Uma das mais famosas frases de defesa do feminismo (como se precisássemos disso) é “o feminismo nunca matou ninguém, o machismo mata todos os dias”. O assassinato de mulheres pelo próprio parceiro é o ponto final de histórias de violência que muitas vezes se prolongam por décadas.
Segundo dados da ONU, 70% das mulheres sofrem algum tipo de violência durante a vida. Tal número representa duas a cada três mulheres.
Às vezes a gente vê isso acontecendo, reconhece as marcas de agressão física, percebe que alguém está correndo risco, mas não fazemos nada. Aqui no Brasil temos aquele ditado de “em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Recusamos ajuda durante, e depois, quando o crime escalou para algo irreversível – o assassinato -, temos a atitude de culpar a vítima.
“Ah, ela ficou lá porque quis”, “se ela tivesse terminado”, “alguma ela aprontou”. E perdoamos o assassino: “ele estava descontrolado”, “agiu sob violenta emoção”, “ele a amava demais”.
O caso Pistorius é emblemático nesse sentido. Como observou Jessica Valenti nesse texto (em inglês), “apenas um dia após atirar em Steenkamp [a namorada do atleta] quatro vezes, Pistorius tem sido descrito como “calmo e positivo” e “inspirador”. Ela? É chamada de “loura de pernas longas”".
Se você não está familiarizado com o crime, um pequeno resumo: Pistorius é aquele atleta que correu nas Olimpíadas de Londres de 2012 com próteses nas duas pernas. Todo mundo aplaudiu, achou o máximo, se inspirou na história do homem que, apesar de tudo, não desistiu do esporte.
Um vencedor, dissemos.
Esse mesmo homem matou a tiros a namorada na última quinta-feira. Primeiro, a notícia foi a de que ela teria entrado sorrateiramente na casa do atleta para surpreendê-lo e ele a confundiu com um ladrão.
Os fatos foram se desenrolando e, até agora, o que se sabe é que a modelo Reeva Steenkamp foi morta no banheiro da suíte. Os últimos detalhes revelados indicam que ambos estavam deitados na cama (a posição dos lençóis mostra que havia duas pessoas deitadas). Reeva e Pistorius vestiam roupas de dormir e chegaram ao condomínio do atleta às 18h do dia anterior. Duas horas antes do assassinato, a polícia e os seguranças do condomínio foram chamados porque os vizinhos ouviram uma briga entre o casal.
Agora, surgiu na cena um bastão de críquete coberto de sangue – além de Reeva ter ferimentos no crânio. Um dos tiros atingiu o quadril da modelo, que teria se escondido no banheiro – e os outros três tiros foram na cabeça de Reeva. Machucados na mão dela indicam que ela teria tentado “proteger” a própria cabeça.
A história é toda horrenda e assustadora. Mas ela nos aponta coisas que insistimos em não enxergar. A primeira delas é que violência doméstica acontece em qualquer classe social. Em segundo lugar, que pessoas “acima de qualquer suspeita” na vida social podem ser, na verdade, criminosos frios e agressivos. Em terceiro, que esses crimes poderiam ter sido evitados – no caso de Pistorius e Reeva, a polícia já havia sido chamada outras vezes à casa do atleta em razão de distúrbios entre os dois.
Quarto e muito, muito importante: a cobertura midiática de crimes como esse insiste em culpabilizar (ou apagar) a vítima, costumeiramente mostrando o agressor como um cara bacana, “que ama demais”. Foi assim no caso Eloá e no de Ângela Diniz. Nesse último, o assassino Doca Street matou a companheira para “proteger sua honra” e “sob violenta emoção”. E chegou a ser absolvido no primeiro julgamento (e condenado depois a 15 anos de prisão).
Chega de romantizar crimes contra mulheres.
Não há nada romântico em matar alguém.
Isso não é “crime passional”. É violência de gênero. É ainda mais grave do que um latrocínio (roubo seguido de morte), porque essas pessoas confiaram nos parceiros e decidiram levar uma vida com eles.
Traduzo um trecho do texto de Jessica Valenti sobre o caso Pistorius porque é perfeito e aponta exatamente o que falei acima:
A conversa sobre assassinatos decorrentes de violência doméstica não passa de um conto de fadas – uma narrativa criada para fazer a loucura ter sentido. Afinal de contas, é mais confortável pensar que Belcher [um americano que deu nove tiros na esposa recentemente] tinha algum problema mental do que admitir que alguém que nós admiramos tanto era um agressor violento e controlador. É mais fácil pensar que Pistorius acidentalmente atirou em Steenkamp do que admitir que o assassinato era o final previsível para o relacionamento violento.
Por isso nós culpamos as mulheres mortas pela violência impensável cometida contra elas. Fazemos isso em parte por causa da misoginia, mas também porque isso dá uma falsa sensação de segurança. Dias após ser morta, a mulher de Belcher foi criticada por chegar tarde em casa (que abuso!), acusada de tentar deixar o marido e “levar o dinheiro dele”. Pelas descrições sexuais de Steenkamp, tenho certeza que logo alguém vai sugerir que ela de alguma forma “pediu por isso” – ela estava provocando ciúme em Pistorius ou paquerando demais. Nós precisamos acreditar que essas mulheres tiveram alguma culpa na violência, porque se não isso poderia acontecer com qualquer uma de nós. (Nós não somos “como elas”!)
News flash: você é exatamente como elas. Você é mulher. E só isso já dá automaticamente passe livre para alguém cometer violências contra você. Precisamos mudar o discurso. Imediatamente.
UPDATE: Se você ainda não se convenceu a respeito da forma como se trata a vítima de uma agressão misógina, veja a capa do The Sun abaixo. Inacreditável. Ah, caso você leia em inglês, não deixe esse texto aqui passar.



Não fui ainda ler o texto original que você citou, mas vi um detalhe na vida da moça que você não citou.
