falei do RT do Silvio Koerich (isso é uma atitude misógina), depois da reação deles quando foram questionados sobre o tal RT. São duas situações diferentes, com duas pessoas diferentes. E tem a terceira, que é com OUTRO editor do site (mas que TODOS OS EDITORES SABEM HÁ MESES).
Leandro, eu falei do RT do Silvio Koerich (isso é uma atitude misógina), depois da reação deles quando foram questionados sobre o tal RT. São duas situações diferentes, com duas pessoas diferentes. E tem a terceira, que é com OUTRO editor do site (mas que TODOS OS EDITORES SABEM HÁ MESES)
This!
Da minha parte não acho problemático eles terem uma área privada – acho bocó a brincadeira de Clube da Luta, mas né, problema deles.
Agora o caso todo com a garota foi horrível. Torna a história pública mesmo após ela pedir pra não fazê-lo, continuar com a postagem sabendo que ela seria identificada (em tempos de internet o cara acha q pedir pros amigos pra ficarem quietinhos basta? Tá se enganando), e mantê-lo no ar mesmo após a moça pedir pra ele ser tirado?
Eu não sei, mas a impressão que eu tenho é que preciso pisar em ovos num ambiente hostil :)
Concordo em gênero, número e grau contigo.
ahaha, só de curiosidade fui ver a fuça do homem. ele é um gato másculo e sarado, por acaso? Não vejo nada disso…não que isso venha ao caso, mas ele se achou demais ao falar da “garota gorda”. Ele é bem magrinho, né?
Yone, o cara NÃO é o Alex. Eu deixo isso claro no texto. É outro sujeito.
Sabe, Leticia, que eu acho que já fui um pouco machista nessa minha vida, e entendo (não concordo, mas entendo) o tal de ‘o pior é mulher machista’. não é, porque como você mesma disse, é a vítima internalizando tudo aquilo que jogaram e jogam pra cima dela a vida toda. Mas passei por um episódio certa vez que me fez entender o quanto parece pior uma mulher ser machista que um homem.
Já fui muito magra. Em certas épocas da vida, mais gordinha. Hoje, gorda. Mas num período em que me considerava ‘bem’, tinha um namorado, tinha amigos, nem pensava sobre feminismo nem machismo. Com 17 anos que me deparei com algo que demorei muito tempo pra digerir (acho que não digeri completamente até hoje). Namorava um cara bonito, engraçado, amigo dos meus amigos. Me sentia bonita, me sentia atraente e ele de fato gostava mais de mim do que eu dele. Num certo dia, na minha casa, com todo mundo em volta da mesa, um dos ‘amigos’ falou a apalavra detergente e todo mundo começou a rir. Uma piada interna. Insisti muito até que me contassem o porque daquilo tudo. Ninguém queria falar nada e percebi que era sobre mim. Já no auge da irritação, um outro amigo decide contar: “é que no sábado, a gente tava na casa do XXX, ele fez uma piada sobre você e o VVV. Ele disse que o VVV teria que passar detergente na camisinha quando fosse te comer”. Juro que na hora não entendi, fiquei com a cara mais passada do mundo. Ele continuou: “É, detergente… Sabe? Pra passar pela gordura…”.
Foi um silêncio longo. Eu comecei a rir. Por dentro, queria ou socar a cara do tal XXX até ele engolir todos os dentes, ou socar a cara do meu namorado que não falou nada em nenhum momento – nem quando a piada fora feita pela primeira vez, nem naquela repetição. Eu ri, ri sim. Falei que achava engraçado. Levei na esportiva. Até repeti pra uma amiga uns 2 anos depois. Que foi quando ela, horrorizada, me perguntou porque que eu estava rindo de uma das piadas mais machistas que ela tinha ouvido.
Sim, o homem machista é terrível, e sim, o machismo feminino não é natural, é grudado por anos e anos de abuso. Mas é também imperdoável da minha parte ter rido daquilo, não só porque era sobre eu mesma! Não é sessão de autopiedade. É imperdoável porque eu tive a chance ali de falar e fazer qualquer coisa que não me juntar ao coro das risadas. E é dever de todas nós tentar diminuir e extirpar esse machismo, primeiro de nós, depois dos outros.
Que história HORRÍVEL. Cara, estou abismada. E olha que já li muito absurdo.
Eu acho que nós temos, sim, que nos policiar. Sempre. Mas o que a gente não precisa é de um HOMEM vir apontar o dedo na nossa cara, entende?
Claro, é claríssimo que quando um homem faz isso é terrível e ele não tem nenhuma razão pra isso, enquanto que quando uma mulher é machista, muitas vezes é resultado de anos de abuso e opressão. Mas eu ENTENDO a PERCEPÇÃO de que é pior uma mulher machista. Ainda que de fato não o seja.
Na verdade é tudo muito ruim e o mundo é muito mais machista do que as pessoas percebem. Eu não consigo até hoje digerir certas coisas, certos comentários, certas situações. Tenho histórias bem horríveis para contar – como quando pedi pra um cara colocar a camisinha e ele disse que só andava com mulher decente e que se eu queria que ele usasse camisinha, era porque eu era uma vadia e tinha doença. Ou então quando um cara me viu muito mais magra pela primeira vez e disse “ah, agora eu te comia…” como se fosse um elogio… Ou ainda quando uma amiga deu razão a um ex-namorado que me agrediu. Quando comparo todas essas histórias horríveis, sempre me deixa pior a que envolve essa ‘amiga’. Sabe?
Gata, eu até já escrevi aqui no blog sobre um carinha. A gente transou quando eu não era magra, mas não era gorda. Anos depois a gente combinou de tomar um chope (só isso, não era uma ~saída para sexo~). Na hora em que ele me viu, ele disse “só fico com você de novo se você emagrecer”. WTF?
Gente, que crueldade. entendo a atitude que vc tomou, às vezes a violência é tão grande que sequer esboçamos uma reação. :/ Que esses tombos sejam lições para não cairmos novamente
Jesusmariajosé, tô de cara! Sinto muito por vc ter passado por isso e di vero que estou com muita raiva desses caras aí, viu?
Eu só conhecia o Gustavo Gitti, desse site, e sempre gostei muito dele, mas nem sei se ele ainda participa do site…eu realmente espero que não.
Obrigada, Letícia. Eu estava pensando em algumas posturas que costumava ter há uns 2 anos atrás, e vi que já me libertei de muita coisa, deixei muito lixo cultural para trás, e você teve bastante participação nisso.
Beijo
Polly, entenda que a postura de uma pessoa online ou numa coluna de revista não necessariamente é a postura da vida dela na vida real.
è, realmente, o post do alex tem alguns problemas (mínimos) e essa história da tal cabana é nojenta, mas isso tá longe de invalidar o texto que o alex escreveu.
desculpa, mas eu continuo achando que se o Papo de homem tá cheio de idiotas, o alex castro é a exceção.
Você acha MESMO que ele dizer que feminismo radical não existe e que um cara deve ~permitir~ que a mulher seja dona do próprio corpo pq isso é MÁSCULO são erros mínimos?
Ok, continue lendo. Espero que um dia você consiga ter mais senso crítico.
Você acha MESMO que ele dizer que feminismo radical não existe e que um cara deve ~permitir~ que a mulher seja dona do próprio corpo pq isso é MÁSCULO são erros mínimos?
Ok, continue lendo. Espero que um dia você consiga ter mais senso crítico
Eu vi a discussão entre vocês no twitter a tarde e posso dizer sinceramente que parecia conversa de doido. Suas críticas no espaço do twitter não ficavam claras (só fui entender o que você criticava no texto dele lendo o post agora) e o Alex respondia com deboches que aparentemente te irritavam mais.
Cada vez tenho mais certeza que discussões no twitter nunca trazem nada de bom.
Sobre o texto, entendo suas críticas, mas me permito discordar em alguns pontos dela.
De toda forma, como leitor de ambos (de você e do Alex) fica mais fácil de entender quando há um texto seu colocando ponto a ponto o que questiona no texto.
De outra forma ficou a impressão de que por não gostar dos portal dos caras (com toda a razão) você se sentiu na necessidade de procurar furos no texto dele que pretende ensinar feminismo aos neandertais que frequentam o PDH.
Não gosto de fazer sugestões, mas o texto comentado num post e o relato do porquê o portal dos caras é uma merda em outro ficaria menos confuso.
De qualquer forma, gostei de ter remado contra a corrente. Continuo gostando do texto do Alex, mas vejo alguns pontos que poderiam ser melhorados.
p.s. nunca tinha ouvido falar nessa tal cabana. Que coisa patética.
Bruno, eu pensei em dividir em dois, mas ando sem saco pra escrever no blog. E eu escrevo no ~fluxo de consciência~. A coisa vai vindo e eu vou escrevendo. :)
Eu não gosto do site, mesmo. E esse é mais UM motivo para eu não gostar. Quis apontar como quão contraditório é o discurso deles. Não se pode usar o machismo quando convém e o feminismo só pra deixar a barra limpa.
Do pouco que li do site não me interessou. Leio os textos do Alex porque já lia nos tempos que ele tinha o LLL (onde já falava de feminismo).
Não sei qual a relação comercial, profissional, pessoal entre os caras do site, mas fico com a impressão de que o Alex é o cara libertário e feminista(talvez nem tanto) que chamaram para limpar a barra do resto do conteúdo.
Pois é. Ele “limpa a barra”.
Oi Letícia!
Vim dar minha contribuição…
Meus comentários estão em negrito, porque tá muuuuuuuuuuito grande e eu não conseguiria responder direto.
Primeiro, sobre o caso da menina: concordo 100%! Como assim, como eles puderam ser capazes de fazer uma coisa dessas? É pagar de legal no site e na realidade ser um idiota machista! Espero que esse teu post faça barulho sobre o caso e mostre o quanto esses caras podem chegar ao nível de babaquice!!! Sério, a guria pediu pra tirar, o pedido tinha que ser atendido NA HORA. Mas não é de hoje que o machismo do PdH existe, eu mesma não curto muito e só leio as colunas do Alex. Infelizmente dou ibope pra esse site, mas o Alex só escreve algmas coisas lá. Não gosto de contribuir pro resto =/ me sinto dividida.
Gata, sabe quando eles tiraram do ar? Quando ela ameaçou de colocar na justiça. E sabe o que um dos diretores respondeu? “Tiraremos, desde que você nos conte quem vazou.” Tá?
Segundo,
Até onde sei o Alex é um mero contratado pelo PdH. Lá eles são em vários, e tem uns machistas escancarados mesmo, especialmente um dos diretores – que obviamente pauta o site. Eu acho que o Alex tenta conscientizar a galera em geral, o público e a eles mesmos, imagino que deva ser uma luta que ele trava lá dentro também pra publicar esses textos, que, em geral, tem muitos comentários negativos do público – e embora seja bem recebido, não agrada toda a audiência do site.
Não existe isso de ~mero contratado~. Todo site/revista/jornal tem uma linha editorial. Quem é contratado sabe disso. Por essas e por outras q eu, por exemplo, tirei meu blog de uma feminina. Porque eu não concordava com a linha editorial dela!!! As pessoas têm que ser coerentes.
Por isso, não concordo com essa crítica ferrenha ao texto dele. É um texto adequado para aquele público, e é extremamente válido. Seja homem ou mulher a escrever, pra mim tanto faz. É uma das poucas vezes em que a palavra feminista é pintada como uma coisa boa numa mídia de audiência relativamente grande, eu realmente não me importo se não estiver 100%. Até por que por isso temos outras implicações, só poderá escrever sobre feminismo quem estiver completamente por dentro do assunto?
Se você quer escrever um texto ~supremo~ sobre feminismo, sim, você tem que estar por dentro do assunto.
E aliás, quem está? Tem tantas vertentes, tantos discursos. A igualdade entre os sexos resume bem a história pra mim, mas será que resume pra todo mundo? E para o PhD, afirmar que não existe feminismo radical é uma forma de calar os leitores que chamam nós, feministas de “radicais demais”. Não existe feminismo radical, por que a igualdade entre homens e mulheres ou deve ser desejada ou não, e se é desejada, não tem como ser mais ou menos desejada. Tem até imagens que circulam no face com essa frase ou tipo essa.
Você leu a parte que eu falo sobre feminismo radical? Existe uma corrente ideológica que se chama radfem. A pessoa pode concordar ou discordar, jamais dizer que não é importante, como o Alex fez. Essa é uma postura patronizing que, VEJA SÓ, o patriarcado tem com as mulheres!
E pra quem reclamou que eles não chamam mulheres pra escrever sobre feminismo, pior que já chamaram, mas jura que so leitores levam a sério né? Foda.
Eu sei que o resto do site não presta, mas pega esse exemplo. A revista Sexy tem uma coluna do hormônio desdizendo as feministas. É um conteúdo condizente com a revista, que merda, né? Então, eu vou criticar se a mesma revista publicar um texto enaltecendo o feminismo, pq é uma contradição, já que a revista Sexy é completamente machista?
O que eu espero é que você seja menos ingênua e perceba que tudo segue uma lógica de mercado.
A gente tem que somar nessa história. Se tem um cara escrevendo sobre feminismo num blog cheio de machistas, é lá mesmo que ele precisa escrever! É lá que estão os machistas. Pode escrever aqui também, eu leio, mas nenhum machista vai vir até esse espaço pra tentar entender.
Eu não acho que um cara com atitudes machistas deva escrever sobre feminismo. Em nenhum lugar. Ou você não notou a parte do “você tem que permitir (what?) que ela faça o que quiser com o corpo dela pq isso é MÁSCULO”??? Se isso não é machista, gata, o que precisa? Que o cara encha a cara da mulher de porrada? Que ele a proíba de trabalhar fora? Aí sim podem dizer “é, realmente é machista”???
O que realmente achei ótimo ter vindo à tona foi esse caso da guria. Se é um joguete lá brincar com os textos, o que está acontecendo e o principal, se a menina foi idenizada pelo que sofreu. Gostei que esses bastidores vieram à tona. Espero que isso seja o motor de algo que venha pra melhorar aquele espaço.
Detalhe: ela era leitora do site.
Ufa, desculpa o TL;DR
Beijos!
Oi Letícia!
Mas guria, acho que mesmo sendo incoerente, se tu publicasse teus textos, que são super feministas, numa revista que não o é, a eficiência seria enorme. Claro que é ótimo tu publicar numa linha editorial condizente, pois assim tu afirma e reforça as ideias. Mas publicando numa revista que não fosse condizente, tu apresentaria as ideias a quem de outra forma nunca as conheceria, o que é completamente válido também. Como produto de comunicação, extremamente válido. Essa é a postura que tu não adotaria, mas que eu sim, justamente pela “incoerência”. Claro que segue a lógica do mercado, mas é uma janela que pode trazer benefícios, divulgando ideias feministas pra quem não busca sites feministas.
E eu realmente preferiria que a revista sexy não escrevesse nada desdenhando o movimento feminista =/ por mais “condizente” que seja.
E justo por isso não vou pegar no pé do texto, ele está fazendo bem pra nossa causa, apresentando feminismo como uma coisa boa, mesmo que tenha algumas coisas que eu não concorde 100%. Eu vejo como uma soma.
Mas Lê, quem se referiu ao texto como supremo, o próprio site? Ou o autor? Se for o site, deve ser supremo pra eles mesmo, são na maioria machistas, e tanto quanto arrogantes em assumir os problemas.
Bah que foda esse lance da guria, virou no mínimo a “gordinha boqueteira grupie do PdH” na boca do povo (que não tem mais nada pra fazer, btw). Bah, leitora ainda. Não tenho o que dizer, o correto é não voltar mais num site que faz uma besteira dessas até que eles assumam uma posição digna ><
Vivian, só que em qualquer meio editorial você é pautado. A não ser que você seja o chefe. Se não, quem decide sobre o quê e quando escrever é outra pessoa. Entende? Esse é o problema. Se você não for uma pessoa fodida que as pessoas lerão mesmo que você escreva sobre uma receita de bolo, você não tem carta branca. Sacou?
