Mudanças no blog e na vida

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Eu verdadeiramente acho que mudei muito na maneira de lidar com críticas e xingamentos. No entanto, ainda não foi suficiente.

É preciso tomar medidas mais drásticas.

Não gostaria de retirar os comentários do blog, tampouco fechar meu Twitter. Acho que a interação que temos é muito bacana e proveitosa. Porém, os ruídos provocados por algumas pessoas sempre interferem no melhor aproveitamento das discussões.

Assim, a partir de hoje quaisquer comentários no blog, Facebook, Tumblr, Ask e afins cujo objetivo seja apenas de agredir será sumariamente deletado e, caso seja possível, denunciado aos órgãos competentes.

Tanto faz se a agressão é direcionada a mim, aos demais leitores e leitoras, a um grupo social. Caso eu me sinta pessoalmente ofendida, buscarei reparação pelas vias judiciais. Se não, o simples deletar será suficiente.

Se você desconhece o feminismo e quer saber mais a respeito, há pelo menos 200 posts  no Cem Homens a respeito do assunto. Caso seu interesse seja real, você encontra neste link uma lista de 100 melhores livros feministas segundo a Ms. Foundation. Não concordo totalmente com a lista, mas você pode tê-la como parâmetro para começar seus estudos.

Também tenho um ask.fm para tirar dúvidas simples sobre feminismo, o Feminismo para principiantes. É impossível responder imediatamente, então pode ser que sua dúvida demore um tempinho para entrar no ar. Questionamentos utilizando como “prova” links de sites que reconhecidamente desrespeitam os direitos humanos serão ignorados.

Não se trata de censura ou intolerância. Acho até curioso quando usam o argumento da intolerância para justificar a não aceitação de um modo de vida ou da igualdade entre grupos sociais – isso sim é que é intolerância.

Censura é impedir a livre manifestação de pensamento. Qualquer pessoa pode montar um blog ou twitter, organizar marchas na Paulista, sair com altofalante na rua falando baboseiras. No Cem Homens e nos espaços relacionados a ele, por outro lado, discursos de ódio não serão mais tolerados. Gostaria de lembrá-los, sempre, que a democracia lhe dá o direito de falar, mas também prevê consequências para manifestações preconceituosas ou que ofendam a honra de outrem.

Quero que os espaços do Cem Homens sejam ambientes para discutirmos abertamente sexo, do jeito mais explícito que você possa pensar; sexualidade; feminismo. E, de vez em quando, depressão e outros transtornos. Eventualmente, coisas completamente idiotas e quase sem sentido, mas divertidas (lembrem-se que até receita de brownie já postei por aqui).

Agressões explícitas ou veladas e sexismo com o único fim de provocar não têm mais lugar aqui. Ah, eu já sei que sou puta e gorda. Não precisa me lembrar disso. É inútil, como foram inúteis a maior parte das discussões nas quais me envolvi aqui ou em qualquer outra rede social.

Portanto, agora o Cem Homens é hate-free. Se você ler algum comentário no blog ou no Facebook que você ache ofensivo (eu às vezes não consigo ler todos), por favor me avise para que seja deletado imediatamente.

O Cem Homens volta a ser só amor e prazer.

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35 pensamentos em “Mudanças no blog e na vida

  1. Apóio a decisão. Quem faz discurso de ódio tem que aprendar lidar com as consequências. E que voltemos a respirar ares mais puros por aqui. Bjs, gata.

        • Desculpe eu ter dado o link aqui, mas não sabia como te enviar. Muito equivocada essa pessoa do texto. Tudo “na opinião dela”. Obrigada pela resposta.

          • Imagina, Gabriela. Sem problema. Achei engraçado quando ela fala das coisas que ela faz (trabalhar, estudar, etc), sem levar em consideração os caminhos que permitiram que ela fizesse tudo isso. É no mínimo irônico.