Ela era ativista de direitos humanos e era porta-voz contra o estupro de mulheres na África do Sul.
Concordo com tudo que você falou, e infelizmente no momento (mesmo escrevendo) a única coisa que penso e ficar em silêncio.
Óbviamente alguma atitude precisa ser tomada, e você combate essas situações de alguma forma, criando esse blog e seus textos. Meu silêncio não decorre necessariamente da inatividade perante o assunto, mas aos absurdos que todas nós ouvimos diariamente. Temos uma cultura onde “ter alguém” é melhor do que “ser sozinha”, independente do que esse alguém te faça.
Por exemplo: há dois anos moro sozinha. Tive um relacionamento nesse meio tempo, mas a pessoa não chegou a morar comigo. Moro muito bem sozinha, gosto da minha companhia, das minhas coisas, enfim. Mas sempre que conto para alguém que moro sozinha as pessoas sempre me respondem “como você é corajosa”. Fico pensando no que isso significa. Morar sozinha é sinônimo de solidão? E a solidão é sempre lida como um sintoma de depressão? Outra coisa que sempre me dizem, que imendam no “corajosa” é: “ah, mas como tu tá bem assim”. Como se eu merecesse uma medalha pela “façanha que é uma mulher de 27 anos morar sozinha”.
Morar sozinha não é sinônimo de estar sozinha. E a solidão não precisa ser algo angustiante, a não ser que a pessoa não saiba lidar consigo mesma. Esses comentários me assustam, porque demonstra uma nítida ideia de que mulher sozinha é sinônimo de problema.
E o mais triste: são as pessoas próximas que falam isso. Como se minha vida, – sozinha -, fosse motivo de “mérito”, porque as pessoas procuram o “problema” para eu estar sozinha e não o encontram.
A pergunta que me fica é: será culturalmente possível para nós encontrarmos a liberdade? Além do preconceito, óbvio, isso são questões culturais. Teremos um dia a força de encararmos a liberdade mesmo quando somos diariamente julgadas como problemáticas por isso?
Enfim, pequeno desabafo. Acho o teu blog sensacional, parabéns :)
Raquel, você acredita que não li esse detalhe importantíssimo da vida da Reeva em nenhum lugar? Li que ela foi considerada uma das 40 mulheres mais sexy do mundo. Quer dizer, ela era só um objeto!!!
Sou jornalista e fico muito triste que a mídia cubra os crimes dessa forma, apagando completamente a identidade da vítima. Em compensação, li que o assassino disse “oh, matei minha bebê”. What, sabe?
Sobre as atitudes a serem tomadas, repito: o pessoal é político. Se você acompanha uma amiga à delegacia, se você ajuda alguém a procurar terapia para se livrar de um relacionamento abusivo, se você compartilha textos feministas, se você luta na sua empresa para ganhar o mesmo que um funcionário homem, você está revolucionando.
Eu me livrei de um relacionamento abusivo há pouco tempo, tenho ordem de restrição quanto a ele, mas todo mundo ainda tende a me tratar como maluca, como chantagista e PIRANHA.
Meu Deus, cada dia que passa eu vejo coisas assim e sou criticada por ser simpatizante ao feminismo. Posso ser criticada, mas pelo menos eu tomo mais cuidado com quem me relaciono agora. Sou mais atenta às pessoas
De todos os textos de blog que eu leio por dia e o seus comentários, esse sem dúvida foi um dos melhores! Mas o que não pude deixar de notar e pensar, foi a parte que você mencionou sobre mulheres que moram sozinhas. Eu também moro sozinha, e desde dos 21. Hoje tenho 23 e muita gente me faz essas mesmas perguntas e eu ficava pensando o motivo dessas pessoas me perguntarem se eu era uma pessoa sozinha, como se eu não tivesse amigos, não saísse de casa, não fizesse as minhas coisas… Parece que a vida se resume a estar sempre acompanhado independente de quem seja. E veja só, todas essas pessoas que acham que sou uma pessoa sozinha, não tiveram critério nenhum pra escolher seus companheiros. Vivem reclamando da vida, nada está bom e são bem ignorantes em relação a cultura em geral. Quem é infeliz agora? Acho que não sou eu…
Apesar de não morar sozinha, às vezes, as pessoas também se assustam quando eu digo que nunca namorei…
A reação é de tanto espanto que parece que eu falei que cometi um crime…
Gostaria de um post sobre isso (caso ainda não tenha) sobre essa obrigatoriedade para a mulher de estar acompanhada.
Beijos, e parabéns pelo excelente post!
Liziane, tem um post antigo chamado “Parabéns” em que trato disso. Você de vez em quando pede pra eu indicar posts. Utilize a ferramenta de buscas do blog. Provavelmente eu já escrevi sobre o assunto que você tem dúvida.
Liziane, eu vejo esse espanto sempre que respondo que nunca casei, as pessoas fazem aquela cara de bolinha :O
é horrível porque te olham com pena e suspeita, tipo: ela tem algum problema.
Exatamente. Tenho 30 anos e SEMPRE escuto coisas assim. Acham um absurdo eu não ter “arrumado um marido” e procriado.
O mesmo silêncio com o qual contribuímos para um indivíduo se afundar nessas relações é o silêncio que perpassa todas as violências e muito fortemente as sexuais. Conversando com amigos militantes sobre como a mídia representa essa violência, alguém falou sobre o quanto os meios de comunicação falam bobagens e distorcem. Nesse momento pensei se não somos nós que falamos pouco. Uma família inteira é vítima de violência sexual desde tempos distantes e ninguém aceita que se fale. A política do silêncio e do silenciamento é nossa mais poderosa arma contra nós mesmos que lutamos pela transformação dessas relações.