Quem falou em ~supremo~ foram eles mesmos.
Dá pra você ver aqui (acho que eles apagaram o tuite depois): https://twitter.com/vidadeleticia/status/253228377924833281
Poisé, Lê, mas o Alex em questão é esse cara que foi convidado pra escrever por que tem um ponto de vista diferente de lá. Tu já leu o blog dele e os textos que ele escreve (antes de entrar pro PdH) sobre racismo e feminismo e desigualdade social e etc? http://interney.net/blogs2/lll/
Sabe que eu já li discussões do Alex com um diretor do PdH em comentários dos textos de lá, por não estar de acordo com alguma afirmação ou com o assunto…
Quanto a postura do site em si, incluindo os tuítes, mantenho minha opinião: não curto. Eu leio o blog por causa do Alex, e salvo alguns textos do Gitti, que pouco escreve. O restante, como já falei acima, é machista mesmo, e passo longe para não perder a fé na humanidade.
Por isso super apoio tua crítica ao PdH, mostrando a hipocrisia da linha editorial, publicando um texto bacana sobre feminismo e aprontando as escuras com a guria. Tem que mostrar os podres mesmo, esse erro deles foi primário, e sério, coitada dessa guria =/
Mas o texto do Alex em si é adequado à ocasião, e é bom pra causa =)
Beijos
Vivian, eu não acho o texto do Alex adequado, como falei no post abaixo.
Sim, eu já li os textos do Alex e inclusive indiquei várias vezes. O problema é que eu não consigo sentir admiração pelo profissional quando não admiro a pessoa. Entende? Por exemplo: Pelé foi o rei do futebol. Não gosto dele, porque ele não reconheceu a filha.
E eu tenho minhas restrições pessoais ao Alex. No entanto, os motivos objetivos pelos quais eu não gostei do texto estão indicados no post.
Sobre o Gitti: lembre-se que a postura online de alguém é diferente da postura na vida real.
Oi, Letícia!
Em primeiro lugar, fiquei ABISMADA com a história da Cabana. De verdade. Exposição ridícula e sem noção e totalmente broxante e um ótimo motivo pra boicotar o papo de homem. Mas assim, dando minha opinião, eu gostei bastante do texto, até imprimi pra trazer pro meu pai (que ainda fala coisas como “3 mulheres nessa casa e tá tudo nessa bagunça?” ¬¬’ affff). Eu fico pensando que claro que tem defeitos,, como o uso torto de algumas palavras e tudo mais, mas isso pra mim meio que lembrou a questão que o pessoal trans tem com você,sabe? De reclamar que você tem uma visão cis e exclui outras possibilidades etc. No próprio texto o Alex fala que ele tb tem seus momentos machistas e incentiva o questionamento…
Eu acho uma bosta que de repente ele seja O GÊNIO DO FEMINISMO PARA NOS SALVAR sendo que 235879847981279832718327143 moças já falaram isso antes. Mas menos gente tem acesso (ou interesse por) sites feministas,então ele atingiu bem mais público- fora o machismo que faz com q a opinião do homem valha mais e tudo aquilo q a gnt tá careca de saber.
Enfim, não acho q ele deva ganhar uma medalha ou virar santo ou ser idolatrado. Mas tb acho meio tenso vc questionar todo o texto que ele escreveu (e que embora não seja compatível ao papo de homem é bem coerente com os textos que ele escreve em outros lugares) dizendo que é ~só pra ficar bem cas mina~. Entendo os motivos pessoais pra ter raiva,mas acho que em relação ao texto em si os questionamentos não são o suficiente pra invalidar tudo o q foi dito… Mas né, vc já tem a sua opinião, haiuhaiuhaiuhaiuha, sei que ela não vai mudar por nenhum comentário, eh q eu achei o texto legal,mesmo. =P
Beijos!
Flá, eu falo que tem partes do texto que acho válidas. Digo até que o discurso é bem basicão e reconheço que isso era necessário naquele espaço.
Eu não invalidei o texto inteiro. Eu invalidei o lugar onde foi publicado logo de cara, e disse isso pro Alex. Sabe o q ele respondeu? “A plataforma de publicação é muito boa, é wordpress”, me tratando feito algum tipo de idiota.
Sobre a questão cis: uma coisa é você falar com seu público (e sim, meu público é cis e hetero; tenho pesquisa sobre isso), e ele podia falar com o público dele sem agredir os outros. E não, eu não sou transfóbica e tenho muitas, muitas restrições ao conceito de cissexismo que rola por estas bandas. Inclusive, não sei se você sabe, mas uma militante trans escreveu um post essa semana falando de como não se sentia representada exatamente por esse grupo que me critica.
Como eu falo sempre: feminismo não é uma seita. E minha crítica ao texto do Alex nem tem a ver com seguirmos correntes ideológicas diferentes. Partes do discurso dele (como dizer que o cara deve permitir que a garota seja dona do corpo dela porque isso é MÁSCULO) são contra QUALQUER corrente ideológica feminista.
“Inclusive, não sei se você sabe, mas uma militante trans escreveu um post essa semana falando de como não se sentia representada exatamente por esse grupo que me critica.”
Me parece o mesmo argumento de quem tem um amigo negro que não acredita em racismo e de machistinha que tem amiga mulher que diz não se sentir representada pelo feminismo. Nada contra, só dizendo que talvez não seja o melhor dos argumentos justamente pq é uma das primeiras coisas que gostamos de ~ invalidar~ quando praticados pelos outros.
Manu, eu estou falando especificamente de um grupo de militantes, não sobre a militância. Não confunda as coisas.
Letícia, só pra esclarecer, não te acho transfóbica não,viu! Aliás,lembro bem da discussão e eu total não concordei com a galera que te atacou (pq se bem me lembro no começo era discussão,mas depois virou ataque tipo mexeu-com-um-mexeu-com-todos). E você sempre fez parênteses sobre estar voltada ao seu público e etc…eu só fiz a comparação porque lembrei da galera pegando no seu pé por algumas coisas que eu achei que eram modo de falar,sabe? Fico pensando que talvez seja o caso do Alex (embora depois que vi o jeito q ele te respondeu tenha rolado uma broxada bruta)… Mas enfim, vou procurar a versão que eu trouxe pra casa (foi sério,isso,haiuhaiuhiua,meu pai não lê no pc) e fazer os devidos parênteses necessários…
Beijão!
Flá, eu não tenho um discurso 100% apurado. Eu leio, estudo. Discuto. Cometo erros. E aceito totalmente que alguém comenta, também. Mas SEMPRE converso com a pessoa antes de fazer um post de crítica. Eu expus meu ponto de vista e o Alex ridicularizou. Vou fazer o q, né?
Olha, ouvir sobre feminismo das próprias mulheres é muito melhor, acho insuportável o tipo “homem feminista” , não estou me referindo a pessoas sensatas que não tratam os outros como objetos ou que não julgam o mérito de cada um pelo seu sexo digo o cara que faz média de politicamente correto o TEMPO todo sabe, que ficam o tempo todo vestindo essa camisa afim de ganhar atenção.
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Sobre o relato, eu não tinha lido, não acho que seja questão de machismo, é sim de falta de caráter, talvez falta de noção(difícil de acreditar) …meu, sem comentários…
Acho que o site é mesmo para compartilhar experiências, mas podia ser uma coisa do passado né. ou de leitores anônimos. Não li o post na verdade, não sei como foi.
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Eu li o texto do Alex hoje pela manhã, o Alex é um casa que faz o tipo politicamente correto ao extremo, e não aceita críticas ou outras visões. Comenta cada crítica pontualmente, pelo menos 50% dos comentários nos seus artigos são dele mesmo em resposta..rs. Desse texto eu especialmente gostei, realmente fiquei muito surpreso com a sua reação regativa.
Pessoalmente os pontos que eu não gostei foram diferentes dos seus, achei meio ridículo condenar “simples piadas”. Quando se faz comédia, está implícito que aquilo não é sério, que é uma grande besteira, ao meu ver é uma maneira inclusive de mostrar o quanto aquela idéia é absurda, risível
Eu concordo com o Alex em relação às piadas.
Curiosidade.. porque ? Me dê um exemplo de uma piada que a ofenda ?
Acho que vai muito do teor não ? Não me sinto ofendido quando dizem que “o homem foi feito primeiro pois toda obra de arte precisa de uma rascunho” .Deveria ?
Luiz, essa ~piadinha~ é sexismo benevolente. Coloca a mulher no patamar de ~obra de arte~, isto é, intocável, perfeita, bela, que serve para olhar. Você usou uma piada machista pra dizer que não se ofende? Jura?
O piada coloca a mulher num pedestral,e o homem abaixo dela, foi o que quis exemplificar. Não, a piada não é machista, é sexista ( beneficiando a mulher) e coloca o homem como inferior. Mas eu não me sinto insultado por isso…por saber que é uma piada, uma brincadeira com os signos e histórias que conhecemos.
Entendeu o sentido do exemplo agora , só quis de dar um exemplo do tipo de piada que eu escuto e que tem a mim como alvo pra vc entender o que eu estou pedindo que me exemplifique…entendeu?
Você criticou o meu exemplo, mas não explicou o que te pedi…pode explicar agora?
Luiz, tenho 400 posts explicando meu ponto de vista.
Passei teu post para o inbox de duas pessoas. Uma é um cara que falou abertamente numa mesa de bar sobre a nudez de uma garota com sérios problemas vasculares aparentes. E a outra é uma amiga que fala entre nossos conhecidos e conhecidas sobre o tamanho do pau de caras com quem ela fode – e que assim como o caso da moça com varizes – nós conhecemos. Alguém precisava dizer como este tipo de atitude é escrota. Obrigada!
Letícia to the rescue =(
me sentindo altamente estúpida agora. Não fazia idéia desta história da Cabana, que nem sabia que existia. Patético.
Li o texto meio afoita, meio por cima, durante o trabalho. Achei super proveitoso como uma introdução ao feminismo para quem é leigo, achei que questionava alguns estereótipos interessantes. Mas aí vi que vc escreveria sobre e fiquei meio assim. E agora fiquei totalmente assim. Se pelo twitter não entendi o porquê de sua revolta, por aqui ficou extremamente claro e concordo com tudo que disse. Se Alex próprio não é leigo e sabe que coisas do seu texto são inválidas (vide radfem, por ex.), fica aí já um pé atrás. Sabendo da história da Cabana, os 2 pés. E relendo os twitts dele pra vc, sabendo de tudo isto, torna impossível ver com bons olhos a coisa toda. Obrigada pelo post. Vou retirar meus comments de lá.
“Só há duas maneiras de um homem me fazer feliz: me comendo ou me oferecendo um trabalho bem remunerado. ” Que triste isso, como homem posso dizer que uma mulher pode me fazer feliz com uma boa conversa e me fazendo rir. Mas um homem não pode te fazer feliz desta maneira então, numa amizade entre homem e mulher. Graças a Deus que minhas amigas feministas não vêm homens como máquinas de transar ou como meio de obtenção de dinheiro. Nossa, pensando bem, que maneira sexista plena de ver o sexo oposto não? É por conta de declarações assim que algumas pessoas consideram que algumas feministas odeiam ou desrespeitam homens e tão pouco se fodendo sobre a delicadeza e a ternura de muitos.
O que você não sabe, senhor/senhora Anônimo, é que eu não acho que a felicidade está no outro. Ah, mas eu digo isso logo em seguida, né? Que a minha felicidade é uma busca pessoal e tals. zzzzzzz
Eu concordo com a Vivian. Nunca fui leitora do blog dele, eu ate achei q fosse feminista pela quantidade de textos que saíram ultimamente sobre isso, mas nunca li os textos que n fossem sobre feminismo. Sempre li o blog da Lola e outros feitos por mulheres. Concordo c a Vivian qd ela diz: “Se tem um cara escrevendo sobre feminismo num blog cheio de machistas, é lá mesmo que ele precisa escrever! É lá que estão os machistas. Pode escrever aqui também, eu leio, mas nenhum machista vai vir até esse espaço pra tentar entender”. Varias partes do texto dele eu discordo, mas de qualquer forma achei válido justamente por nao ser um espaço feminista e sim de machistas. Não é como um “favor” ou que precisamos deles , mas apenas reconheço que é sim, positivo que se fale e discuta um processo tão importante que é o feminismo num ambiente de pessoas machistas. Num ambiente em que dizem “não sou feminista sou humanista” com todo orgulho do mundo e batendo no peito. Sobre o caso da menina, achei tosco, porém era de se esperar (infelizmente) num espaço que já parece ser machista. Concordo c a Vivian tbm, nesse aspecto. É muito bom q estes bastidores venham à tona. E as hipocrisias tbm.
A mais sensata aqui foi Yulla Knaus. Demonstrou personalidade sem inferiorizar nem homens nem mulheres. A própria redatora deixou a entender que tem momentos em que é melhor se calar, creio que a mesma ñ seguiu seu conselho. O homem precisa ser feminista(puxa saco)? Creio que ambos são extremistas(machistas e feministas), todos têm defeitos mas generalizar ñ é o caminho. OBS: QG, referencia militar, guerra? Voce deve estar de brincadeira. QG em seu sentido mais comum, significa lugar de encontro para um determinado grupo.
Jura? E de onde vem a expressão “quartel general”? Hum…
Ñ gosto de prolongar coisas obvias. Quis dizer que muito, muito provavelmente msm, ele usou a expressão com este sentido e ñ de guerra(eu chamo alguém de FDP, mas ñ espero realmente que a mae do individuo o seja, modo de expressão sacas?). Guerra está promovendo você, larga está bandeira de idealismo extremista amargurado. Carpe diem, não generaliza.
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Só acho que se alguém quer dar opinião tem que receber, seja ela a favor ou contra. Se fechar à ela ñ parece um bom caminho. Até porq desta vez realmente voce foi um tanto quanto absurda. Você faz parecido com aqueles que recrimina, faz as coisas e depois ñ tem cabeça para lidar com as consequencias. Você é sexista (ponto)
Obrigada por me clarear a mente. O que eu faria sem você, não? Ainda bem que há pessoas como você e o autor do texto no mundo. Obrigada!
Mansplaining alert.
Só uma coisa: machismo pode matar, feminismo quer igualdade e ambos são extremistas? É isso mesmo?
qualquer atitude do tipo “sou melhor”, inferiorizando outro genero? Sim, extremista e sexista. Depois quer reinvidicar direitos agindo da mesma maneira. Generaliza mesmo, voces vao longe assim.
Ela estava sendo irônica.
E ou você se comporta, ou não publico mais seus comentários.
Entendi!!!!
Gosto da sua coerência, mesmo discordando de alguns pontos.
Letícia, adorei você ter exposto essa história. Eu pessoalmente gostei do texto no PdH, acho que como be-a-bá já é válido. E assim como outras pessoas, fiquei sim #chatiada que é sempre necessário um homem dar aval para coisas que mulheres têm falado há décadas. Agora sabendo dessa história da menina (e me identificando grandemente com seu drama, porque passei PELA MESMA COISA lá no tempo do Orkut) é bom todo mundo ficar com um pé atrás, ainda que o próprio Alex Castro não tenha sido o autor da façanha.
Aliás eu não encontrei no FB dele texto em apoio ao MARGINAL que fez isso com a garota, dá uma dica plsssss!
Bjão
Eu sigo o alex castro no facebook e não vi texto algum apoiando o cara que descreveu o encontro com a garota.
Aliás, acompanhei qndo ele estava postando sobre a construção do texto sobre feminismo, e pediu apoio de algumas feministas pra revisar o texto e “evitar que falasse besteira”, palavras do Alex, portanto não se pode acusá-lo de não tentar “se informar um pouco mais”.