  2. Oi querida!
    Acho uma decisão das mais acertadas, é totalmente desnecessário ter que ouvir discurso de ódio num terreno onde a gte se julga livre desse tipo de barbaridade. E outra que qualquer tentativa de discussão ou de uso de argumentação racional com esse tipo de gente se resulta infrutífera. É pregar no deserto. Gente que vem aqui só pra xingar, vem só pra xingar…não quer conversar.
    E agora uma das grandes coisas que eu aprendi na minha vida, e que tá sendo catalisador de mudanças super positivas na minha vida:
    Entre somente em brigas que valham a pena.
    E você, tá escolhendo bem as suas.

  3. Nádia, acho muito que cê tá certa. Galera não tem o que fazer e fica enchendo o saco. Só acho que vc leva a sério demais. Fez comentário “puta gorda”, ou foi machista, homofóbico, sexista etc, foda-se sabe? Tanta gente babaca que se a gente for se deixar levar já era.
    Vejo por mim mesma: adoro você, mas tem várias coisas com as quais não concordo. E??? foda-se, nao venho pra cá pros comentários “ah mas isso isso e aquilo” sabe? Viva a diferença. Pra que vou vir aqui, no SEU blog, discutir com VOCÊ sobre as SUAS idéias? Ou então pior, te agredir? (não que vc seja passiva de agressão, foi só um exemplo). Leio tudo, quando nao concordo, me abstenho e fim. Tem gente que não faz isso, mas né, caga pra eles cara. Um dia nego aprende, com certeza.
    Me lembro no Cem+1 quando vc escreveu um post sobre sexualidade, mas nao lembro o tema. Galera veio de sola pq vc não incluiu a visão transexual no post. MERMÃO, não tem como englobar tudo. Você não sabe de tudo, não pode entender e escrever de tudo. E você não é transexual.
    Disse isso pq até pessoas que têm uma visão parecida com a sua (de nós leitores tbm, como eu) podem vir aqui e te chamar de preconceituosa “pq vc não falou dos transexuais”. Imagina o pessoal homofóbico, machista, que muitas vezes nem sabem escrever direito?
    Let it go cara. Tem que rir desse pessoal!

    Um beijão.

    • Livia, não é tão fácil assim “deixar pra lá”. Eu não sou passiva, sabe? E, às vezes, tenho a vã esperança de que a pessoa vá entender. Mas aí percebi que essa era a única coisa que me incomodava ainda no blog… E resolvi mudar.

      Quanto a você ter opiniões divergentes, eu acho mega ok as pessoas discordarem. Incentivo você a comentar nos posts que você discordar. Se a coisa for feita com educação (muita gente confunde educação com escrever direito; daí a gente vê um monte de homofóbico que não comete um errinho de português sequer…), eu não fico bolada.

      Foda é quando a pessoa já diz “você não sabe de nada”, como se a verdade dela fosse absoluta.

      • Não acho questão de ser passiva nesse caso, é questão de não deixar um babaca te influenciar. Babacas gonna babaquear sempre, todos sabemos disso.
        As informações tão aqui no blog, em outros milhões de blogs e livros, os links do G1 tão aí pra mostrar a misoginia.
        Galera não aprende pq não quer. Continuam com discursos de ódio e pensamento da década de 20 pq QUEREM. E infelizmente nem eu, nem você, nem a Lola, nem a Bel Hooks nem nenhuma outra mulher (ou homens esclarecidos) vamos mudar isso.
        Aí vc manda link, escreve coisas, dá dicas de leitura pra pessoas que simplesmente não vão abrir a cabeça. O que resta? Estresse. Pra você, não pra eles, que acham o engraçadíssimo te chamar de puta gorda.
        Sabe? Não vale o tempo disperdiçado.

        Eu não faço nem idéia do que é ler o bando de merda que vc lê sobre vc mesma diariamente, imagino a merda. Mas né, nego fala mal da gente assim, do ladinho. Que que são um bando de babacas cibernéticos? =)

  4. Acho até que você foi muito paciente para tomar essa decisão.
    Lendo em caixa de comentários dá para ver muito bem quem tá só querendo causar tumulto e agredir o dono do blog ou os demais comentaristas.