Eu e as meninas da minha república estávamos assistindo hoje à reportagem do Globo Esporte sobre esse caso. Eles falaram sobre o ativismo da modelo, mas focaram mesmo na carreira do Pistorius.
O que mais me chocou foi o comentário de uma das meninas: “Pra quê matar a mulher? Se ele estava com raiva, era só bater nela, não precisava tirar a vida. Aí ela chamava a polícia e separava dele. Ele podia ter deixado ela viva.”
Eu não soube o que dizer nessa hora. Eu fico chocada com o quanto a violência contra as mulheres é tão banal a ponto de uma mulher dizer uma coisa dessas normalmente.
“Só bater nela.” Que coisa.
Pois é, Paulo Maluf fez escola. E está aceitando matriculas do genero feminino! Lamentável né!
Oi Letícia! Te acompanho desde o início, mas tenho vindo pouco aqui. Gostei da “metamorfose”, da forma como vc iniciou sua militância feminista: sentindo na carne! Gostaria de recomendar um site com conteúdo triste, mas real.
http://machismomata.wordpress.com/
Beijão!
Raquel, eu moro sozinha há 10 anos e sempre que ouvia esse negócio “você é corajosa” eu achava bobagem por que nunca tinha parado pra pensar em quantos riscos me exponho quando digo que moro sozinha pra alguém. Aí que, depois que tive só namoros atordoados por ciúme, de namorado que cismava que “não era seguro” ele ir pra casa dele e eu pra minha, e não foram dois nem três que acabou em briga, em violência e e um último caso, até em invasão da minha casa depois de um rompimento, que percebi: eles não entendem que uma mulher viva sozinha e bem, eles entendem que somos “desonradas”, e por isso nos deixaram sozinhas (ridículo, eu sei, mas é isso). Ou entendem “vaga pra marido” ou “motel grátis”. E a vaga pra marido, eles entendem como obrigatória, afinal o “risco” de eu fazer uma orgia na minha casa enquanto o namorado tá na casa dele é enorme.
Sem mencionar o fato óbvio: você vive sozinha, então não tem, por exemplo, aquela pessoa caricata, o pai, o irmão mais velho, a família como um todo, que vai ouvir e ficar sabendo se ele briga contigo por ciúmes. Alguém da tua família poderia interceder se estivessem lá, ou pelo menos, ele ficaria constrangido de passar pela sala depois que a família ouviu ele brigando contigo a noite toda. Fica aquele negócio idiota que se ninguém tá vendo, pode fazer o que quiser.
Então, relembrando tudo que já me aconteceu nos últimos 10 anos morando sozinha, sim, as pessoas tem razão: somos corajosas, sim, e muito.Conscientes dos riscos ou não.
Só que numa perspectiva que essas pessoas não pensaram… ;-)
Nossa! Pensei que eu era a única que era vista como ‘louca da aldeia’ por morar só. Realmente, quando digo que moro só geralmente acontecem duas reações: ‘nossa, que perigo!’, ou, ‘ah, privacidade…’ e sorriso safado de brinde. A pior parte é a família. Minha mãe não aceita muito bem o fato de eu não ter um namorado sério (alguém com quem eu pretenda me casar em médio prazo). Ela diz que a vida não pode ser vivida só e em breve eu estarei velha demais para arrumar alguém. Nota 1: eu tenho 24 anos. Nota 2: minha mãe casou com meu padrasto aos 43/44 anos. Entendo que minha mãe se preocupe com meu futuro, mas ela não levar nenhuma fé em mim magoa bastante.
O The Sun se superou. E a cobertura da mídia acaba gerando papagaios pelo mundo que sabem repetir “ele amava ela demais, é por isso” ou “alguma coisa ela fez para que ele tenha saído do controle”.
Lendo o seu texto relembrei de um dos momentos mais angustiantes da minha vida: estava morando em uma cidade do interior com mais duas amigas. Era um apartamento e estávamos nos arrumando para sair, quando nossos novos vizinhos de cima começam com a gritaria. Na verdade, quem gritava era a mulher, e a gente ouviu muito barulho de pancadas. Claramente ouvimos ela sair correndo depois de uma pancada e um grito e fechar a porta de algum cômodo. Ela gritava e ele esmurrava a porta, e a gente não sabia o que fazer. Chamamos a polícia. A polícia chegou, o cara atendeu o interfone, desceu e falou para os policiais que estava tudo sob controle, não tinha acontecido nada demais.
Eles, claro, não acreditaram e pediram para falar com a mulher dele, que não queria descer. Enfim, falaram pelo interfone e ela disse que “nada tinha acontecido, os policiais podem ir embora”.
Passado o choque, eu e minhas amigas acabamos de nos arrumar para sair e pegamos o elevador com o casal. Ela de cabeça baixa, ele como se nada tivesse acontecido. Nunca mais escutamos nada no apartamento – mas eu também nunca mais encontrei com nenhum dos dois no elevador.
O The Guardian postou isso, também com várias fotos dela como modelo:
http://www.guardian.co.uk/world/2013/feb/14/reeva-steenkamp-friends-shock-at-loss
Mas menciona que ela postou no twitter algumas horas antes do assassinato que eram para as mulheres vestir preto para apoiar a campanha contra o estupro de mulheres. Pode ser (estou confiando na informação do Guardian, não fui ver o twitter dela…) que ela seja uma spokeswoman da campanha “One Billion Rising”, que estava fazendo campanha durante o dia de São Valentim para conscientização para a violência contra a mulher (http://www.thenation.com/blog/172923/one-billion-rising).
A reação da mídia está relacionada a reação das pessoas com o tema, o que choca demais. “Era só bater nela” é um absurdo, pensando que eles viviam numa casa gigante e ele já devia bater nela para os vizinhos conseguirem escutar as brigas…
Eu preciso dizer uma coisa! Eu sei que tem gente que vai cair de pau mas eu vou falar. Gente, acreditem, o homem, genero masculino mesmo, é a maior fonte de violencia do mundo. E eu me pergunto, por que não falamos nisto? Por que empurramos esta verdade para baixo do tapete, para o fundo das gavetas, e não reconhecemos que o ser humano no genero masculino é perigoso na sua essencia?