Foi lamentável o caso da garota, mas associar esse caso ao Alex é pura má fé da Letícia. Ele escrevia sobre feminismo, racismo e homofobia bem antes de entrar pro papo de homem, e obviamente não é o dono do site e não podemos dizer se ele estava ou não a par do pedido de retirada do post sobre a moça.
O engraçado, é que não vi citar o nome do rapaz que publicou o maldito post, mas vi o Alex ser muito citado inúmeras vezes neste post, o que faz suas críticas parecerem mais uma birrinha pessoal do que qualquer outra coisa.
Ayran, você pode dizer que não concorda com o que eu escrevi, como muitas pessoas fizeram. Agora, dizer que é má fé? Eu não ajo de má fé.
Eu não tenho birra com o Alex, pelo contrário. Pq vc fala bobagem? Eu tinha uma relação cordial com todas as pessoas citadas nos posts, à exceção do próprio editor-agressor.
hahahhah! Agora entendo a fase “feminista” do blog. Pura culpa. Simplesmente horrível e criminoso terem postado o relato da garota. E o cara muito menos o fez porque precisava desabafar num ambiente terapêutico e sim apenas para obter aprovação do grupo. O moderador deveria ter agido neste mesmo instante, no momento publicação do post e tentar entender o porque ele estava falando aquelas coisas. Porque tanta agressividade direcionada a garota?? É normal se frustrar com alguém mas daí tornar a coisa toda publica com o intuito de humilhá-la.. E o site ao invés de ter parado por ali, tornou a coisa ainda mais pública: o maior reconhecimento/aprovação que ele poderia ter do grupo. Algo muito errado e irresponsável eles fizeram e sim, poderia ter custado a vida de alguém.
Enfim, acho pura farsa um homem falando e defendendo feminismo.. Ainda mais no último texto deles, pura forçação de barra: ” quando uma mulher fala sobre feminismo, o homem baixa a orelha”..tsc..Nem me fala em ironias.. Porém não defendo feminismo, nem nada parecido.. Não me sinto parte do grupo, assim como nunca me senti parte de qualquer outro grupo. Prefiro olhar as relações em suas minúcias ou as discrepâncias que sempre me atraem. Como o que tem ocorrido no site “Papo de homem”. Acabei seguindo Alex Castro e recentemente ele publicou um texto de uma amiga, que revelou que foi estuprada . Depois de tudo que li e agora que cheguei aqui, percebo que cada vez mais parece que ele desesperadamente tenta limpar sua imagem perante ao público. Claro, ele como um grande descobridor da voz feminina”. . De qualquer homens também precisam de espaço, depois do cansaço de ter que controlar o mundo, porque também não sair reclamando??? E sites como este poderia ser algo interessante e realmente ajudar homens, garotos a entender conflitos igual o site “The Good man project”, que realmente traz textos práticos, não somente para homens mas para pessoas que infelizmente nasceram com um pênis. E há textos escritos por mulheres também.. Resumindo, foda-se. Nada vai mudar,exceto as distâncias que crescem a cada minuto… Talvez seria impopular dizer que sempre haverá uma “força opressora”, o “grande outro” mas é assim que funciona.
Gostei muito do seu post, concordo com sua linha de raciocínio, mas tenho um certo receio e até medo de ceder ao radicalismo, pois nadar contra a mané é muito difícil, ainda mais para as mulheres q vivem sobrecarregadas. Eu queria era só ser feliz sabe, mas minha cabeça não deixa, não consegue aceitar muito menos compreender essas diferenças entre os sexos, onde o homem em tese só precisa ser bem sucedido em seu trabalho, já a mulher além disso, precisa se enquadrar em um padrão surreal, só atingível depois de muitas plasticas, pós operatórios e horas de treino. Mas olha só, hoje em dia os homens não querem só mulheres lindas não, olha a ironia, hoje além de lindas as mulheres precisam ter conteúdo, tem q ser inteligente, mas bem sucedida, linda e inteligente não é tudo, uma mulher interessante tem q ser organizada, limpa, traduzindo, uma boa dona de casa, e claro que pra casar ela tem q ser uma excelente mãe, afinal além do trabalho e dos filhos ela tem q cuidar do marido. E pior do q a sociedade te cobrar tudo isso, é vc se ver frustrada por deixar a desejar em algum desses pontos. Eu brinco q queria matar a 1° mulher q inventou que tínhamos q trabalhar, obvio que é uma brincadeira irônica pra essa condição ainda tão desigual que as mulheres se encontram, pois sei q hoje temos a oportunidade de “escolha” em tese, por conta do feminismo. Ainda estamos bem longe de termos os mesmos direitos e isso me deixa muito puta da vida em varias situações do dia a dia. Fiquei feliz em ver um post falando sobre o feminismo em um site masculino, e tinha mesmo q ser um texto simples para que o publico masculino conseguisse digerir, e sinceramente, em uma sociedade ainda e infelizmente tão machista, por mais q o cara q escreveu siga o conceito “faça o q eu falo e não o q eu faço”, se ele conseguir com isso deixar os homens um bocadinho menos machistas já considero uma boa ação.
Letícia, eu entendo perfeitamente você detestar o PdH.
Mas acho que pegou pesado demais com o Alex.
Homens feministas são difíceis de encontrar e ele está em um lugar “estratégico, digamos”.
Falar de feminismo para feministas é como uma conversa entre amigos. Não são necessariamente iguais, mas dispostos a se ouvir.
Ele fala de feminismo para um bando de metido a machão que se acha a última taça de champanhe francês do Saara. Não conseguiria me convencer de que isso é ruim. Ele é colunista do Papo de Homem e escreve textos ótimos em um site cujo público precisa entender o que é feminismo. Por que não vê-lo como aliado? O que te impede?
Sim, é uma bosta o fato de que ele simplesmente tem mais voz do que várias feministas militantes e ele assume isso no texto. Mas faremos o que? Vamos pagar de antipática para dizer “oi, não queremos a sua ajuda porque o patriarcado te beneficia?”
Ser intransigente com um homem feminista não ajuda muito para desfazer a imagem de que somos radicais, intransigentes e odiamos homens.
Eu amo entrar aqui e ler seus textos, mas com este em especial eu fiquei incomodadíssima do início ao fim.
Tipo, a sua “grande crítica” ao Alex se refere em sua maioria a coisas que outras pessoas fizeram. Isso te parece justo?
Eu vou passar a odiar a Eliane Brum (que já escorregou, mas em geral é ótima) só porque ela escreve para a Revista Época? Que bom que os leitores alienados da Época tem a chance de aprender alguma coisa e pensar um pouquinho!
O sobre o “feminismo radical”, foi um erro parcial que você fez um carnaval em cima.
Quando uma pessoa ofende feministas dizendo-as “radicais”, querem dizer que o que o feminismo quer não tem lugar neste mundo. É o equivalente a fundamentalistas, no caso da religião. Só que, de fato, como alguém pode ser “radicalmente a favor da igualdade”? Igualdade não é algo que você pode ser a favor ou contra? Tipo, sou mais a favor do que você? Não faz sentido.
E lógico que existe uma diferença entre a expressão popular “feminismo radical” (que ninguém que usa a expressão sabe muito bem o que é) e o conceito/vertente feminismo radical. E eu sei que você é inteligente (e instruída) e sabe distinguir um termo de um conceito, assim como eu sei que você sabe exatamente o que ele quis dizer e qual foi a proposta do texto (feminism for dummies).
Então eu acho que, sinceramente, faltou um pouco de generosidade intelectual aí. Custava apenas explicar que de fato existe uma vertente chamada “feminismo radical”? Se fosse a Lola cometendo este “erro”, é o que você faria. Mas como é o colunista do Papo de Homem você se sentiu no direito de sambar em cima de um deslize banal que de forma alguma anula o propósito do texto.
Ps: só para constar, sou leitora do blog, e leio mais você do que o Alex.
Nicolle,
Eu falei com o Alex sobre a questão do feminismo radical e postei aí em cima a resposta dele. Ele poderia ter usado o termo nessa conotação que você falou, mas aí quando é indagado responde que FEMINISMO RADICAL NÃO É IMPORTANTE?
A gente não vive falando que quem tem que decidir as nossas lutas somos nós? Como um cara que não conhece o feminismo radical vem falar que isso não importa?
Porque eu conheço o feminismo radical, Nicolle. Ainda que eu discorde de MUITA coisa que elas pregam, eu aprendi muito, muito, muito sobre a relação entre capitalismo e machismo, por exemplo. Foi só com textos de feminismo radical que entendi o motivo pelo qual algumas feministas são contra a pornografia (além do óbvio, como a mulher sendo submetida nos filmes), a prostituição, etc.
Como disse, não concordo com muita coisa, mas eu aprendi. Os questionamentos levantados pelas radfem me fizeram pensar bastante e eu mudei meu ponto de vista sobre diversos assuntos.
Daí vem um carinha e diz que feminismo radical não é importante? Não, não.
Sobre a Lola: não fale sobre o q vc não conhece. Você não sabe como é minha relação com ela. E se você me conhece tão bem, deve saber que eu NÃO ENDOSSO tudo o que as pessoas que conheço fazem. Se assim fosse, eu endossaria o texto do Alex (porque nós nos conhecemos, inclusive pessoalmente).
Letícia, disse Lola mas poderia ter dito qualquer outra feminista. Tive a impressão clara de que se fosse umA feministA, você teria “perdoado” o erro. Mesmo que falasse sobre ele.
Tive a impressão de que o Alex desconhecia o feminismo radical mesmo, e achou que de repente se referia à feministas que beiram a misandria…Mas enfim, vocês que se conhecem, que se entendam. Not my business.
O ponto que eu coloquei foi um pouco distinto. Já disse que o PdH é bem odiável, assim como a Revista Época também.
Se algo racista, homofóbico, misógino for postado na Revista Època, será a Revista Época completamente responsável. Mas o mesmo não pode ser dito da Eliane Brum ou o Ivan Martins ou qualquer outro colunista legal de lá. A Maria Rita Khel escrevia para a Folha (o mesmo jornal que publicou um editorial chamando a ditadura de ditabranda) e a Viviane Mosé apresentava um quadro no Fantástico. Entende onde quero chegar? Basicamente, não jogar o bebê fora junto com a água do banho. Enfim, só um apontamento que você pode ignorar se quiser e juro que eu não ficarei ofendida.
Nicolle, normalmente as feministas (mesmo as que eu não gosto) não dizem que seus textos são um “curso de feminismo” ou “supremo” ou “guia”. É muita arrogância alguém apontar seu próprio texto, com erros, dessa forma, não?
Aliás, eu falei com o Alex ANTES de escrever o post. Ele poderia ter reconhecido o próprio erro, mas preferiu dizer “feminismo radical não é importante”. O que é isso? Ele vem dizer que uma corrente ideológica feminista não é importante? Como pode ser arvorar nesse direito???
Sobre colunistas, você sabe como funciona uma redação? Um colunista normalmente não é pautado. Ele sequer vai à redação. Envia os textos por e-mail. Nunca aparece. É bem diferente de ser editor/repórter e ter que se submeter a alguém hierarquicamente.
Entendi. Desculpe.
Não precisa pedir desculpa. ;)
Ah, esqueci de comentar:
No item 15 ele dá exemplo do machismo de uma amiga e no 16 ele estende isso à criação que recebemos (de pais e mães). Não foi como você colocou (todos os exemplos são de mulheres. Tipo, oi? Não mesmo)
E eu não acho que apontar o machismo nas mulheres seja uma coisa ruim. Muito pelo contrário! Até mesmo porque, “colocar as mulheres em seus lugares” é algo que em culturas patriarcais fica quase que exclusivamente a cargo de mulheres, geralmente mais velhas.
Isso não é “culpar as vítimas”, porque nós mulheres somos vítimas e ao mesmo tempo, não somos. Não gosto de ser reduzida à mera vítima do patriarcado e eu sei que em muitos momentos da minha vida, infelizmente, contribuí para sua manutenção.
Aliás, as mulheres são as maiores vítimas do patriarcado, mas não apenas, né? Acid Girl está aí para provar que a condescendência masculina vale muito e traz vantagens embutidas. Acid Girl é vítima do patriarcado? É até pode ser em algum nível, mas é inegável que ela conseguiu uma forma de lucrar com isso.
Acid Girl faz na internet o que em geral na nossa cultura fica a cargo de mulheres mais velhas. Faz slut shaming disfarçado de humor bacaninha e com isso influencia várias garotas que a partir disto e de outras coisas, passam a policiar o comportamento das demais.
Sempre estive em ambientes e situações ditas “masculinas” e quem nesse momento fica com a missão de “me colocar no meu lugar” é uma mulher. Nas igrejas, quem se presta a dizer aquelas barbaridades de “mulher deve se guardar” e mimimi Adão e Eva são as mulheres! Sem a figura da mulher mais velha que coloca as demais em seus devidos lugares, o patriarcado duraria quanto?
Feminista eu sou desde que consigo me lembrar, o que não significa que eu não tenha nunca contribuído com o patriarcado. Eu já fiz slut shaming, já disse frases horrorosas como “prefiro ter amigos homens”, etc. Mesmo sendo feminista ativa e militante, já dei meus dois reais de contribuição para a perpetuação do machismo.
Ignorar todas as vezes que as mulheres próximas a mim buscaram cercear a forma como vivencio minha sexualidade, minhas roupas, minha maquiagem, meus cabelos, meu peso, enfim, tudo o que me diz respeito é ignorar as ferramentas mais poderosas do patriarcado.
E como não se sentir inadequada conversando com mulheres com “pensamento padrão”? 10 minutos no salão e você sai se achando feia, gorda e com cara de melão estragado. Alguns minutos de Revista Nova e você chega à conclusão de que você está gorda e a sua vida sexual está completamente equivocada e suas roupas não prestam…Como o patriarcado sobreviveria à camaradagem feminina? Acho impossível, sinceramente.
Resumindo: do ponto de vista cotidiano, a maioria das práticas perpetuadoras do patriarcado, infelizmente, vem de mulheres.
Todos, todos os personagens que FALAM nessa parte do texto são mulheres. TODOS.
Se você não sabe que um personagem que FALA tem muito mais peso numa narrativa…
E “a maioria das práticas perpetuadoras do patriarcado vem de mulheres”? Gente.
Práticas cotidianas.
Infelizmente, não são homens que me fazem sentir inadequada ou “pouco feminina”. Canso de dizer: o machismo jamais resistiria à camaradagem feminina.
Nicole, pare com isso. As mulheres não são culpadas, são duas vezes vítimas. Não fique pagando pau pra Alex ou qualquer outro que poste textos feministas. Eles não estão te fazendo um favor. Isso e do interesse deles.
Oi Julia, eu entendi e já pedi desculpas pelo fato.
Bem eu sei que as mulheres não são as culpadas pelo patriarcado, mas como ele seria perpetuado sem a minha mãe controlando meu peso, Acid Girl fazendo slut shaming disfarçado de humor bacaninha, Sara Sheeva fazendo slut shaming religioso, Déborah Secco se dizendo anti-feminista na tv…
Como se não bastasse o patriarcado, essas ostras ainda vem me oprimir? Daí eu levo para o lado pessoal, não tem jeito.
gorda
fato. e?
O Alex é leitor da Lola do “Escreva Lola Escreva” e eu tenho uma breve noção de onde ele tirou esse papo de que não existem “feministas radicais”
http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2011/08/pra-quem-nao-gosta-todo-feminismo-e.html
Carol, ele usa o termo incorretamente, apenas, do jeito que se fala vulgarmente sobre o assunto. O problema é que ele teve a intenção de ser “supremo”, de “educar”. Daí não dá para usar termos errados, né?