    Quando o pessoal tenta debater com quem vem tumultuar, o debate fica prejudicado e o troll consegue a atenção que queria.

  5. Discursos de ódio aqui, no twitter, no facebook não acrescentam nada a vc, às suas leitoras, e a qualquer discussão que esteja acontecendo.
    Não tem razão vc se estressar e começar uma discussão em que vão te ofender e ofender suas leitoras e quem defende seus pontos de vista.
    Vc está certa. E até demorou pra tomar essa decisão.
    Existem x pessoas querendo acrescentar nos debates, dar espaço pra w pessoas que só querem atrapalhar não vale a pena.

    ;)

  6. Concordo com os comentários da Lívia que más críticas não devem ser consideradas. Eu acompanho seu blog há algum tempo, embora nunca tenha comentado, e vejo que você incomoda-se demais com as críticas, como se buscasse uma aprovação unânime, e acho que isso não leva a nada. Eu penso que o fato de seu blog despertar amor e ódio por si já basta para demonstrar que você toca o seu leitor, de qualquer forma, e isso é o importante. O seu texto perturba, faz pensar, sair do lugar comum e refletir, ou no caso dos ignorantes os deixam sem saídas a não ser xingar e esculhambar… pense em quem curte seus textos e não em quem desaprova. Como já disse Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra”, ou algo assim!

      • Ah, btw, quando uma pessoa decide fazer algo bacana, você a parabeniza. E só. Não precisa ficar dizendo “ainda bem que agora você decidiu parar de fumar, depois de tantos anos com essa tosse horrível e com seu pai tendo morrido de câncer”.

        Quer elogiar a atitude? Elogie. Não diga que está elogiando APESAR DE. Também não agrega nada.

      • Nádia, te julguei não. Só dei minha opinião. Talvez se estivesse no teu lugar ficaria emputecida tbm sabe? Falei de boa mesmo. Opinião de quem vê de fora e fim.

        • Livia, a resposta não foi direcionada a você.

          Eu entendi vocês dois (você e o Luiz), e agradeço o apoio. Só acho que às vezes a gente precisa tentar “ver de dentro”, e não só de fora, pq daí o problema do outro parece fácil de ser resolvido…

  7. Sinceramente, acho que o blog fica mais interessante quando tem gente discordando dos seus posts e buscando o debate. Acho chato ler um monte de ” adorei, que lindo” ” mudou minha vida” ” parabéns” , etc, seguidos. Entendo que isso seja gostoso pra vc mas como leitora eu fico desinteressada – e eu acho que os comments fazem parte do blog tanto quanto as postagens do blogueiro. Eu leio sempre todos os comentários quando entro aqui.

    Bom, foi só a minha opinião. De resto, aproveito o espaço aqui pra te sugerir um tema que gostaria que vc escrevesse sobre: a história da terapeuta sexual – 900 clientes, parece – que motivou o filme As Sessões. Eu não tenho opinião formada sobre isso – a terapia e a terapeuta.

    O que acha, Letícia? Se escrever vou adorar ler – e comentar. Se a Nova Ordem não me pegar..;)

    • Nunca fui contra discordarem de mim, desde que educadamente. E se a pessoa discorda, se eu estiver a fim e com tempo, eu vou respondê-la de maneira contrária.

      Não tenho problemas com isso.

      O ponto aqui é outro. E, me lendo há tanto tempo, você deveria saber que eu não sei lidar com elogios, então não estou fazendo isso para as pessoas me elogiarem.

      • Em nenhum trecho do comentario eu disse que vc faz algo pra ser elogiada. Mas eu não tenho como saber sobre como lida com elogios por ler o blog há tempos.. Eu não leio tudo, depende do tema.

        Mas que elogiam muito, ah, elogiam! Isso a gente vê, eu vejo. E não gera debate, discussão – é disso que gosto, de polêmica mesmo. Rs Por isso torço pra que venham até aqui e discordem um pouco..rs fica mais interessante, instiga, sei lá, é como eu penso.