Ah, mas a grande maioria dos homens são bons, afinal nossos pais, irmãos….pera lá!
As estatisticas (odeio estatistica mas neste caso é imprescindinvel) não mentem! Homens fazem guerra, adoram lutas, esportes violentos, filmes com muitos socos e tiros!
E o pior, a população carceraria de qualquer país do planeta, seja de primeiro ou terceiro mundo, é formada 95% por homens!
Aviso aos navegantes, não sou lesbica! Sou casada há 40 anos com o mesmo homem, tenho dois irmãos que amo de paixão, mas este fato não me impediu de pensar.
A violencia está no gene masculino, e só quando a humanidade reconhecer isto, e tomar providencias para baixar este nivel de violencia intrinseca, seja lá de que modo for, o mundo nunca será um lugar seguro para a vida!
Marcia, eu não acho que isso tem a ver com gene, não. Determinismo biológico não me convence.
Concordo, Nádia/letícia. Essa violência do homem (ser humano macho) se deve ao… machismo. Meninos são incentivados desde pequenos a serem agressivos e isso continua na vida adulta.
Meninas são incentivadas a serem submissas.
A agressividade é louvada quando parte de um homem da mesma forma que a submissão é louvada quando parte de uma mulher. Essa agressividade pode ser, simplesmente, em impor sua própria opinião numa reunião de negócios. “Ele se fez ouvir!!”. Se uma mulher faz o mesmo está de TPM, é uma vadia, etc, etc. A agressividade não é tolerada em mulheres.
Ou seja, não é o cromossomo Y que deixa as pessoas agressivas, é a criação machista.
(Fonte de quase tudo que escrevi: FINE, Cordelia; Homens não são de Marte, Mulheres não são de Vênus)
Isso é tão injusto quanto os vários “achismos” sobre o gênero Feminino. Os homens são desde pequenos condicionados a fazerem uso da violência. Somente agora, pra você ter uma idéia, os Estados Unidos colocarão mulheres lutando no front visto que lutar numa guerra sempre foi exclusividade masculina devido a cultura paternalista ( mulher tem sempre o papel da cuidadora). Qualquer estatica desse nosso mundo machista vai mostrar a supremacia masculina: mais homens nos cargos politicos, mais homens milionarios, mais homens em destaque nas artes, etc. Porque eles são mais capazes? Não, porque eles tem mais oportunidades. Assim como são mais encorajados a violência. Em um mundo ideal, nem homens, nem mulheres devem ter esse encorajamento. Podemos começar essa mudança não fazendo essa distinção e educando nossos filhos e filhas da mesma maneira.
Em minha opinião a questão é cultural e biológica.
O homem desde os tempos da caverna teve sempre as funções de prover a familia e conquistar territorios, coisas, enfim.. sempre teve enraizada em seu intimo esse padrão e isso se instalou eu sua essencia. Como animal que é, mesmo domesticado as vezes a parte “irracional” toma conta. Quem já leu o livro Inteligencia Emocional sabe do que estou falando.
Alguma de vocês já se perguntou porque o homem curte tanto esportes violentos? O porque do fanatismo por futebol? O porque o namorado/noivo/marido chega totalmente desestressado após uma partida de futebol?
Uma partida de futebol nada mais é do que um confronto onde o homem pode mostrar sua superioridade, seja individual ou em grupo… isso não é uma guerra? É sim.. por isso que muitos amigos brigam violentamente durante uma partida.. para dias depois pedirem desculpas um ao outro… dentro de campo só existem seus aliados e seus inimigos… mais ninguem! Isso é puramente instinto animal.
E se esse animal não for acompanhado de uma educação seria, equilibrada e com deveres/obrigações.. normalmente ele toma conta e vem essas merdas que tanto vemos.
Ontem enquanto assistia tv vi o meu filho conversando com os colegas do condominio , meninas inclusive, e no meio da brincadeira uma menina o beliscou e ele fez menção de reagir… em 1 segundo eu gritei seu nome e pedi pra ele subir. Com calma eu mostrei pra ele que mesmo ela o beliscando ele jamais deveria reagir fisicamente contra uma mulher, já que por ser mais forte ela nao teria chances. Disse que poderia ser uma forma dela chamar a atenção. Se ele nao gostou falasse claramente pra nao beliscar de novo ou se afastasse dela. Simples e direto.
Roberto, se um coleguinha dele tivesse o beliscado (e não uma garota), qual seria sua reação?
Sempre o oriento a usar o bom senso. Uma vez um colega de escola o mordeu na barriga, coisa feia.. eu perguntei o porque dele nao reagir… ele disse : se eu fosse bater eu iria machucar pois sou maior!
Se fosse um menino certamente iria começar uma brincadeira de mao onde um beliscaria o outro.. mas meu conselho seria o mesmo: se nao gostar.. diga na hora que nao gosta de beliscoes ou entao se afaste dessa pessoa.
Ele ja faz aula de capoeira há 4 anos e treina outra luta também, é consciente da diferença que existe entre um atleta e um brigão de rua e eu sempre disse que não há gloria em usar a força para impor a sua idéia.
Só pra constar estou usando o note do Leandro.
Márcia, o problema de colocar palavras como “gene” é biologizar a situação, que é a base primárias de todos os grandes preconceitos do mundo, onde sempre alguns contigentes de seres humanos foram considerados “fracos” por serem de “raça inferior”.
A outra questão que isso implica é tirar completamente a parcela de culpa existente das mulheres, que muitas vezes perpetuam e geram a violência, mesmo “não tendo o gene”.