Eu não achei em nenhum momento que ele teve a prepotência de ser o educador-mor do feminismo, de tomar a frente do movimento, de escrever uma tese… Pra mim tudo que ele fez foi jogar uns conceitos básicos, pra ver se quebra um pouco do preconceito das pessoas as quais ele e seus posts tem alcance. Sinceramente não esperei em nenhum momento que aquilo ali fosse um instrumento magnânimo de educação, mas um primeiro passo pra menos preconceito.
E no mais, ele usou o termo do mesmo jeito que a Lola no post dela. E a Lola, longe de ser uma unanimidade, é incrivelmente respeitada pelas opiniões dela. Ele só reproduziu uma idéia.
Do jeito que você colocou aí pareceu que a pessoa tem que se expurgar completamente do machismo da noite pro dia pra ter o direito de falar… Não deu qualquer chance pro outro tentar fazer a parte dele. Errar todo mundo erra, colocações erradas todos nós já fizemos e ele mesmo deixa claro que essa luta contra o machismo é de todo mundo e parte de um policiamento constante de nossas atitudes.
Até a Naomi Wolf, sendo quem é, tá aí sendo apedrejada por causa desse novo livro dela, mas ela não é um homem que supostamente fala de feminismo pra “ficar bem na foto”, então os erros dela a gente pode debater, os do Alex só dá pra passar por cima feito trator, né?
Eu sinceramente acho um ganho qualquer pessoa que se interesse por isso e queira fazer um mínimo. Na atual situação da luta não acho que dá pra tá pedindo doutorado em feminismo pra se mexer e ajudar.
Não dei qualquer chance? Eu falei com ele antes de escrever esse post. Eu escrevi pro Guilherme, dono do site, antes de escrever esse post.
Eu tenho que falar mais com quem? Com o Papa?
E eu sou a PRIMEIRA pessoa a ir contra o academicismo. Vivo falando isso no Twitter e no blog. Eu não tenho nenhuma formação feminista, por exemplo. Mas ELES (não eu) chamaram o post de ~supremo~ e o próprio autor disse “a minha intenção é educar”. Ah, por favor.
E se você acha que o PdH é muuuuuuuuuuuito bom, feminista, bonito, delícia, etc, leia esse post e diga quão misógino ele é. De 1 a 10. Vai lá: http://papodehomem.com.br/labioplastia-contedo-explcito/
Em nenhum momento eu defendi o feminismo do PhD, só te mostrei a fonte das proposições dele, o Alex Castro, e rebati a sua necessidade de que tudo fosse perfeito pra ser válido. Mas por não estar 100% a seu favor você parte do princípio que eu estou 100% a favor deles. Ledo engano.
Eu nem entrei no mérito da situação ocorrida na Cabana, me atentei ao texto e aos seus argumentos contra ele. Você se quer rebateu o fato de que Alex simplesmente copiou uma idéia de um site feminista reconhecido. E quando eu me referi a dar uma chance, não era uma chance pra ele se retratar no seu blog, mas uma chance para que ele, e falo apenas do Alex Castro, fizesse o que ele acha que pode ajudar. Você exerceu seu direito de criticar, ele o de escrever e eu o de comentar.
Mas você esqueceu meus argumentos e partiu do pressuposto que eu idolatro aquele site, logo devo ser uma tapada e então você me manda ir fazer teste de “ache a misoginia”. Não fiz qualquer suposição a seu respeito e esperava que você tivesse tomado a mesma posição. Então espero que você consiga se ater aos argumentos numa próxima.
Eu li o texto e sinceramente? Me deu uma puta raiva de ver que um HOMEM era aplaudido de pé por falar sobre feminismo. Enquanto que uma mulher engajada como a Lola do ELE e a Valéria do Shoujo – Café são xingadas e alvos de mascus e cia o TEMPO inteiro! E essa bestagem desse cara ridicularizar essa moça em público? PQP! É de cair o cu da bunda… Sinceramente Letícia? Eu SEMPRE fico com os dois pés atrás com “homem feminista” porque eu sei de relatos tensos sobre homens que pagavam de feministas ou de “sou bonzinho e um homem feminista let’s fuck” de arrepiar até os cabelos do c*. E aos bundas doídas que não vem incoerência no PDH acho melhor comprar um óculos de 50 graus porque tem que ser muito ingênuo mesmo viu.
Letícia você viu aquele post PODRE e extremamente machista de um cara que é médico falando sobre o parto em casa? Nossa o cara detona as doulas e parteiras *não na cara dura,mas lendo o texto com bastante atenção ta cheio dessas nuances* diz que parto em casa é muito arriscado,que isso e aquilo *novamente um HOMEM dizendo o que,como e quando as mulheres devem fazer e se portar* sério me dá nos nervos isso.
Um último ponto sobre o texto do Alex foi quando ele fala sobre a decisão da mulher sobre aborto e talz *pelo menos ele teve a decência de dizer que a decisão cabia SÓ a mulher e ponto* e como sempre choveram homens de benzzzzz e indignados *leia-se pró-vidas desocupados* dizendo que a decisão deveria ser dos dois e que mesmo que a gestação ocorra no corpo da mulher a concepção foi dos dois zzzzzzzz ( o best of all dos pró-vidas *maioria homem e NUNCA engravidará na vida* é que eles defendem que a mulher deve ter a criança a qualquer custo pelo direito do PAI HONRADO óóó da criança (novamente aham,uhum é o que mais se vê são homens levantando as calças e dando no pé quando uma mulher engravida,eu conheço pessoalmente 3 casos).
Essa gente é “contra o aborto” até acontecer um milagre do universo e conseguirem engravidar uma va…… pera, uma pessoa que eles não querem ver nunca mais na vida. Aí corre no Orkut tentar achar cytotec. E depois vão lá na Marcha pela Vida fazer bonito pra vovó e pra titia.
Esse povo acha que me engana, mas não.
Você leu o mesmo post que eu? O que eu vi ali foi butthurt de metidos a machão, isso sim.
O Alex foi xingado de várias coisas tb.
Tadinho do Alex! Tão oprimido!
E pensar que eu, há pouquíssimo tempo, pensava do mesmo jeito. “O filho é dos dois, tem que haver um consenso!”
Gente, que vergonha pra mim.
Só comentando
“Luiz, tenho 400 posts explicando meu ponto de vista”
Poxa, eu só te pedi um exemplo de piada que a ofendesse como mulher, se vc se ofendesse certamente iria lembrar de alguma…se vc escrevesse 1 linha a mais poderia me dar um exemplo e eu me sentiria contemplado, a impressão que deu é que você não soube o que dizer…decepcionante.
Não, Luiz, não foi isso. No próprio texto do Papo de Babaca tem um vídeo de um seriado americano mostrando isso. Há diversos, diversos textos feministas sobre o assunto. E não só feministas, mas de grupos LGBT, de militantes contra o racismo, etc.
Se você tem má vontade em se informar, por que eu teria boa vontade em te explicar?
Eu tenho má vontade ? Como posso ter má vontade se estou perguntando ? Vc que está com má vontade em me dar um simples exemplo.
Você quer que eu leia seu blog inteiro, que conheci ontem pra saber essa resposta ???
Se a questão é escrever, poxa, você já escreveu muito mais e não me deu o exemplo que pedi, má vontade em dobro…rs…vc faz até mais esforço em não me explicar, não me responder adequadamente, tamanha má vontade.
Eu perguntei a você, eu quero saber que tipo de piada VOCÊ pessoalmente não gostaria. Foi uma pergunta pessoal, sobre alguma piada que vc lembre que a afendeu, não estou interessado na explicação de outros, nas teorias sobre isso e tal, se é ofensivo eu vou respeitar.
Estava achando o blog interessante e pretendia ler-lo, não de uma vez né, como você está me sugerindo, mas confesso que dei uma tremenda broxada com essa sua atitude…é muito sem noção.
Puxa vida. Buá.
Huhauhau..depois vc reclama da resposta que o Alex te deu, senti vergonha por vc agora…
zzzzzzzzzzzzzzzzzzz 2
Puta merda, mas ela já tinha dito que a própria piada que vc usou de exemplo era machista! Ela disse isso e ainda explicou por quê! Foi você que não entendeu.
“Se você tem má vontade em se informar, por que eu teria boa vontade em te explicar?”
kkkkkkkkkk
Falou tudo, Letícia.
Engraçado é que o sujeito tem a pachorra de cobrar sua explicação como se fosse uma obrigação sua dar aula pra ele…
Ué, mas não é pra isso que mulheres servem? Pra fazer o que eles querem?
É, Lê,
Você não trabalha, não come, não dorme, não sai, não tem o que fazer, dispondo de 48h/dia para tirar dúvida por dúvida (comentário por comentário…) sobre a desigualdade de gênero.
Exato. Vivo pra isso.
Serve a do estuprador de mulher feia merecer um abraço?
Serve.
Obrigado Eneida Melo ! Você entendeu o que eu perguntei !
Foi muito difícil pra vc responder ?Ensina a dona do blog por favor.
:)
Não preciso de aula. O que eu preciso é de paciência.
Ah, esses leitores que acham que a gente tem *obrigação de educá-los*.
é que mulheres tem esse lado ~maternal~, sabe?
preguiça master.
Letícia, eu entendo você ter ficado com raiva, mas eu acho que o Alex Castro tem esse comportamento de um modo geral. Poucas vezes vi respostas que diferiam disso. Então acredito (posso estar errada) que não foi pessoal para você, ou pelo motivo da reclamação.
Quanto ao caso da Cabana e da pessoa exposta achei uma coisa horrível, de uma irresponsabilidade e insensibilidade absurdas. A partir do momento em que a pessoa foi identificada eles são responsáveis por toda a perseguição que ela sofreu. É indesculpável.
Por fim, foi bom você falar sobre o feminismo radical como corrente, porque eu não conhecia e agora vou pesquisar. Eu o entendia o termo radical como se fosse algo usado só para desmerecê-lo.
Carolina, eu sei que ele sempre responde assim. Não acho que foi pessoal. Mas, pra mim, ser paternalista é arrogante, porque parte do pressuposto que o outro é menor e você vai fazer algo POR ele. Entende?
Mas vc age da mesma forma!
Ok.
Olhando alguns comentários, achei interessante como o preconceito e o machismo sempre encontram defensores…
Um cara desses ainda arranja defesa gratuita… sério mesmo que ele precisa que alguém o defenda?
“Culturalmente” (no machismo), é sempre mais “fácil”, mais “cômodo”, mais “lógico” e mais “certo” culpar a mulher em quaisquer situações…
concordo! aliás, acho toda culpabilização um desvio de assunto. os indispostos a pensar não falam de responsabilidades, só pensam em cortar cabeças
aliás, retiro, se me permite, os parênteses. me parece que nossa cultura é machista e como crescemos e aprendemos por aqui, todos nós também somos um tanto machistas
oi, tudo bem?
também achei bem desconfiável aquele texto… aliás, gosto do seu estilo e admiro muito seu modo e coragem de se expor ao mostrar pra todo mundo seus sentimentos. isso é bem bacana C:
não posso entender como é sofrer uma violência sendo mulher, mas tento compreender – e é difícil. e por isso queria saber sua opinião sobre a força da pressão e opressão das práticas e da ideologia machista nos homens
pra falar a real não me dou muito bem com essas identificações de sexo, mas mesmo assim gostaria de saber a sua opinião. caso já tenha escrito sobre isso, me mostre o link por favor?
acho que é isso… parabéns pelo blog!
Eu não entendi sobre qual assunto exatamente vc quer saber mais, Diogo. Talvez eu não tenha escrito a respeito, mas devo saber o q te indicar. ;)
já li algumas coisas sobre o assunto, mas não me contentei muito… isso não significa que não aceito indicações C:
as vezes acho que minha visão do que é machismo é meio delirante: o vejo como uma instituição subjetivante e reguladora de relações. por isso não consigo entender como beneficiaria alguém, qualquer ser vivo, justamente por impedir, por engessar as diferenças que acontecem por aí…
acho que estou me confundindo mais ainda, então deixa quieto!
Olá, sei que a pergunta não foi para mim, mas enfim, se puder ajudar…
Não sei se o que quer dizer é o que eu compreendi, mas sugiro que você faça uma leitura de Microfísica do Poder, e Vigiar e Punir de Michael Foucault. São leituras interessantes… assim como outros autores que falam de relações de poder…
acho esses livros sensacionais, principalmente os textos do microfísica
e já que estamos falando de fucô, essas questões que me aparecem tem muito a ver (com a leitura que fiz, pelo menos) com a história da sexualidade e da loucura. e com deleuze e guattari acabei pegando um pouco de desgosto pelo biopoder e com isso, com “qualquer” noção, conceito, experiência que determine que categorias binarizantes e binárias. sou a favor da desconstrução, mas alucino que só haverá outro passo pra dar quando o que foi desconstruído foi destruído
aliás, isso me lembrou outra coisa (só mais um pouquinho de chatice): tava discutindo com um amigo sobre isso outro dia e acabamos por falar do porque lacan não foi tão legal quando criou o axioma “a mulher não existe”: porque ele esqueceu que o homem também não existe – e isso faz toda diferença
enfim, parei
essa Letícia tá cada dia mais chata e estúpida…
:((((
No seu texto há um trecho dizendo que a luta feminista é de todAs. Homens não podem participar da luta feminista? Existe algo que possa nos guiar para sermos realmente feministas? Acredito que muitos homens tentam melhorar nessa área, mas se afastam pela postura agressiva.
Podem, claro. Eu falo no feminino pq a maioria absoluta dos leitores é mulher. :)
E não, as feministas não são agressivas. Algumas são. Eu sou às vezes. Mas só se pisarem no meu calo. :P
Obrigado pela resposta. =)
E quanto a parte do guia? Existe alguma leitura que você indicaria para um homem iniciante nesse estudo?
Que guia? Desculpa, são muitos comentários, às vezes eu esqueço do que etão falando.
Até agora ñ estou acreditando em tudo que li, sério, o ser humano me surpreende mais a cada dia e ultimamente mais negativamente, como podem existir pessoas que façam esse tipo de coisa?
E os amigos dessa garota onde estavam que ñ deram suporte e apoio a ela?
Por isso sempre preferi a companhia de animais irracionais!!
Taty, meus amigos também não ajudaram (pelo menos alguns em quem eu confiava muuuuuuuuuuuito).
Um abraço apertado pra vc e a moça que passou por mais bocados.
Só queria saber da menina. Se ela se recuperou, se foi atrás de responsabilizar o PdH, etc.
Ela está tomando as providências e está se cuidando.
Achei que as mulheres quisessem igualdade de gêneros, e ñ se achar superiores. Moral nenhuma para falar de machismo e sexismo sendo que se movem pelo mesmo ideal separatista de gênero. Ta bom que a redatora é tão politicamente correta assim, sendo que retrata sobre a vida intima de seus parceiros sexuais. E daí que ele a achou gorda(ele ñ citou nomes como a autora do texto o fez)? ele nem quis constranger a garota, ele apenas ñ gosta de mulheres acima do peso(ñ vamos ser hipocritas, todos nós apontamos defeitos, e se disser que ñ… eu ja disse, ñ sejamos hipocritas). Antes de apontar o machismo nos outros preste atençao, porque voce pode estar fazendo parecido só que com outro gênero. Serio, nem perde tempo com réplicas e tréplicas, ao menos saiba perceber suas ideias mal revisadas e reflita sobre.
Olha, não tenho mais saco pra trollagem. Get out.
Trollagem é qualquer opinião contrária ao da autora?
Parece que é, já que da mesma forma que autora criticou veementemente o PdH, o leitor criticou a postura agressiva do post.
Não, a sua opinião foi contrária à minha e eu não acho q foi trollagem. Já respondi, aprovei, etc.
Fica uma dicona, Pedro: há coisas que eu vejo e sei que você não tem a menor ideia.