        Acho que vc já foi mais agressiva com opiniões contrárias a sua. Isso é bom pro blog.

        É bem verdade que depois que vc ” apareceu” e eu te vi em vídeo, falando, eu mudei a minha maneira de ler seus textos. Agora leio meio como vc fala, sem toda aquela agressividade que imaginava, de um jeito diferente, menos ” violento” ( não acho palavra melhor..tsc). Vc podia se arriscar em um vlog, fazer entrevistas com pessoas que julgasse interessantes, seria bom, e jornalismo, afinal de contas.

        Bom, mas e As Sessões? não achou interessante falar sobre isso?????

  8. Ficou parecendo que estou discordando de vc! Não é isso, é mais pra expressar meu desejo de ver gente bacana comentando de forma interessante, inteligente e civilizada aqui.

    :)

  9. Conheci hoje o seu blog, estava vagando na internet e achei esta belezura.

    Fui ver os comentários e percebi você criticando os maus comentários, outra criticando escola de princesas, o que acontece é que na nossa individualidade cada um tem um ponto de vista e deve ser respeitado por isso.

    Eu tenho 35 anos, há algum tempo me sinto livre para fazer com o meu corpo o que eu quiser, no entanto, por causa de acontecimentos nem tão recentes e muita, muita depressão me deparei com Deus. Resolvi ler a Bíblia. Agora você deve estar pensando que este vai ser um comentário tacanho e de uma beata, mas não.

    Entendi ao ler a bíblia que nós devemos nos preservar. Já fiz algum sexo casual, já fui casada, divorciei e mais sexo casual até que eu vi que isso não era pra mim. Adoro sexo, sinto uma falta imensa, mas preciso me preservar.

    Eu sou do tipo que apesar de gostar de sexo, ter sexo casual me é agressivo, já que eu sempre espero que role uma troca, que o cara queira mais, sei lá eu o que, então não devo fazer. No entanto, se eu fosse uma pessoa bem resolvida e nada carente, não haveria problema algum em querer ter 100 homens em um ano.

    Para mim, querendo ou não, sempre rola uma troca no sexo e algum tipo de expectativa seja ela qual for, então aprendi que isso não é mais pra mim.

    Sempre haverão aqueles que te elogiarão por ter tido a coragem de escrever abertamente sobre um assunto polêmico, sempre haverão os que te encararão como puta, faz parte.

    O duro é que nós tendemos a acreditar nas opiniões ruins. Se 20 pessoas te elogiarem, mas 1 te detonar, o saldo não será positivo porque o peso de 1 mensagem negativa pode anular sejá lá quantas mensagens positivas você tenha.

    Já fui gordinha, depois gorda e hoje sou magra.

    Só para você saber, fiquei linda mas não sou mais feliz. Hoje eu tenho muito mais dificuldade em arrumar um namorado do que antes pelo simples fato de que os homens agora tem receio de chegar em mim, sabe “muita areia pro caminhão”? Nunca conheci uma menina gordinha que não fosse linda de rosto, a maioria é bonita, é legal, se aceita, é tolerante.

    As vantagens de ter ficado magra foram apenas estas: 1) Passo despercebida na multidão, deixei de ser ponto de referência; 2) Não sou mais alvo de bullying referente ao peso; 3) Posso comprar roupas mais baratas e achar um sutien que sirva direito.

    Todo mundo sofre bullying, o ser humano é mau, se conforme e siga a sua vida. Quando eu digo todo mundo, é todo mundo mesmo. No colegial eu tinha 2 amigas. Nesse trio todo mundo sofria bullying, eu porque sou mulata e era gordinha, a segunda porque a família não era rica e a terceira porque era muito bonita. Ninguém escapa!

  10. Certíssimo. Discordar é uma coisa,agredir é outra. Liberdade de expressão não significa liberdade para atacar.
    “Ah, eu já sei que sou puta e gorda.”
    Sendo assim,aceite um forte abraço de outra “puta e gorda” muito feliz e satisfeita.
    Bjs!

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