Por outro lado, consigo entender o teu argumento, quando analisamos a história do homem percebemos a sua necessidade de conquista e extermínio de grupos que são diferentes do seus. No entanto, apesar de esse fato existir, ele não é biológico, porque se fosse todos os homens seriam iguais. E não são. Por isso eu levantei a questão da cultura, que a meu ver é a nossa principal amarra, pois os argumentos que naturalizam a violência de gênero são comuns em todas as idades, sexos e gêneros.
Concordo com você, Raquel!
E, apesar das estatísticas, não concordo que a pessoa do gênero masculino seja violenta “em sua essência.”
Isso significaria que todo homem nasce violento?
Há tantos fatores culturais envolvidos, que eu considero essa teoria muito reducionista e pouco elucidativa…
Concordo. As pessoas esquecem de 2 coisas:
1- Culturalmente homens são estimulados à agressividade enquanto mulheres devem ser dóceis. E mesmo assim há muito menino e menina que não se enquadram nesses papéis. Basta ver quantas crianças são “corrigidas” quando não agem “adequadamente”;
2- O machismo privilegia somente homens que se adequam ao papel. Muita mulher se beneficia em ser “mulherzinha” também, especialmente as espertinhas que jogam bem o “finjo que obedeço, mas na verdade mando” (ainda que o preço seja alto, especialmente a longo prazo e ferra todas as outras mulheres em volta). Em suma, o machismo persiste porque tanto homens quanto mulheres colaboram significativamente.
Tristemente concordo. Homem que não se encaixa no papel? MULHERZINHA. Como ofensa. Em 2013.
Olá Letícia, eu não conhecia o seu blog, uma amiga postou hoje no face e eu resolvi ler com atenção, concordo com tudo que vc escreveu, infelizmente eu vivi essa violência de perto, minha mãe foi casada com meu padrasto por 19 anos e apanhou por 17, eram surras absurdas, ele a deixava quebrada, ela chamava a polícia, prestava a queixa, e depois de uma semana voltava com ele e retirava a queixa, eu convivi com tudo isso até os meus 18 anos de idade (foram 11 anos vendo isso de perto), quando depois de uma briga horrorosa, eu e ele quebramos toda a cozinha, eu saí de casa nesse dia e nunca mais voltei, ele nunca me bateu, e sinceramente eu fiquei com muita raiva da minha mãe, porque ela escolheu ficar com ele, ele morreu 9 anos depois, e ela sempre esteve ao lado dele, faço terapia desde os 19 anos de idade, precisava entender o que movia minha mãe, hoje eu entendo muitas coisas, mas não aceito, moro sozinha até hoje, tenho 45 anos e nunca consegui engatar um relacionamento que durasse mais de 2 anos, vivo na defensiva, não admito nem que um homem grite comigo, viro uma fera, ou seja eles se prejudicaram, se magoaram, se feriram e tudo isso respingou em mim. A minha mãe chorou a morte dele durante anos, dizia que morria de saudade…e que era muito grata a ele, pois ele se casou com ela, mesmo ela sendo uma mãe solteira…e eu sigo sem entender essa violência que a própria mulher se permite. Eu vivo sozinha, sou filha única, mas tenho amigos que são como irmãos, sou feliz e realizada, consegui tudo que eu queria na minha vida, mas gostaria de viver menos na defensiva em relação aos homens. Haja terapia. Abraços!!
Val, procure por “relacionamentos abusivos” na busca aqui do blog. Você vai encontrar textos que talvez ajudem a elucidar a situação da sua mãe. Mas, de fato, só ajuda terapêutica pode te fazer melhorar; o trauma foi muito grande.
Um beijo e força!
OI!
Tava indo dormir, cheia de sonhos bons quando vi um post no face de uma amiga sobre o caso Pistorius…Como fiquei quase duas semanas sem ver televisão nem internet, nada sabia… fui dar uma espiadela e… era sue blog. UI, que soco no estômago!!!
E é isso ai mesmo, sempre somos as vítimas que mereceram tudo de ruim. As próprias mulheres julgam as amigas e a si mesmas desta forma, como culpáveis e culpadas. Tenho uma amiga que sofre assédio moral e agressão psicologica do chefe e, no fim de tudo, ainda acha que é a culpada! Eu muitas vezes caio neste buraco tb… ô sociedade!
Gostei, virei fã, mesmo com este incômodo no estômago …
Abraços, bons dias
Infelizmente esses casos ainda vão se repetir pois existem ainda uma multidão de homens fracos e sem personalidade, que preferem matar a namorada/noiva/esposa/companheira do que resolver a situação! O fato dele ter proteses e competir não tem nada a ver com o sentimento de homem que ele tem dentro de si… pra mim.. é um fraco que merece mofar até o fim dos dias na cadeia. Deveria passar dias imaginando a mulher com outros caras que tem as pernas inteiras.
Outro lado, como postou a Val Oliveira, existem mulheres que persistem em ter um companheiro assim e isso só dá combustível para as agressões continuarem e até aumentarem e culminar com o assassinato. Seja por pressao da familia ou por uma criação de que “a mulher tem que suportar tudo calada” ou até mesmo por estar fragilizada mentalmente a situação vai se arrastando e daí… ja vimos o resultado.
Quando eu tinha 18 anos minha mãe estava namorando um cara que até parecia legal… ele tinha 46, divorciado, sem filhos.. enfim.. estava se candidatando a padrasto. Faltava pouco para o cara ir morar conosco e ele caiu na besteira de levantar a mão pra ela … de imediato ela pegou uma frigideira que estava no fogao e deu na cara dele e gritou por socorro… eu estava no meu quarto e em dois segundos já desci porrada no cara colocando ele pra fora a pontapés!