Leticia: eu não preciso de “dicona”. Eu preciso de informação.
Porque todos meus comentários foram baseados nos seus argumentos, tanto no post, quanto nos comentários (aqui e PdH).
Até agora, seus argumentos pra relacionar um problema real (da menina citada na Cabana), com o texto do Alex, foram insuficientes.
As conclusões que você teve, que tentam soar como obvio ululante, não fazem sentido. A linha de argumentação até agora foi “Não gosta de queijo? Então porque roubou minha bicicleta”.
Ou você está omitindo informação, ou suas conclusões e “certezas” são tomadas sobre suposições nada embasadas.
Tá. Eu não preciso convencer vc.
“ele nem quis constranger a garota, ele apenas ñ gosta de mulheres acima do peso”
Não, sério, você deve estar se referindo a OUTRA história né.
Porque isso que você escreveu EM NADA se assemelha ao bullying sexista patrocinado e reiterado por uma empresa.
SE ele houvesse se limitado a enunciar sua frustração da forma como você colocou acima: “não gosto de mulheres acima do peso”, provavelmente o constrangimento teria sido bem menor. [que "peso"? OMG...]
Mas… você leu o(s) post(s) né, pra vir comentar aqui…
“O que eu encontrei foi a decepção em forma de mulher”. Daí pra baixo. Por meses.
Deixou publicado MESMO DEPOIS de pedidos para tirar do ar, sabendo que ela era molestada a partir daquela publicação.
TRATA-SE DE CONSTRANGIMENTO E BULLYING consciente porque, no mínimo:
1º) Se ele quisesse resolver seus sentimentos fortemente contraditórios, ao invés de tentar justificar sua sordidez e falsidade (sim, ele CONTINUAVA com ela) difamando a moça (ah, ela é que é culpada… os amigos apoiam – ela é que não “se cuidou” – e, tudo resolvido) num grupo (em que ela é conhecida, aliás), ele procuraria uma terapia para resolver as frustrações DELE, as idealizações DELE, as contradições sentidas por ELE, as limitações DELE.
2º) MANTEVE PUBLICADO o conteúdo injuriante, mesmo quando não tinha mais desculpas para dizer que “não sabia” de seu caráter vexativo:
a) ela SOLICITOU, informando que se sentiu exposta e ofendida;
b) soube que seus amigos estavam praticando bullying contra ela a partir de sua publicação.
Comentando algo à parte do que você mencionou, uns 2 anos atrás eu ria muito dos post do Silvio sei lá o que. O blog dele “búfalo reprodutor, pálido” me parecia só uma brincadeira hahaa
acho que não tinha nada a ver na época alguém “retuitar”. Aparentemente era só uma brincadeira, até que as coisas viraram :( Mas eu achava mesmo engraçado ele falando “jogar na cara” “arrebentar”, aquelas palavras estranhas dele.
Juro que mesmo que eu não pensava em concordar, só rir mesmo do que ele falava de metrossexuais, feministas e etc. (isso é concordar?).
quanto ao PdH… tem coisa legal, mas o que tem de chatice lá não é pouco. E pior, gente que se acha o “macho” alfa só porque tah lendo ehehehe
até + e espero que não pense que eu sou um machista só pq eu ria do blog do Silvio lá em 2010, quando tudo parecia, pra mim, ser só um blog de textos inúteis e pseudo-bem escritos ahaha tem muito jogo de aparência lá mesmo….
“É preciso lembrar que a luta é de todas nós”.
Julgo ser esta o principal problema do feminismo, achar que o feminismo é uma luta apenas de mulheres, anular todo trabalho e apoio de feministas machos. Todos sofremos com o machismo, homens e mulheres. O feminismo não é o conceito de que o modelo ideal de civilização é um em que a mulher seja igual aos homens, ou, para os que melhores entendem o feminismo, um conceito de mulheres devem ter os mesmos direitos sociais e econômicos que os homens, mas que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos. Porque pensar da primeira forma já coloca o homem em um patamar ideal o que as mais honestas admitirão que não é. O machismo é opressão também aos homens e eles também não percebem isso assim como muitas mulheres machistas. Machismo é um sexismo, e, como tal, cria modelos pré-definidos e muitas vezes dogmáticos, fundamentalistas, para ambos.
Eu fico muito decepcionada quando vejo discurso de feministas (não do feminismo, pois feminismo não discursa, ele só estipula as premissas lógicas) ignorando a situação dos homens feministas e não feministas em suas bandeiras. Mesmo sendo não feminista, ou seja, necessariamente sexista, partindo da premissa de que o modelo ideal é o feminismo, ele também sofre com a não-liberdade imposta pelo machismo de não ser ele mesmo, de não figurar uma identidade própria.
Eu me vejo tendo também que criar um blog esmiuçando esse problema que me incomoda de verdade. Discordo dessa máxima, totalmente discutível, de que mulheres machistas não são responsáveis por seu machismo, enquanto os homens machistas são! Isso acaba sendo um sexismo negativo para ambos, pois, pressupõe que somos inocentes demais para um pensamento analítico enquanto homens têm a responsabilidade de serem conscientes do valor ou não do machismo.
Para deixar claro que não foi apenas crítica negativa, o texto elucidando sobre o papel do PdH tem seu valor nesta parte e também na discussão sobre o texto do Alex. No fim, fiquei ainda do lado dele (não do PdH). Talvez eu mude de posição. Veremos…
É bom separarmos os feminismo, algo muitos simples, das ideias de feministas. Elas podem ser nada feministas, at all.
Keli, sério?
Sendo o feminismo um movimento que luta contra a opressão do machismo e patriarco não faz sentido que nos refiramos a nós mesmas como TodAs, e não TodOs, só porque existem homens também no movimento (que são minoria)? Isso não quer dizer que a Letícia anulou todo o apoio de “feministas machos”, entendeu?
Confiram o expediente do Papo de Homem. Parece uma grande multinacional. Tem diretoria, gerência, coordenação. Todos homens, claro. Sem problema, afinal é um site para homens. Mas a babaquice dos cargos é inegável – impressionante o número de editores sem repórteres e gerentes sem gerenciados. Lá embaixo, aparecem as mulheres: uma “assistente administrativa” , uma “colunista de estilo”, uma cozinheira e duas “mãezonas”. Ou seja.
Não vou nem comentar o custo do post patrocinado e quanto eles repassam pros colaboradores…
“” Leticia , eu sei q vc tb é gorda (Eu tenho a ultima Trip em casa) E não tenho problemas com nada disso … Mas ainda não sei qual é a opinião dos homens gordos a respeito de td isso … Não vejo nenhum deles aqui … Mas vejo o que acontece com eles tb … Então minha duvida continua … Humanismo ou coitadismo ? Pq vejo como mulheres gordas desprezam homens gordos pra ficarem com caras como eu … Magros . “” (Mt evoluido bloquear meu comentario no face, mostra maturidade … rs)
Paulo, você é algum tipo de stalker? Está bloqueado lá, vai ser bloqueado lá.
Não … Não sou nenhum tipo de stalker … Só curti (ou curtia) o seu blog … Mas vejo mt vaidade verborrágica e pouca auto-aceitação distribuindo odio oriundo de frustrações pessoais pras pessoas q tb clicaram em curtir no seu face … Qnd a vaidade virtual diminuir as soluções vão começar a aparecer … Mas imagino que vc ame td essa atenção … Nada como um bom “gatilho” pras pessoas se mostrarem como realmente são …
Não distribua tanto ódio pessoal na rede … Não é pra isso q as pessoas estão lendo seu blog . Boa sorte .
Vc deveria mudar o titulo do tópico para ” Papo de babacas SEM homens “
Obrigada pela análise. Me fez economizar R$ 300 de uma sessão.
Letícia, o texto é uma resposta raivosa a uma situação delicada, mas não relacionada com o texto do Alex. Misturou as bolas pra despejar preconceitos e interpretações tendenciosas. Passou longe de ser minimamente razoável.
Exemplo: qual o problema de apelidarem o escritório deles de QG? Quartel general é um termo originalmente militar, mas adotado a bastante tempo pra descrever o escritório central de uma empresa. Ex: o quartel general da Coca-Cola fica em Atlanta. Faz sentido pro PdH usar o termo, já que muitos colaboradores são remotos. Mas uma vez usado no PdH, implacavelmente é rotulado como uma escolha machista…
O texto é um exemplo clássico de trollagem, pra trazer visibilidade à sua causa. No caso, o descaso do PhD com a menina. Mas que não agrega muito ao debate sobre feminismo, já que mistura fatos claramente desconexos. Faz isso, como se tudo no PhD fosse parte de uma conspiração misógina.
Pedro, sabe uma expressão que também é muito, muito usada? “Culhões”, pra se referir a ter coragem. Pq se usa um órgão masculino pra isso? Você pode até não ter atentado, usado bastante (eu já usei muito), mas a palavra é machista. O fato de VOCÊ não fazer a ligação entre as coisas não quer dizer que ela não existe.
Sobre QG, especificamente, acho uma palhaçada, parece garotão brincando de Comandos em Ação. O ~QG~ é uma redação. É a sede da empresa. E sim, quando escrevo sobre uma corporação eu não uso QG, uso “sede”.
Eu não acho que o PhD faça parte de uma conspiração misógina, mas tenho absoluta certeza de que se trata de um site machista, reaça e elitista.
Só um detalhe: minhas críticas ao texto do Alex existem, eu as apontei, e continuo reafirmando.
Eu não preciso de “visibilidade à minha causa”. Se eu tivesse só escrevido sobre o bullying na Cabana eu já teria tal visibilidade. Mas, cá pra nós, qual seria mesmo o problema de eu ter visibilidade?
Oi Letícia, respondo cada parágrafo na sequencia acima, pra ser mais claro.
Sei que o termo “colhão” (a grafia correta é essa) é usado pra designar coragem. Não entendi porque você assumiu que eu não saberia a correlação. Agora me diga: por que a expressão existe, ela é machista? A expressão “a pessoa tem peito” é também usada pra designar alguém com coragem. Peito, no caso, remete a seio, símbolo feminino. No caso, introduzido na revolução francesa com a figura da Liberdade. Agora, alguém que fala “fulano tem peito” é tão “preconceituoso” quanto quem fala “fulano tem colhões”?
Sobre o termo QG: o fato de VOCÊ fazer a ligação entre o termo e “Comandos em Ação” não quer dizer que a ligação faz sentido. Isso é simples birra pessoal. Se você prefere “sede”, outros preferem “QG”, que é um termo equivalente.
Sua absoluta certeza que o PhD é “reaça”, machista e elitista: eu só concordo com o elitista. Sobre a parte machista: eles podem escorregar aqui ou ali nos posts. Mas eles tentam. Digo, a empresa. No caso da Cabana, é um ambiente PRIVADO. Igual é o clube Pinheiros, ou sua mesa de bar. A mesma onde você descreve por A + B a sua intimidade.
Sobre as criticas ao texto do Alex: eu não discordei delas em nenhum momento. Eu discordei da linha de argumentação que você tomou: colocar o texto dele como um “tapa-buraco” pro problema da menina citada no Cabana. Você acusou, sem nenhuma prova disso. Pessoas, que como eu, são simples leitores de ambos, viram sua reação como leviana.
Por fim: visibilidade, a qualquer preço, tira sua credibilidade. Hoje você tem ibope, mas os argumentos não justificam suas acusações. Digo novamente que minha critica foi você tentar associar o problema da Cabana com o texto do Alex. Isso não tem o menor embasamento, mas você usou isso de forma suja pra defender seu ponto.
Pedro, você pode ser responsabilizado pelo q diz na mesa de bar ou no Clube Pinheiros.
Ok?
Chega, sério mesmo.
E eu não busquei visibilidade. Eu não fiquei mandando o texto pra mim pessoas, como o Alex fez com o dele. Eu tuitei e postei no Facebook, coisa que eu faço com qualquer post. Se atingiu visibilidade é pq a história é MEDONHA.
Você é responsável pelo o que diz no Pinheiros ou mesa de bar. Mas o fato de um conselheiro dizer algo machista, não significa que o clube é.
Você está sendo contraditória quanto a buscar ou não visibilidade. Você buscou sim (apesar de negar na última resposta), o
que é legítimo (assim como você disse na primeira resposta). A história da menina no Cabana parece sim ser de extremo mau gosto. Mas a real razão do seu ganhar tamanha visibilidade foi o grau de trollagem no forum do PhD, no post-resposta, e neste forum.
Além disso, qual o problema do Alex mandar o texto pra mil pessoas? Ele busca comentários e críticas sobre o texto. No máximo, visibilidade. Qual o problema? E o mais importante: o que tem o texto dele com o problema da menina?
Concluindo: você teve uma reação exagerada, sem nenhum critério. Enquanto as pessoas vem aqui pra babar seu ovo, e te aplaudir, você acha lindo. Se alguém confronta sua falta de argumentos, isso te “cansa”. Resumindo: você quer sim visibilidade
, e não debater um problema. O negócio é trollar.
Pedro, eu NÃO PRECISO de visibilidade. Só disse que, se eu quisesse, não haveria problema nenhum nisso.
Se eu não estivesse debatendo, eu não teria respondido seus mil comentários TROLLADORES. Mas ó: esse foi o último. Vaza.
“Sua absoluta certeza que o PhD é “reaça”, machista e elitista: eu só concordo com o elitista. Sobre a parte machista: eles podem escorregar aqui ou ali nos posts. Mas eles tentam”
“podem escorregar aqui ou ali nos posts”
kkkkkkkkkkkkkkk
Esse é o tipo de pensamento segundo o qual machismo é só mulher com hematoma (ou morta).
Sim, eles tentam.
Eles tentam ocultar a todo custo o caráter estrutural e essencialmente machista da empresa. Inclusive apelando para o subterfúgio ultra-machista: “estamos bebendo” (no clube do bolinha) e não podemos responder. Ou seja, não importa o que você tem a dizer, te ignoramos porque queremos continuar exatamente assim: machistas – e temos licença da sociedade para tanto.
Olá, gostaria de expressar meus sinceros parabéns pela maneira como insistiu nesse assunto e trouxe à luz uma faceta “interessante” daqueles sonsos do PdH, Alex inclusive, cujo pedantismo chega a me causar incredulidade.
Esse negócio de escrever pra Internet é foda – tenho publicado alguns textos de relativa repercussão e fico de cara com a trollagem e a ignorância que surgem nos comentários. Eu só não tenho a mesma paciência que você tem pra responder as pessoas, hehehe, acabo sendo autoritário e deletando mesmo.
Estive lendo outros textos seus e gostei da forma como expõe seus pensamentos. Espero que persista.
Grande abraço!
Liberdade
de
expressão
de
cu
é
rola.
E tenho dito.
?
Eu li o texto do Alex Castro. Apesar de não gostar NADA do PdH (quase nem li quando vi de onde vinha o texto) e de nem sempre gostar muito do que o Alex Castro escreve, eu achei interessante. Achei bem estruturado, acessível para pessoas que não conhecem muito bem a causa feminista, com argumentos simples e lógicos. Mas olha, também fiquei com o pé atrás quando li “Não há nada mais másculo do que ter a hombridade de ficar calado na hora certa”. O pior pra mim foi o veículo, e eu nem sabia dessa história nojenta da Cabana. Eu também tive essa impressão de ler uma tentativa de “redenção” do PdH. Na hora, não dei tanta importância, mas ao ler seu texto, essa sensação voltou na hora, e muito mais forte.
Concordo com a autora em quase tudo, mas um problema: 90% dos homens são assim.
Acho sinceramente triste ouvir perguntas “como ela transa?” depois de contar sobre ter saído com alguém… mas já ouvi diversas vezes.
Também ouvi sem querer sobre o que aquela colega de trabalho faz entre quatro paredes e as peripécias de gente que comeu colega em comum, em tantos detalhes que poderiam virar algum best seller idiota como os dos 50 tons. Casados, gente comprometida, solteiros… toda essa porcentagem de babaca do sexo masculino conta.
Não sou feminista, muito pelo contrário, mas acho que os homens deveriam aprender mais com o Alexandre Pires e sua pérola, o Mineirinho.
Também sei que o inverso existe… mas acho ambos os casos muito triste.
Ivan, se 90% dos homens são assim, falhamos como humanidade.
Desculpe, mas já vi gente em sala de reunião em empresa perguntando se o cara comeu o c…zinho também, como ele havia comido. Além disso, já ouvi gratuitamente todo tipo de comentário [peluda, chupa mal, tem muita estria na barriga, tatuagem feia na bunda]
E olha que, pode parecer absurdo depois de dizer essas coisas, mas não dou abertura pra ouvir esses relatos. Fico imaginando quem dá…
Tudo bem que as ações do rapaz do PdH parecem relatos de fóruns de prostituição, mas tudo nele conspira pra um tipo deplorável de pessoa, já que prometeu mundos e fundos, falou de amor e queria só sacanagem.
Ai, Ivan, que reaça.
Letícia, tendo a concordar com o Ivan, só não saberia dizer se 90%, 85%, 80%, 75%…
Inacreditável como/quanto se insulta mulheres em grupinhos exclusivos de homens. Falam (1) MAL, (2) de forma maldosa (= o envolvimento sexual é narrado detalhadamente de modo a enaltecê-lO e a degradá-lA) , e (3) através de termos pejorativos ultra-sexistas (quase nunca usados em frente às mulheres conhecidas).
Ivan, acho bem legal você não dar abertura para ouvir esse tipo de lixo. Tenho amigos que também passaram a não mais suportar esses grupinhos (com os quais, aliás, muitas vezes a convivência é obrigatória).
Mas não sei o quanto sua postura fica clara para eles através da ação de “não dar abertura”. Já aconteceu de você questionar o(s) cara(s)? (claro, desde que tal atitude não lhe cause mal estar – bem possível)
MASSSSS
A última parte do seu comentário é bem reaça mesmo:
“fóruns de prostituição”
“e queria só sacanagem”
Porque você parece tomar a prostituição em si e a sacanagem (sexual) em si como algo sujo e moralmente condenável.
Pessoalmente, acho que a prostituição feminina (regra) só existe numa sociedade machista/misógina em que a liberdade sexual das mulheres é reprimida e punida violentamente. Mas não acho correto condenar moralmente as mulheres que se prostituem e seu modo de sobreviver. Não se trata de uma questão de moral sexual.
E, quanto à “sacanagem”, ela pode ser ótima, maravilhosa. Sim, você apontou a contradição/ falsidade do moleque, mas colocou a “sacanagem” (sexual) como algo inferior e moralmente reprovável.
Muito bom seu blog, parabéns!
Letícia, desculpe. Eu achei o que ele fez bem desagradável mesmo, achei escroto e imaturo, pra falar a verdade, muito mais pelo fato da garota saber que o texto se tratava dela, ter pedido a retirada inúmeras vezes e não ter sido atendida. Achei isso triste de mais. Porém, o que não se pode esuqecer: era um fórum restrito, ele não citou nomes e pediu ainda para que os “amigos” que tivessem adivianhado quem era, tivessem a decência de não contar para ngm. O fato dele ter acabado com a garota foi mesmo ridículo, mas ele falou das suas exepriências sexuais sem deixar claro de quem estava falando assim cm vc, que fez até mesmo um blog aberto a todo público para isso, um blog, aliás, que foi amplamente divulgado. Não estou dizendo que vc agiu errado: a liberdade é sua, os homens nunca foram identificados, tenho certeza que vc não escrachou ngm. mas vc fez o mesmo. Ele fez isso em um fórum restrito e tbm, sem dar nomes aos bois. Ele errou em ser um escroto cretino em detalhar tantos fatos e em após a garota ter pedido para ser tirado do ar, não ter tirado.
Agora, eu não vejo cm o que um membro do site faz em um fórum fechado possa ser um cheque mate em toda uma equipe redatora. Era a opinião DELE fora do ambiente de trabalho, não tem a ver com a empresa. O texto sobre machismo foi super bem escrito e já vi a Papo de homem fazendo textos muito bons sobre estupro, machismo e etc. Aliás, o texto escrito nem tem ligação com essa pessoa que vc criticou!
Não estou dizendo que o que o cara fez foi legal. Foi ridículo. Mas acho que é o mesmo que dizer que vc nao pode ser feminista pq escorregou e chamou uma garota de vaca num momento de raiva. Pior ainda, qdo outra garota, q nao foi vc, disse isso e vc ficou com a mesma fama só por estar perto.
Dayane, pra mim, uma pessoa que chama a outra de vaca (é típico de slut shaming), está tendo uma atitude machista.
No texto eu exponho alguns trechos do discurso q considero machistas. Você pode discordar; muita gente engajada na militância o fez, aliás.
Mas me comparar ao editor do PdH é grave. Primeiro porque eu nunca me referi aos caras que eu saí dessa maneira. Segundo, porque ninguém, a não ser o próprio cara, conseguiu identificar de quem eu estava falando. E foram uns 28 homens cujas narrativas entraram no blog. Então são duas coisas bem diferentes.
E sim, o site é responsável pelo que é postado ali. Não é uma mesa de bar. È o site. Numa área em que as pessoas pagam para acessar. O cara continuou namorando a menina. A redação inteira do PdH sabia. Os chefes sabiam. Ela pediu durante meses pra tirar do ar. Não foi atendida.
Bom, mas tudo isso tá escrito nos textos.
Letícia, nem precisa aceita esse comentário se não quiser… Mas isso que você falou “E, se alguém apontar o erro, que tal admitir e não responder uma bobagem?” caberia bem como resposta ao seus chiliques cis tears. Na boa, adoro teu blog, mas até hoje não me desce da garganta o seu chilique de “não sou cissexista, olha aqui o que eu fiz”, que foi BEM parecido com o que o Alex fez. Sim, vou desenterrar esse assunto porque né? É algo que até hoje me faz pensar 10.999.9999 vezes antes de ler teus textos. De resto, o texto tá ótimo.
Então, sobre esse assunto… *suspiro*
Não acho cissexismo, mesmo. E inclusive acho o termo equivocado. Eu não sou transfóbica e todo mundo sabe disso. Mas eu não irei (até pq é impossível) agregar tooooooooodas as diferenças individuais e subjetivas que existem. Eu falo como mulher cis e hetero. Meus textos se resumem a isso. Porque é o que eu conheço. Por favor, menos má vontade, sabe?
Bem, sempre aprecio contrapontos de qualquer tipo de ondas na Internet. Devo até lhe dizer que li antes o seu texto antes de ler o do PdH. Achei alguns pontos do seu post bons, concordo com essa sua afirmação de que já estão aparecendo alguns homens feministas só de aparência. Mas acho cedo demais essa sua atitude sabe? O PdH atingiu a mensagem do feminismo do que muitas feministas radicais atingiriam em seus meios, acho que mesmo falando de alguns casos sérios. Atingir uma falha de um Adm de um fórum em especifico e crucifica-lo por não deletar posts foi longe demais!
Não consigo entender como vocês querem atingir um mundo igual por direitos sendo que saem martelando na cabeça das pessoas que tentam passar a mensagem…
Eu tenho que agradecer, então? Subserviência não é comigo.
claro que não é contigo. Nada é contigo! Então, para de se sentir perseguida, por ser apenas mais uma gorda com problema de autoestima!!
gente, sério que você não conseguiu interpretar UMA frase? gizuis.
Então, Rafael, entenda que a prática social da misoginia mascarada por um discurso “feminista” tem efeitos piores, na vida das mulheres, do que a prática da misoginia que se assume como tal.
Estou simplesmente de acordo com tudo que disse, repugnante o que fizeram e principalmente como o fizeram.
Acho sua crítica válida. A exposição da garota deve ter gerado muito sofrimento e espero que ela consiga superar tudo isso. Foi uma babaquice o que o tal rapaz e creio que houve falhas na condução do processo por parte do administradores do site.
O tom da sua crítica todavia, soa como vingança. Vc novamente expõe a garota (que tenha ou não a autorização dela isto é indiferente) e não muito diferente do que a mídia brasileira faz simplesmente para ter audiência. Sinto um pouco de rancor na sua fala, ok vc odeia os caras do PDH ficou bem claro, mas, seguir uma linha de argumentação desta só faz sua crítica soar vingativa e não construtiva como eu creio que deveria ser.
Hum rum. Tudo recalque, pq mulher é sempre movida por sentimentos ou hormônios. Nunca por… inteligência!
“Sinto um pouco de rancor na sua fala”
Bom, cara, o que você sente é um problema seu.
Agora, as publicações da Letícia demonstram-se fundamentadas numa sólida coerência lógica e ética.
As pessoas que combatem os tipos tradicionais de opressão frequentemente são atacadas através do termo “RANCOR”.
Será mesmo que “rancor” é o motor das ações/vida de todos os militantes anti-misoginia, anti-racismo, anti-homofobia (etc.)?
Não. Trata-se de mais uma tentativa de desqualificação – na falta de argumento – destas pessoas.
Olha, Marcos, o seu comentário é bastante construtivo, no que tange à construção e à reprodução estruturais do machismo.
É que o machismo e a misoginia não logram sobreviver apenas a partir dos discursos/práticas boçais a la mascus/silvio koerich. Necessitam também de uma apresentação “suavizada” – a qual se encarrega da minimização da violência de gênero.
É assustador uma pessoa (no caso, do sexo masculino) ter acesso a todas as informações publicadas aqui (porque foram OMITIDAS pelo PdB, que MENTIU reiteradamente) e continuar encobrindo o caráter violento e misógino do PdB.
“A exposição da garota deve ter gerado muito sofrimento e espero que ela consiga superar tudo isso”
Uau! Fiquei “tocada” pela benevolente comiseração! Só que não.
“Foi uma babaquice o que o tal rapaz”
(Oh, expressou o coração de Marcos sua benignidade sem fim, sensibilizando-se com um “rapaz” que, CERTA VEZ, fez-se babaca). Só que não.
Não se faz necessário reescrever o já registrado nesta página. Evidentemente, a violência praticada pelo moleque vai muito além de mera “babaquice”.
“falhas na condução do processo por parte do administradores do site”
Interessante. Suporte EMPRESARIAL deliberado a bullying misógino, durante mais de 240 dias, transmuta-se, nesse discurso “de paz”, em meras “falhas na condução do processo”.
A condescendência com a violência de gênero (a qual, no caso, alcançou grau hediondo, produzindo uma tentativa de suicídio) pagando de bom-mocismo.
E, claro, necessário concluir a lógica misógina (da qual é parte fundante o discurso “benevolente”, menosprezador da violência sexista) apelando ao repertório clichê das acusações machistas. Assim, a crítica da Letícia seria “vingativa”, rancorosa e, por que não, sensacionalista. O foco da questão, que “ficou bem claro” para o Marcos, é que a Letícia “odeia os caras”.
Não, Marcos, você NÃO ENTENDEU qual é o ponto central levantado pela Letícia. Ou pior: age, tal como os membros do PdB, estribado em repugnante desfaçatez.
Li alguns textos do seu blog e fica como crítica que você pode querer ouvir ou não que você escreve de uma forma muito confusa, eu fico mais tempo tentando entender o “enredo” do que o conteúdo. E acho que isso acaba tendo uma repercussão ruim, pelo menos no meu ponto de vista, pois você fica depois se “esguelando” para explicar o que quis dizer, e aí continua confuso e novamente você posta outro texto sobre o assunto..
Sobre o conteúdo do texto, acho algumas coisas:
1) o Papo de Homem é um blog machista e idiota sim, e de vez em quando tem alguma postagem interessante, o que eu acho que não tira a validade do texto.
2) não conheço o Alex, nem as suas contradições e hipocrisias, mas o texto que ele escreveu sobre feminismo é um bom texto, tem os seus erros e eu discordo em alguns pontos, mas ele traz de forma muito clara e muito sucinta várias respostas que todas nós queremos ter na ponta da língua. Ele conseguiu escrever de uma forma eficaz que a maioria de nós feministas não consegue.
3) a história dessa garota é terrível e me deixa muito triste que isso tenha acontecido com alguém. E era óbvio que iria acabar vazando, afinal até parece que lá é um espaço de conversa entre amigos íntimos..
para concluir, eu sei como é não conseguir ponderar as palavras quando se está argumentando, eu sofro muito com isso. Mas quando a gente consegue tirar a arrogância do nosso discurso, mais gente irá nos ouvir e refletir com o que temos a dizer.
Julia, eu até ia responder seu comentário, mas olha… se você não gosta do estilo do meu texto, o q vou fazer? Mudar totalmente o jeito de eu escrever para agradá-la?
Obrigada pela resposta, Letícia! :)
Cara, será que é TÃO DIFÍCIL ASSIM pras pessoas lerem todos os comentários antes de querer discutir? Poxa, a discussão do post CONTINUA nos comentários, essas pessoas precisam de uma aula básica de internet. Quão prepotente é a ideia de que a sua opinião sobre o texto é tão única que você sequer precisa ver se ela apareceu antes nos comentários…Letícia, você é completamente heroína em conseguir ler com atenção tanto comentário repetindo as mesmas coisas. Dá vontade de fazer um infográfico pra ver se a preguiça (pra ser legal e não chamar de má-fé) das pessoas de ler (e reler) texto E comentários diminui um pouco. Se eu cansei lendo tudo, imagina você lendo tudo e tendo que responder tudo. Um abraço pra ti, um capuccino pra esquecer um pouco desse mundo podre e outro abraço por ter um estômago 999x mais forte que o meu.
Raquel, a gente acostuma, cria uma couraça, sei lá.
“Só há duas maneiras de um homem me fazer feliz: me comendo ou me oferecendo um trabalho bem remunerado. De resto, eu não PRECISO de homem nenhum, especialmente para ser FELIZ (essa é uma busca só minha).”
Palmas a toda a sua eloquência!!! Muito linda essa frase sua!!! Só que não, né… Se homem fosse afetado poderia dizer: Ai Meu Deus, quer dizer que você está falando que homem só serve para transar com mulher e oferecer emprego??? Que Ultrajeeeeeee!!!
Qual seria a sua posição se lesse no PdH isso?:
Para uma mulher me fazer feliz é só dando pra mim ou trabalhando pra mim…
Além disso, porque nós mulheres não focamos mais em alcançar nossos direitos do que ficar criticando os outros? O Alex cometeu um erro… Normal…
Tudo bem que existiram esses diversos problemas que a senhora pontuou muito bem… Mas para que ficar fazendo associações, correlações e mimimis de autores diferentes e histórias diferentes? Tu lê qualquer revista que goste e concorda com todos os colunistas?
Eu acho que um pouco do problema do machismo é que tem muita mulher que não tem compaixão o suficiente pra entender que existem homens diferentes e homens que tentam não ser machistas… Vamos ajudar eles e não meter a história de alguém nada a ver junto com a história de alguém que foi escroto…
É a mesma coisa que correlacionar alguém que escreve um texto sobre não ter preconceito com alguém que fala que é homofóbico só porque os dois escrevem na mesma revista…
Existem diversos tipos de homens… Se fosse o caso de mostrar a incoerência do PdH bastava apenas pontuar um e falar do outro como argumentos para definir o ponto principal e não criticar ambos, os dois, todos, qualquer um. Dessa forma o seu texto seria muito mais justo e claro. Afinal, o que a senhora quer dos homens para te fazer feliz?
(Não vale dizer: Ser comida ou Bem Remunerada…)
Eu não leio revistas cuja linha editorial não me agrada. Então, não existe MEIA crítica.