No caso Eloá tem dois culpados : o namorado imbecil e descontrolado e os pais que permitiram que uma menina namorasse um cara desajustado e muito mais velho. Se o pai da Eloá era procurado por homicidio.. como ele não “enquadrou” o namorado da filha, botando ele na linha? Isso é fraqueza de carater…
Minha filha estava sofrendo assedio moral do filho do pastor da igreja que ela frequenta, o idiota chegou a mandar mais de 80 mensagens numa tarde.. com teores nada evangelicos. Sem aviso prévio fui conversar com o idiota e com o pai dele… e ja coloquei meus termos.. “se eu ver qualquer ação tua que não seja uma conduta correta, seja via sms, face ou pessoal… venho aqui e arrebento tua cara e a cara de quem vier te defender!” ….FUNCIONOU!!! ele achou que podia fazer o que queria e ninguem iria por limite, já que o pai dele não o fazia. Expliquei ainda (na frente do pai dele) que um homem nao pressiona nenhuma mulher, nao oprime e pra acabar com a moral dos dois… perguntei : Você sabe porque a mulher foi feita da costela de Adão?… ambos olharam surpresos… eu nem esperei e mandei a resposta :
Não foi feita da cabeça para ser superior
Nem dos pés para ser pisada
Nasceu do lado para ser igual
Debaixo do braço pra ser protegida
Do lado do coração para ser amada!
Condição social, religião ou cor da pele não define carater e honra!… se seu parceiro/marido/sei-la-o-que te bater uma vez… saiba que isso vai se repetir… acabar com o hábito ou não …. fica a seu criterio.
abs a todos
Leandro, eu não acho que as coisas se resolvem com violência. E entendo que é só um comentário (portanto, não dá para esgotar todas as possibilidades), mas ficar em um relacionamento abusivo não é fraqueza de caráter.
Voce me entendeu mal.. eu disse que o PAI da Eloá foi um fraco de carater, assim como o filho do pastor e também o pastor por não querer tomar conta do que o filho faz.
Não sou partidario da violencia, tanto que fui primeiro conversar, mas infelizmente existem “homens” que só entendem esta linguagem. Eles abusam da força ou posição que tem para impor sua vontade, mas quando encontram um mais forte colocam o rabinho no meio das pernas e fogem ganindo. Pra mim não passam de frangos. Como dizia o velho Bezerra da Silva : Voce com revolver na mão é bicho feroz, sem ele anda rebolando e até muda de voz. Conheço vários que em casa são valentões mas ali no bar da esquina são motivo de chacota.
Leandro, seu discurso é muito patriarcal.
Pode ser, mas é o que eu aprendi do mundo.
Pra mim homem que bate em mulher é fraco, quem oprime é um babaca, quem mata então não merece nem meu comentario.
Eu fiz o primário (1ª a 4ª serie) com a mesma turma e quando fui pro ginásio só eu fui destacado pra outra classe.. e advinha… a outra turma começou a me pentelhar…. um chute no começo, uma ameaça na sala, um peteleco depois e eu deixando a coisa correr pra ver se conseguia me enturmar… até que um dia o mais capeta da turma resolveu passar a mão na minha bunda… fiquei em silencio enquanto todos na sala me zuaram… na hora da saída , sem aviso… puxei ele pra briga… e mesmo sendo mais fraco dei-lhe uma surra que a diretora foi apartar! NUNCA mais se meteram comigo. Infelizmente a violência era a unica linguagem que ele conhecia. A violencia é o recurso que deve ser usado quando todas demais possibilidades foram esgotadas.
Mas o mundo é patriarcal, Leandro. Todos nós fomos criados num ambiente de opressão e violência. Mas continuarmos com esse discurso – e agindo dessa maneira – depois de adultos, com todo o acesso à informação que temos, é estupidez.
Nossa, que comentário mais preconceituoso. Muito infeliz essa sua afirmação: “Deveria passar dias imaginando a mulher com outros caras que tem as pernas inteiras.” Uma coisa é falar sobre o homicídio que o atleta supostamente cometeu. Esse tipo de comentário, entretanto, é desnecessário. Diminuir uma pessoa por ser portadora de necessidades especiais não é só baixo. Fazer isso é crime.
Acredito que desta vez você está exagerando Letícia. Você, como jornalista sabe qual o foco da notícia. Oscar Pistorius. Então as reportagens falam sobre a vide dele, a carreira dele. O fato de falarem “ela deve ter feito algo para ele ter feito isso” não está justificando ou desculpando o ato. Mas simplesmente que uma ação tem uma reação, no caso em si, reação totalmente errada, equivocada. Mas ele fez isso porque ela fez,algo falou algo, ou eles fizeram, ou brigaram. Não justifica nada. É um fato! Ele não é menos errado por causa disso. A tese, por exemplo, da legítima defesa da honra, ou algo parecido não tem sido defendida na mídia nesse caso. Não tenho visto também a vítima sendo culpada pela própria morte. A mentalidade está mudando. Claro que o mundo é machista, mas é uma cultura que aos poucos está diminuindo, principalmente na mídia e, ainda mais nesse nosso mundo atual do politicamente correto!
Guilherme, é preguiça?
Eu traduzi dois parágrafos sobre como o Pistorius está sendo tratado pela mídia. Eu coloquei uma capa de jornal desrespeitosa com Reeva.
Se você lê em inglês, ainda linkei para dois textos que mostram como a imprensa está tratando o caso.
Sério, é preguiça?
“Claro que o mundo é machista, mas é uma cultura que aos poucos está diminuindo”. Dá pra contra-argumentar? Não “nesse nosso mundo atual do politicamente correto”.
Sério, é preguiça? Você me fala de 2 parágrafos e de dois textos e fala da cobertura da mídia em geral?
Acho que eu li notícias de uns 4 ou 5 portais e mais alguns comentários de blogs a respeito. O embasamento do meu comentário foi com relação a maioria dos textos que eu li.
Letícia, é preguiça?
Se puder, leia esse texto que mostra a meu ver o foco que deve ser dado: o de um mito do esporte que fez algo errado(independentemente do que a mulher fez ou não) e o de um país altamente violento.
http://diariodocentrodomundo.com.br/minha-garota-eu-matei-minha-garota-deus-me-leve-embora/
Não, não é preguiça, eu me enganei. É pior. É sexismo, umbiguismo e, pra variar, tira o foco do crime para colocar na conduta sexual da vítima. Podre.
Por isso que eu acho que o feminismo não cabe mais nesse momento histórico que vivemos. Que sexismo o que? Você tá doida?
Po, to falando que o foco é o de um país em que todo mundo usa arma, que chega às 22:00 e ninguém sai de casa com medo, que a violência é enorme e uma feminista realmente vem com esse papo reducionista de sexismo? Não é só isso!!!! É uma brincadeira! Um caso desses é muito mais complexo. To falando que o cara tá errado e vc me fala de sexismo?
O cara é machista? Deve ser. Mas acima de tudo ele é egocêntrico, é nervoso, se orgulha de usar armas, de ter armas em casa, que é um rico num país de pobres e se acha por isso e vc acha realmente que o problema da conduta dele é apenas sexismo?
Guilherme, você não sabe o que é sexismo, né?
Por favor, leia algum livro de teoria feminista antes de chamar uma feminista de doida só porque você ESCOLHEU SER IGNORANTE sobre um assunto que insiste em falar sobre.
Sexismo? Que sexismo? Isso é muito reducionista! Não cabe mais feminismo na atualidade, afinal, o machismo já era, principalmente na mídia: http://diariodocentrodomundo.com.br/modelo-advogada-inteligente-e-ambiciosa-quem-era-a-namorada-de-oscar-pistorius/
Bem, como leitor do seu blog há 2 anos, como uma pessoa que eu acredito que lê bastante coisa mesmo e como uma pessoa que busca não ter preconceitos vou te falar que a sua primeira resposta ao meu comentário foi um tanto quanto “deselegante”. Eu apenas discordei de que a mídia como um todo está dando um todo está dando um toque sexista ao assunto(sim, eu tenho uma noção do que é sexismo, mas vai a definição do wikipedia: Sexismo é termo que se refere ao conjunto de ações e ideias que privilegiam entes de determinado gênero (ou, por extensão, que privilegiam determinada orientação sexual) em detrimento dos entes de outro gênero (ou orientação sexual).)
Além disso eu apenas estou falando que, nesse caso em tela, falar sobre sexismo é muito reducionista. Se você não concorda é só contra argumentar numa boa e não falar que eu to com preguiça.
Leticia
Desculpe mas se alguem bater na sua cara você da a outra face?
Leandro, eu estou falando de discurso e de incentivo à violência. É isso que você faz. E não, eu nunca bati em ninguém. Mas sou agressiva, sim, com palavras. Porque é esse o jeito que fui criada nessa sociedade, como disse, patriarcal. E eu estou tentando mudar isso. Você pode não querer mudar. Pode continuar achando SUPER OK reagir com violência a qualquer agressão ou expectativa de agressão. Eu vou achar errado e repetir que não é assim que se constrói um ambiente de amor.
Agora voce ganhou uma estrelinha!!! =)
Sim… somente acabaremos com a violencia quando quebrarmos o circulo vicioso… avo passa pro pai.. que passa pro filho… que passa pro neto e por aí vai.
Voce está certa nesse ponto e concordo contigo, essa violencia tem que acabar! Pena que são poucos que pensam assim.
Coloquei os exemplos porque , na minha opinião, existem ainda pessoas com esta mentalidade e elas só entendem a linguagem da força, do confronto e da violencia… se você lhes vira as costas te chamarão de fraco e continuarão a tentar te oprimir. Não entendem uma bandeira branca ou simplesmente ficam possessas com o desprezo que podemos lhe oferecer! E isso porque foram criadas assim, está enraizada em sua mente a conduta violenta.
Você não consegue mesmo perceber que você faz parte dessa sociedade, né?
Leticia
vou repensar minhas atitudes e convicções e depois volto a comentar ok!
Eu fui criado num ambiente onde a violencia imperava, vários vizinhos de infancia foram mortos em confronto com a policia ou outros moradores da favela… mas nao perpetuei isso.. nao toco em armas, nao uso drogas e acho que o dialogo resolve quase tudo.
Eu faço parte desse mundo??? Talvez não tenha tido opção!!
Caramba Leticia
Meu amigo ficou aqui com fratura exposta nas tuas pernas!!!! kkkkkk
Ainda bem que vim ajudá-lo!!!
Primeiro q esse cartaz é injustificável, é nojento, beira a necrofilia, ao expor assim uma moça q acabou de ser MORTA. Segundo q essa história de “crime passional” só me parece uma forma de distinguir o cara de um “criminoso profissional e contumaz”, oq não o livra de ser um agressor covarde q há tempos já merecia ter sido punido. E vá lá q ela tenha feito “algo”, q ele se sentiu ofendido, e daí? Junta tuas coisas e some. O ego só toma o lugar do bom-senso pq sabe q é fácil pra se salvar. Mas não adianta, a regra é antiga: bateu, perdeu a razão na HORA. Ainda mais nesses casos.
boa Carlos
Penso exatamente assim!
Se não concorda com a conduta que a mulher esta tendo e não quer buscar uma solução, pede o divorcio , pega a mala e dá gás!
É exatamente isso! A atitude correta se uma pessoa não concorda com os hábitos de outra, quaisquer que sejam esses atos é cair fora, tirar o time de campo.