Eu de fato não acho que NINGUÉM “precisa” de outra pessoa para ser feliz. É o que eu prego, sempre.
Rafaela
Você demonstrou pressupostos machistas na analogia que fez a partir da fala da Letícia.
Letícia disse:
“me comendo ou me oferecendo um trabalho bem remunerado”
Sua analogia:
“Para uma mulher me fazer feliz é só dando pra mim ou trabalhando pra mim…”
Você pressupôs que o homem é sempre o patrão. Uma analogia não machista seria:
Só há 2 maneiras de uma mulher me fazer feliz: “me comendo ou me oferecendo um trabalho bem remunerado”.
Ahahahah eu nem reparei nisso! (tinha 50 comentários para moderar e confesso q às vezes faço uma leitura dinâmica.)
“para que ficar fazendo associações, correlações e mimimis de autores diferentes e histórias diferentes?”
1) Não, Rafaela, análise sistemática não é “mimimi”.
A Letícia demonstrou correlações REAIS existentes na empresa PdB.
2) os conceitos de “estrutura”, “sistema” e, claro “empresa capitalista” seriam um bom começo para compreender o que a Letícia escreveu.
“Alex cometeu um erro…”
3) São muitos os pontos questionáveis no conjunto das atitudes e publicações do Alex.
Você tem algum problema com crítica?
“Eu acho que um pouco do problema do machismo é que tem muita mulher que não tem compaixão o suficiente pra entender que existem homens diferentes e homens que tentam não ser machistas… Vamos ajudar eles”
4) Quer dizer que o machismo se deve (também) às mulheres… porque lhes falta compaixão…
Olha, Rafaela, se você quer agradecer de joelhos a cada homem que SE DIZ feminista, fique à vontade. Só que aí VOCÊ está sendo machista. Por que não tem a mesma compaixão com as mulheres feministas?
5) Você faça o que quiser, só não venha dizer que todas as mulheres DEVEM ter tal atitude “maternal” (aliás, machista) porque senão fortaleceriam o machismo.
6) Conheço alguns homens feministas e os admiro, principalmente quanto à COERÊNCIA DISCURSO-PRÁTICA. Mas de forma alguma penso que seja uma “benevolência” deles, ou um “favor” às mulheres.
7) Se falamos de pessoas que defendem a igualdade, ser anti-machista (=feminista) é obrigação de homens tanto quanto ser anti-racista é obrigação de brancos.
8) Você quer “ajudar” o Alex, “eles”?
OK.
Corrigindo o meu comentário anterior e ainda indagando sobre se a frase fosse lida no blog: “Só há 2 maneiras de uma mulher me fazer feliz: “me comendo/dando para mim ou me oferecendo um trabalho bem remunerado”.
Ainda me soa um pouco fucked up… Mais pode ser só eu mesmo…
1) Independente de como você decide chamar, conceituar ou qualquer coisa do genêro: Associações são bem vindas, mas cautela quanto a elas também. Não questionei o ato de associar, mas o de relacionar uma atitude positiva de alguém com a negativa de outro apenas pela empresa.
(Independente dos problemas de comunicação que isso gera, a incoerência que denota, os motivo e etc ainda me parece injusto com uma PESSOA)
2) Obrigada pelas dicas (acredito que conheça os conceito), apesar de ter achado que se tratou mais de carteirada do que boa vontade.
3) Posso estar errada, mas até onde sei são com erros que se aprende e, com certeza, fica muito mais fácil de aprender quando alguém auxilia do que critica com veemência (Deixando bem claro: Auxiliar é característica positiva de qualquer gênero e não uma interpretação sua quanto a atitudes maternais ou não)
4) Compaixão é nobre no ser humano e não tem nada a ver com ter que agradecer ou não aos homens. Mas sim, acredito que é melhor alguém que tem a intenção de promover uma mensagem positiva (no caso da igualdade promovida pelo feminismo) do que alguém que é machista por ignorância ou não.
Machismo não denota inferioridade do sexo feminino? Aonde que pedir compaixão (após ver uma falta de compreensão na intenção do rapaz) é inferioridade? Temos sempre que revidar e mostrar força para nos mostrarmos iguais? Não existem práticas e ideias negativas a serem descartadas, como a de oposição?
Porque não demonstrei compaixão com a autora do texto (e não feministas em geral): Atacar um texto positivo (apesar de conter erros) com a premissa da “índole”/incoerência de um blog com um emanharado de textos de diversos autores e criar uma associação deturpada com alguém que machucou uma garota por ter sido escroto/ignorante/qualquer coisa me parece injusto demais… Visto que não foi o autor do texto em questão quem atacou ninguém
5) Não confunda atitude maternal com ajuda. Você provavelmente tem muito conhecimento quanto as iniciativas, história e ideologias feministas e apenas por isso digo de ajudar quem não entende. Você poderia ser um homem, uma arvore (se arvores pensassem) que a ajuda seria tão positiva quanto. Não dá para entender o que as pessoas falam se a gente só entende com os nossos olhos (e sim é possível levar em conta diferentes abordagens na hora de ler algum comentário) …
6) Também não acredito nisso. Você supos o que quis supor.
7) Quanto ser humano e esquecer de que lado está para poder ajudar o próximo também.
8) Quero ajudar nós. Não denoto “eles” aos homens pois não são inimigo e nem separados do que acredito… Você já deve ter lido texto do Le Bon e, se o fez, entende muito bem o conceito de massas e a maneira de pensar e os perigos disso.
9) Quem se define se limita… Acreditar nos ideais feministas e propagá-los é ótimo, mas usar isso como forma de se distinguir dos outros e gerar definições como “eles” denota uma clara posição de oposição e não de igualdade na resolução do tema discutido.
Não estou fazendo o discurso “sou humanista”, mas o assunto e a posição discutida não podem ser olhados e interpretados sempre com o olhar de oposição… Não somos inimigos aqui.
1)
a) Não, não é independente, pois nomear é um ato de poder; você mesma deturpou a análise da Letícia desqualificando-a como “mimimi”.
b) “apenas pela empresa”… já expliquei minha posição na observação nº 2 (os conceitos de “estrutura”, “sistema” e, claro “empresa capitalista” seriam um bom começo para compreender o que a Letícia escreveu)
NÃO, NÃO é injusto, por todas as razões explicadas detalhadamente nos posts e comentários.
2)
a) De nada – apesar de seu agradecimento parecer irônico; evidentemente os conheço, senão não os utilizaria.
b) Você é livre para achar o que quiser.
c) “Boa vontade” é um pressuposto seu, não meu. Já que assim é, faltou (e muito) “boa vontade” da sua parte para compreender a análise da Letícia.
3)
a) somente há possibilidade de se aprender com erros se, antes de tudo, ele for RECONHECIDO pelx autor/a.
b) não é possível estabelecer de antemão qual tom de crítica será mais eficaz quanto ao reconhecimento do que se critica. Faz-se necessário verificar a situação concreta.
c) uma breve análise de seu discurso é suficiente para compreender que você parte de certos pressupostos generificados (não necessariamente associados a corpos de mulheres ou corpos de homens):
- “mimimis”; “ficar criticando os outros” – acusações pejorativas e machistas, comuns quando uma mulher é assertiva e crítica;
- “O Alex [homem] cometeu um erro… Normal…” – então por que não coloca o que você vê como “erro” da Letícia como “normal”?;
- “tem muita mulher que não tem compaixão” – aqui você expressa claramente, não se refere a homens. Por que as mulheres deveriam ter mais “compaixão” que os homens? WTF?
- O “problema” do machismo é… o machismo, e jamais a “falta de compaixão” das mulheres (que colocação mais non sense…);
d) “Vamos ajudar eles”. Primeiro, isso é uma agenda SUA, só sua; segundo, você subestima a capacidade dos homens – aqueles que se dispõem a praticar o feminismo (e não apenas usar um discurso feminista, e na prática proteger amigos que cometem violência sexista) têm plena capacidade intelectual e crítica.
4)
a) VOCÊ acusou as MULHERES de falta de “compaixão” (que, como já disse, é um valor SEU, e está na SUA agenda, só SUA). Só agora coloca como qualidade “humana”.
b) Entenda que é você que acha o “rapaz” bem-intencionado; a argumentação aqui aponta justamente para a contradição entre um discurso aparentemente “bem-intencionado” e a conivência com a violência misógina.
c) Como já afirmei, penso que seja PIOR para as mulheres um discurso feminista acobertando atitudes machistas e misóginas, do que um discurso anti-feminista aberto – convenhamos este último é bem mais sincero.
d) Perdoe-me, mas acho realmente pueril a separação radical que você coloca entre “compaixão”/”ajudar”/ “positivo” e “mostrar força”/ “negativo” / “oposição”. E também um discurso que reproduz excessivamente valores cristãos (uma opção bastante pessoal) – os quais não agregam na luta contra o anti-feminismo, a desigualdade de gênero e a violência sexista.
e) Se você verdadeiramente atribui compaixão indistintamente a homens e mulheres, e não exige mais destas, seria interessante você ensinar lá no PdB ou no testosterona a “compaixão” pelas mulheres, atingidas pela desigualdade de gênero.
f) Seu entendimento destas análises como “associação deturpada” e “injusto demais” advém, a meu ver, da falta de compreensão relativa ao que já coloquei no número (2)
5)
a) É “maternal” na medida em que culpabiliza as mulheres por não se esmerarem em tal atitude;
b) quanto a “ajuda”, vale o que escrevi no item (4-d)
6)
Não, não supus nada; eu deduzo/induzo isso através da análise do SEU discurso.
7)
a) Novamente, “ajudar”… vide item (4-d).
b) Ao colocar nestes termos – “de que lado está” – você é que está separando as pessoas exclusivamente pelo “sexo biológico” (conceito já extensivamente problematizado nos debates feministas); Meu entendimento é contrário ao seu: vejo distinção entre pessoas que têm ou não coerência entre discurso e prática de igualdade social.
Repito: se falamos de pessoas que defendem a igualdade, ser anti-machista (=feminista) é obrigação de homens tanto quanto ser anti-racista é obrigação de brancos. Não é nenhuma “ajuda”.
8)
Evidentemente, referi-me ao Alex e ao PdH, que felizmente não representam todos os homens do mundo.
9)
Então seu discurso é extremamente contraditório, pois você mesma traçou definições rígidas aqui, aliás, bastante maniqueístas, mas já expus isso ao longo dos itens. Inclusive tentou colocar seus valores cristãos como superiores (e isso realmente me enoja)
Thata,
Vou tentar deixar isso aqui sucinto:
1) Foi descuido meu nomear de “mimimi” e não vai além disso. Desculpe se pareceu.
2) Se não foi uma tentativa de se engrandecer tudo bem.Desculpe pela má interpretação.
3)
a) Reconhecer erros pode acontecer sem que alguém dê um anuncio sobre.
b) Discordo disso. Quando se lê algo de outro é mais prudente tentar entender as diversas interpretações possíveis. Mas isso eu que digo.
c) Não precisa analisar para entender isso. Eu falei isso praticamente. E não entenda como falta de capacidade ou de conhecimento de causa. Você escolhe dizer que existem diferenças complexas entre o que você diferencia e isso você faz.
- Comuns quando ALGUÉM é crítico e assertivo DEMAIS.
- Acredito que já tenha explicado isso.
- Thata, eu não estou escrevendo sobre mulheres x homens aqui. Toda a justificativa que dei parte do pressuposto da minha visão (é claro) que como você mesma interpretou: Não vê grandes diferenças como você. Por isso é importante entender a conotação do texto antes de criticar a posição.
- O problema do machismo por definição é o que disse. Não complete sentenças como você quiser. Não associei que a falta de compaixão seja o problema de TODAS as mulheres do mundo, e sim de algumas. Como acontece no caso de ALGUNS homens também. Será que eu que estou generalizando mesmo? Até aqui me pareceu o contrário por essas suas associações indevidas.
d) “Vamos ajudar eles”. É claro que é posição minha, afinal fui eu que escreveu não? Só porque é minha quer dizer que não pode ser levada em conta? Você já definiu tanto as suas “crenças” que se sente a vontade de descartar uma posição claramente oposta a sua?
Ajudar pressupõe alguém que precisa de ajuda. Até o momento estava falando de “Alguns” homens que não entendem a causa certo? Logo ajudar significa para alguns homens que nao possuem a capacidade que vocêrse referiu e não de TODOS os homens Thata.
4)
a) Eu acusei ALGUMAS MULHERES Thata. E claro que só depois coloquei como humana, porque só depois conclui o que pensava. Se você desconstrói o que escrevo como bem entende isso causa uma falta de coesão. O texto é um todo e não partes dissociadas. Eu tenho liberdade suficiente para pontuar algo em um ponto e completar mais a frente.
b) Entenda que é você que acha o “rapaz” bem-intencionado; em um ponto sim. Não quero crucificar ninguém por algo do tipo. (Só para usar expressões que remetem ao seu achismo quanto a minha religião)
c) É difícil ter integridade em todos os discursos, mas você não preferia que o rapaz entendesse a sua incoerencia e acabasse defendendo de verdade o feminismo com integridade? Se focamos no erro só achamos mais erros e não contribuímos com nada.
d) Tudo bem, você pode e deve achar o que quiser quanto a isso. Mas acredito que levou para um lado fora do contexto e acabou mais julgando do que sendo produtiva.
e) O que tem a ver eu acreditar em algo e você querer demonstrar que isso não ocorre? Isso é evidente.
O que eu levo para a vida e o que eu propago é o suficiente para a minha vida. Se o intuito é dizer que estou causando algum tipo de problema aqui por comentar só aqui e não lá ai é um julgamento bem bizarro seu.
f) O que é falta de compreensão para você? A falta de compreensão do seu ponto de vista e explicação? Não existe apenas a sua verdade e nem o mesmo peso pelos argumentos que você colocou. Você pode colocar quantos argumentos quiser e eu posso achá-los fracos para dar a conclusão que você deu. Isso só significa que você não possui a única interpretação correta da história.
5)
a) É “maternal” quando você associa a todas as mulheres. E não diminui ninguém Thata.
6)
“Não, não supus nada; eu deduzo/induzo isso através da análise do SEU discurso.” Supor e induzir levam em conta premissas do discurso, logo são o mesmo. Tanto supor quanto deduzir só são completos quando você chega a sua conclusão. Que pode estar errada mesmo assim.
7)
b) Ao colocar nestes termos – “de que lado está” – eu estou apenas separando os lados da discussão Thata. Não suponha que seja quanto ao gênero. Se você chegou nessa conclusão significa que ou sua concepção do que eu sou e acredito está errada ou que você leva em conta esse ponto de vista nos seus argumentos. Senso comum não é sempre positivo quando você categoriza os outros de maneira errônea.
” Meu entendimento é contrário ao seu: vejo distinção entre pessoas que têm ou não coerência entre discurso e prática de igualdade social.” Existem mais lados aqui, percebe? Entre pessoas que tem coerência ou não. E é exatamente por isso que digo o que disse: Enquanto houver essa distinção não existem tentativa de conciliação, no caso a sua que “abomina” pessoas incoerentes e a de que pessoas são iguais e podem mudar. O seu lado de distinguir dessa maneira demonstra que a diferença achada nessa dua divisão não leva em conta os problemas da outra. Por isso o vamos ajudar. Se você é coerente e um exemplo de coesão discurso prática, se você quiser, você pode ajudar todos (independente de sexo ou qualquer outro fator que você use para distinguir pessoas) a alcançar esse nível de coesão.
“Repito: se falamos de pessoas que defendem a igualdade, ser anti-machista (=feminista) é obrigação de homens tanto quanto ser anti-racista é obrigação de brancos. Não é nenhuma “ajuda”.” – Entendimento seu baseado em problemas de comunicação.