Só um comentário um pouco do mundo jurídico. Quando se fala em crime passional não há justificativa do tipo,” Ah, foi um crime, mas foi passional” Não é menos crime. Aliás, muitas vezes é mais crime, a conduta é mais reprovada. Só se fala que o crime é passional pela motivação que leva a pessoa a cometer o crime.
Não querendo generalizar, mas é possível observar por diversos meios a forma como a mulherada valoriza os chamados cafajestes. Esses mesmos são os que não pensam duas vezes em enganá-las e machucá-las. Outra coisa: a forma como as mulheres reparam muito mais em um homem que está acompanhado de uma mulher do que sozinho. Acho que tem algo a ver também. Tudo tem seus dois lados.
Que comentário mais sem sentido, deselegante, despropositado e clichê.
Não sei que tipo de mulheres você conhece, mas eu e as que eu conheço não gostamos de cafajestes, não. Nem olho para o cara quando ele está acompanhado e nunca me envolvi com alguém que tivesse um relacionamento. Esse papinho de “mulher só gosta de cafajeste” é coisa de homem que não dá a cara a tapa, que não se mostra, que não se expõe para conseguir a mulher que está a fim. Ficar em casa reclamando da vida nunca foi caminho para encontrar ninguém. O mesmo vale para as mulheres que dizem “só tem homem babaca, mimimi”.
Marcela e Leandro
Nem tão a leste e nem tão a oeste!
Existe sim um numero de mulheres que paqueram um cara mesmo que esteja acompanhado e se envolvem mesmo sabendo que ele é casado/compromissado. Mas tenho certeza que é uma parcela infima da população feminina.
E não estamos falando em machucar… estamos comentando o assassinato frio de uma mulher pelo namorado. O pior é que isso é muito frequente e ninguem dá muita propaganda, mas como neste caso são dois famosos é garantia de publico.
Roberto, eu sei que você assina com outros nomes aqui também. Peço gentilmente pra você esquecer o endereço do blog. Se não, serei obrigada a bloqueá-lo. Obrigada.
Leandro M, vamos tomar como verdadeiro tudo o que você disse, ok? Agora me responda: que fenômeno é esse que você descreve?
Vi uma reportagem sobre o caso.
Nossa, o crânio da moça foi destruído por um bastão. Fora os tiros…
Meu, “que cara que ama depois” teria coragem de fazer um ato tão selvagem?
Isso não é amor, pode ser psicopatia, perversidade, ódio, seilá. Só sei que não é mesmo excesso de amor.
Pobre Reeva, ao que tudo indica (sim, as provas estão cada vez mais contundentes contra Pistorius) foi mais uma vítima dessa praga chamada violência de gênero… :(
Além de também ter achado de extremo mau gosto a escolha de fotos sexy dela pelos tabloides e portais da vida (concordo com quem disse acima que chega a beirar a necrofilia), também me incomoda muito só retratarem Reeva como uma “bela loira”, “top 100 mais sexy do mundo”, etc, fora a sugestão de que ela estaria tendo um caso com um amigo do Pistorius, como se isso atenuasse o crime. Pouco foi dito sobre o fato de ela se posicionar contra a violência de gênero na África do Sul, por exemplo. Não, pra mídia importa mais a faceta modelo dela.
Também me incomodam muito alguns comentários sobre o caso nos grades portais, de gente dizendo “como ele pôde matar essa loira maravilhosa”, “uma moça linda não pode morrer assim” e outros do gênero. Então se for “feia” pode ser morta desse jeito que é “menos pior”? Temos que nos indignar com a morte violenta de TODAS as vítimas mulheres, não só das belas e jovens.
Enfim, espero que a justiça seja feita e que a fama e a construção da “marca” Pistorius (toda a história de superação, o exemplo, etc) não apaguem os fatos. Uma mulher morreu de forma covarde e infelizmente não vai mais voltar :(
Esse Pistorius já tinha caído no meu conceito no momento em que questionou a vitória que o brasileiro Alan Fontelles teve sobre ele na última Paraolimpíada. De “homem que quer superar seus limites” ele passou para “arrogante e prepotente” pra mim em um segundo. Ele mostrou que não sabia perder.. A justificativa que ele inventou pra ter matado a namorada com 4 tiros (que a confundiu com um ladrão) é tão patética. Ele achou que alguém fosse realmente acreditar nisso, o que só mostra mais uma vez a arrogância dele. Ele deu QUATRO tiros nela. Depois de ter batido com um taco na sua cabeça. Espero que apodreça na cadeia.
As penas para este tipo de crime sao brandas demais. Pelo visto sao brandas no mundo inteiro.
Lembro da minha mae indignada com o crime do Lindomar Castilho, ela reclamando que ele nao tinha cumprido nada na cadeia tinha saido e pasmem se casado de novo.
No mundo inteiro virou moda, mulher termina relacionamento leva tiro na cara (caso da cabelereira) esta tiro na cabeca.
Tenho uma amiga que teve que se mudar de estado e nao dar endereco nem pra mim nem pra mae dela depois de apanhar dois anos apos a separacao e divorcio finalizados. Apanhava na frente do trabalho era demitida (horror) por criar escandalo, arrumava novo emprego e acontecia tudo de novo. Belo dia ele quebrou o braco dela em dois lugares, ela trabalhava de atendente na livraria cultura, porque nao conseguia emprego mais de secretaria que era sua profissao, saiu do servico comprou uma passagem, nao se sabe pra onde e esta morando fora ha um ano e meio. Pode isso? ter que deixar sua cidade,familia, amigos, deixar de arrumar um bom emprego e todo o resto.
Porque a familia , policia ninguem pode ajuda-la , e ainda temos que agradecer que ela esta viva em algum canto do pais, escondida igual criminosa.E o ex marido, verdadeiro criminoso ja deve estar aterrorizando outra desavisada.
Deveria ter um banco de dados para homens deste tipo.
Crime cometido: terminar uma casamento.