8)
OK
9)
Para discutir sobre definições e distinções é preciso usar as palavras que permitem a discussão. Eu poderia simplesmente comentar como: “Essa distinção promovida separa todos e dificulta que o problema seja resolvido.” mas pensei que seria simplista demais. Talvez devesse ter feito isso mesmo…
Agora “Inclusive tentou colocar seus valores cristãos como superiores (e isso realmente me enoja)” foi difícil de ler. Você não me conhece Thata e não tem ideia de que valores sigo e por que sigo. Não me julgue por você enojar alguma religião ou achar algo parecido. Qualquer tipo de repulsa causada por religião a você diz respeito somente a você. Você se diz coerente no discurso e prática, mas é tudo bem inferir algo, julgar e ainda fazer questão de dizer que mostrar valores cristãos (na sua concepção) te enoja? A igualdade que você prega está só relacionada ao feminismo? E outros assuntos como respeito ao próximo? Acredito que me desrespeitar tenha sido fácil então…
Se estiver correlacionado com a sua concepção de que eu mostrei os valores como superiores ai o erro é duplo. Minha opinião leva minha opinião e o que eu sou. Você pontuou de maneira forte suas crenças e em nenhum momento disse que você tentou parecer superior e nem que isso me enoja.
Me entristece ver que existe essa tentativa de julgar os outros, mas dizer que algo a enojou? Quem é você para poder dizer isso para qualquer pessoa? Não fiquei brava como você e nem quero o seu mal, mas acredito que toda essa pompa para demonstrar os seus valores e argumentos não deve nunca justificar falar tais coisas para quaisquer pessoas.
OBS: Não sou cristã, não sigo nenhum tipo de valor EXCLUSIVO cristão. Não acredito que religião venha só para o mal e que as pessoas podem usar de alguns ensinamentos das mesmas para engrandecer sim. Se sua dedução me disse cristã imagino que outras deduções e prepotências suas geraram de entendimento errado.
Essa discussão já virou mais um episódio de Thata do que de Leticia.
Leticia (duvido que você vai ler).
Não entenda meus comentários como repulsa a você… Nunca foi. Toda essa discussão me deixou mais humilde quanto ao assunto e as discussões em si. Não por ter discutido com uma das leitoras e ter me sentido menor que seus argumentos, mas por ter entendido que não vale a pena discutir esse assunto em um local que pode dar tantos problemas de comunicação.
Desculpe se causei qualquer incomodo ao comentar por aqui, deve ser difícil escrever algo seu e ter muitas pessoas discutindo sobre. Sinto que não comentarei mais, mas tudo bem… Boa sorte com o blog.
Thata,
Desculpe por ter comentado e tomado seu tempo.
Beijos a todos,
Muito amor.
A questão Rafaela aqui não é a discussão em si, mas a necessidade vital que a Leticia tem de estar com a razão e não da necessidade de debater uma idéia.
E juntamente com a sua fiel escudeira Thata elas vão nesse ideal.
Agora esse posicionamento muito radical é exatamente o mesmo posicionamento machista, nazista outros istas ai.
Por isso que eu digo:
Depois que o wifi chegou na cozinha eu aprendi a fritar ovo.
Mascu detected.
Pouca gente sabe, mas o início do PAPO DE HOMEM se deu através de um grupo de discussão do livro “The Game” – Neil Strauss. Um livro escroto que ensina como agir dissimuladamente para conquistar mulheres. Os imbecis discutiam as técnicas do livro (que incluem tratar mal e insultar de ‘leve’ as mulheres, pq segundo o autor mulher é sempre trouxa e sendo mal tratada vai querer fazer o cara gostar dela) e combinavam baladas pra caçar suas vítimas. O livro ensina até uma forma de avaliar as mulheres de 0 a 10. Claro que o 10 são as mulheres tipo Pamela Anderson. No Brain, huge tits, blond hair, really skinny.
Grandes homens!
Por que motivos toda pessoa que tenta argumentar com você de forma objetiva e através de argumentos, como visto acima nos comentários, é bloqueado ou solicitado a se retirar (“vaza”, “get out”, “sai daqui”)?
Não é a favor nem contra nenhum dos lados esta minha pergunta, é para entender mesmo. Dúvida legítima.
Afinal, se tem espaço para comentários, o debate não deveria ser saudável, englobando todos os lados? Senão, ficam apenas pessoas dizendo “lindo texto” e concordando com tudo que está escrito, sem pensar nem raciocinar sobre o que está escrito em si.
Marcos, tem um mooooooooooooonte de comentário discordando de mim. Só que algumas pessoas ultrapassam a barreira da inconveniência, comentando em todos os posts exatamente a mesma coisa. Já se expressou, discordamos, pronto.
E você não sabe, porque nem tudo vai ao ar, mas há comentários bastante desrespeitosos dessas pessoas. Eu não sou obrigada a aturar.
Acabo de ver que mais acima tem outro Marcos que não sou eu.
Bem, eu concordo 100% contigo que você não é obrigada a aturar tudo que falam. E sim, tenho total certeza que tem um monte de gente xingando que não vai ao ar.
Mas o problema é justamente aqueles que discordam, apresentam bons contra-argumentos, mostrando os pontos em que você está errada no texto. Isso chama-se “crítica construtiva”. E justamente estes é que são os convidados a se retirar.
Não, não são. Eu inclusive tuitei um comentário que era contrário a mim. Mas era educado e embasado. Sem dramas, por favor. “Drama é coisa de mulher na TPM.”
Não são?
Quem leu o “Pedro Gomes”, o “Paulo”, e o outro “Marcos” acima, nesta mesma thread, pode perceber que não é bem assim. Isso só pra ficar nos comentários deste texto.
Mais uma vez, repito: não estou a favor de ninguém. Mas, de coração, tem muita coisa que estes caras falaram que você não se deu ao trabalho de manter o debate e reconhecer.
Marcos, só pra ficar nos comentários desse texto, há 264 deles. Sem contar dezenas de e-mails, quatro posts longos sobre o assunto, interações no Twitter, posts no Facebook. Sério mesmo que você quer que eu responda todo mundo, detalhe por detalhe?
Nem se eu só fizesse isso da vida, meu caro (sem dormir, comer, ver tv, dançar pelada pela casa), eu não conseguiria responder todo mundo. Até pq algumas discussões são inúteis e eu já escrevo esse blog há quase dois anos. Já li esse tipo de merda antes. E decidi que prefiro usar meu tempo para fazer textos positivos, e não ficar batendo boca com quem não pretende mudar de ideia.
Ok, Letícia, a julgar pela sua resposta, entendo que eu não fui suficientemente claro ou não consegui explicar direito o que eu quis dizer.
Não, não é pra ficar respondendo todo mundo. Não foi isso que eu quis dizer. Mas sim, manter o debate aberto, deixar rolar, e não solicitar que se retire a pessoa que mostrou, com contra-argumento, que este ou aquele ponto seu está errado.
Outros dois pontos, neste seu último comentário:
1) 264 comentários deles, sendo que a maioria concordando cegamente. Mesmo EU concordando contigo, concordar cegamente é errado e até mesmo improdutivo.
2) Você parte do pressuposto que “já leu esse tipo de merda antes”. Ou seja, já fez um pré-julgamento. O de “bater boca”, quando o que vi, especificamente no caso do Pedro Gomes, não foi um “bate boca”, e sim, uma real conversa que só agregaria ainda mais ao seu texto.
Não tome como ataque estes meus comentários, mas sim como uma boa conversa. Você respondendo a eles, me fez entender um pouco mais e respondeu a algumas dúvidas que eu tinha, que era o que eu queria mesmo, de coração. Mas ao mesmo tempo levantou estes outros pontos que achei por bem lhe escrever. Mais uma vez: não como ataque, mas sim como uma forma de oferecer um contraponto saudável.
Então, vc quer que eu debata. Você sabe quantos comentários falando A MESMA COISA esse sujeito colocou? Nunca pôs os pés aqui no blog e ficou enchendo o saco. Não tenho tempo e nem vontade de debater com ele.
Hm, agora entendo. Não concordo plenamente, mas entendo. Obrigado.
Porra, esses sites de homem só tem merda.
Só acho uma coisa: meus professores de Direito Penal e Processual Penal sempre diziam que não existem pessoas suspeitas, existem atitudes suspeitas.
Para mim, a discussão de quem é ou não é feminista é inútil. O que eu acho é que existem atitudes machistas e atitudes feministas. Todos nós variamos entre essas atitudes (isso para não falar de outras polaridades, questões de raça, sexualidade, nacionalidade, etc). No fim das contas, é interessante considerar o saldo, positivo ou negativo.
Mas 100% feminista, machista, santo, demônio, ninguém é…
olá, letícia, li seu texto e concordo em grande parte, já havia lido o texto que você comenta do PdH, e pra ser sincero achei interessante.
Não tenho o costume de verificar nenhum desses blogs, vi os dois posts por pessoas que os postaram no facebook, e por isso não tenho como dizer nada sobre o autor do texto, alex, mas achei o texto bem válido.
concordo quanto aos seus comentários sobre “hombridade” e querer se mostrar tão feminista e legal, realmente foram coisas que me passaram despercebidas quando li, mas no geral achei um post “informativo” quanto ao feminismo, muito do que li me fez pensar sobre minha postura em muitos aspectos.
ok, não é um post supremo, convenhamos que é o básico do básico, mas na minha opinião, para um homem que não teve nenhum contato com o feminismo efetivamente, pode ser algo para começar a pensar sobre o assunto.
como já disse, não conheço o autor do texto, portanto não tenho como dizer qual foi a intenção dele ao escrevê-lo, mas ao ler o texto, achei uma boa iniciativa, mesmo com suas falhas.
Faz muuuuito tempo que eu comecei a ler e em seguida abandonei esse site, que pra mim é o mais machista que existe. Eles tem esse papinho de fachada de “o novo homem”, mas voce começa a ler e é um festival de machismo tão grande e tão tradicional que meu avo poderia ser colaborador…Ainda tem gente que cai, infelizmente. Qualquer mulher ou homem com um pingo de auto estima passa longe, é um festival de ofensas, idéias do tempo que homem argumentava com tacape na mão. Daí tem o Alex e o Gitti, que como voce mesma disse, estão lá pra dar aquele ar de olha como nós somos moderninhos e bem intencionados. Mas na conta final o saldo é sempre negativo. Arcaico
Parabéns, belíssima sua atitude. Muitas pessoas poderiam ver tal post e pensar “putz, que cara otário!”, virar as costas e ir dormir (assim como em nosso cenário político).
Se mais pessoas externassem sua indignação perante fatos como este(e agissem, de qualquer que seja a forma), certamente viveríamos numa realidade muito melhor.
Conseguiu chamar a atenção. Missão cumprida, guerrilheira.
A única falta de personalidade que consegue agredir é aquela que gera falta de caráter. Você é boa nisso. Agora, coloca as fotos de umas gordas em pin up pra ilustrar o seu site.
O passo seguinte será escrever melhor para, ao menos, merecer um pouco da atenção que você conquistou às custas de outro site.
Espero que a próxima vez que eu der o azar de entrar aqui, consiga ler o texto do início ao fim. Sem ficar pulando as frases formuladas por alguma criança de 8 anos.
Hum. Eu ia responder, mas me deu preguiça.
Eu iria responder e mandei o comentario errado. mas aqui vai…
Para de ficar ruminando que num uma vaca cara. O Proprio site falou que eles estavam errados e pronto. acabou.
Você leu este post pq vc quis.
Gente é gente e merece respeito! Essa é a questão, mas tem gente que acha mais fácil amar sem limite os cães e gatos ( que também merecem respeito, assim como qualquer coisa viva!) do que aceitar um ser humano!
Eu sou completamente o oposto da pessoa que foi vítima desse idiota, mas fico horrorizada com essa atitude! Eu sou magérrima (1,70m e 50k), mas também já sofri com gente que te chama de olivia palito entre outras pérolas! A coisa piora muito quando entra sexo e por tabela intimidade entre as pessoas. Chega a ser nojento fazer esses comentários sobre alguém! Ser gordo ou ser magro, ser negro oum branco, ser homem ou mulher, não muda o que somos: seres humanos, totalmente imperfeitos e por isso mesmo maravilhosos. Se todo mundo viesse em forma seria chato pra cacete!
Não consegui ler todos os comentários aqui, pois o debate foi bem intenso, mas o texto da autora eu li e concordo com a maior parte. Devo ter lido uma ou duas coisas do PdH, e achei superficial, acho que se alguém quiser ter contato com o feminismo existem sites e blogs bem melhores.
O caso trazido pela Letícia no post mostra uma sucessão de posturas equivocadas e eu não consigo ser muito condescendente. Existem muitos homens que podem compartilhar do feminismo, mas só até página 2. Não é fácil ainda mais numa sociedade machista, mas o que vi nas atitudes dos membros do PdH foi o bom e velho comportamento cínico dos que são pegos em contradição. Esse negócio da “Cabana” é patético, a história do “QG” tão ridícula quanto, e as desculpas do cara mostram que ser “feminista” é legal, mas não me incomodem com suas questões, já estou fazendo um favor pra vocês. Então, homens que se interessam por feminismo: procurem ler coisas de verdade, não só blogs ou sites, mas leiam teoria, livros, tem muita coisa legal e assumo que não conheço 20%. Mas recomendo “O Machismo Invisível” e “A Dominação Masculina”.
Olaa..sempre leio aqui..
mas nunca comento…
li o texto do Alex..e li o texto aqui do Blog..
leio textos feministas o dia todo..e ele nao disse nada que nunca foi dito por uma feminista…
a acho otimo que em um site como o Papo de homem..que eh machista..mas não tão asqueroso como Testosterona, poste textos assim para que homens leiam..
entre esse texto e os atos do Femen..mil vezes esse texto do Alex…
deslizes todos cometem..nesse texto tem vários…
mas a intenção foi otima…e a qualidade do texto nao deixa a desejar…
Como eles próprios dizem, eles são um espaço plural. (basta ver na seção da equipe a barbaridade de pessoas que já publicaram lá). Se o Alex Castro falou besteira, culpa o Alex Castro, e não o Papo de Homem. Existe o Gustavo Gitti, o Jader Pires e outros que tem suas próprias opiniões em textos muito legais. No Papo de Homem (me parece) que um texto não precisa refletir a verdade absoluta (que é variável de pessoa para pessoa) para ser publicado. Se fosse assim os textos passariam por uma peneira (tendenciosa) do editor-chefe que refletiria as opiniões do mesmo.
ok.
fiquei comovida.
Ai, não consigo dar muita bola pra trouxa… Muitas vezes o cara que fala que não fica com gordinha é barrigudo, calvo. Os homens não tem histórico de serem cobrados socialmente pra serem bonitos, o que me irrita, porque eu mesma falo pra minhas amigas que só fico com cara que acho bonito. Enfim, acho babaca essa cobrança estética, querer que a mulher seja magra, musculosa, e outros mil padrões, enquanto a bichinha não lê nem um livro por ano, enche a boca pra dizer que o livro favorito é “o pequeno príncipe”… E o próprio babaca muitas vezes escreve er ao invés de é… Não sei, tenho meio que um asco disso, mas infelizmente às vezes me pego me cobrando essas idiotices. Que mentalidade fodida nós temos, de um país colonizado que até o padrão de beleza importa.
Sinceramente, li o texto do papo de homem e gostei muito, pois me foi muito esclarecedor. Só isso. Nunca mais abri nenhuma página de lá (até pelo próprio nome do site) e tão pouco sei quem é Alex. Acredito que absorvi só o necessário. Assim como existe uma falácia que tem como propósito tirar a importância de todo uma discussão por conta de um argumento errado, devemos cuidar o contrário também, para não supervalorizar toda uma situação por conta de um único ponto (nesse caso, o texto).