Ciúme não salva, ciúme naufraga

Sempre me achei uma mulher ciumenta. Está lá na descrição astrológica do meu signo (sou escorpiana) e tudo. Aceitei como verdade e, ao me perguntarem se eu tinha ciúme, respondia que sim.

Fazia ressalvas: “não tenho ciúme de familiares ou de amigos”.

Com namorados, era meio desconfiada, mas nunca criei caso para eles saírem sozinhos, irem beber uma cerveja com os amigos, jogarem bola sei lá qual dia da semana. Eu achava isso natural, uma vez que eu também queria meus momentos sozinha. Se o cara SÓ quisesse fazer programas sem mim, aí sim eu acharia estranho.

Hoje sou adepta das relações abertas, mas lembro perfeitamente quando tinha 16 anos e um namorado de quem gostava muito. Eu amava sair à noite para esses lugares que tocam música de rádio. Ele detestava. Decidimos que eu ia a uma festa e ele não. Como fui me arrumar na casa de uma amiga, ele passou lá para me ver. Queria saber como eu ficava maquiada, de vestido e de salto (não usava nada disso na época). Fez elogios, me deu um beijo e voltou pra casa. Eu fui pra night.

Maduros? Não. Nós tínhamos 16 anos! Só que existem coisas que são básicas: o direito à intimidade é uma delas.

Quero dizer, eu achava.

De vez em quando ouço histórias de namoradas (e namorados) que fuçam carteira, celular, gavetas. Sempre acho exagero de quem está contando. Não é possível que exista alguém assim, penso.

Até comprar uma revista feminina esse mês.

Na capa, a chamada: QUANDO O CIÚME PODE SALVAR SEU RELACIONAMENTO.

What? Repita, por favor:

QUANDO O CIÚME PODE SALVAR SEU RELACIONAMENTO

Calma. Isso só pode estar errado. Ciúme faz relacionamento naufragar, isso sim. Deve ter sido um erro de diagramação.

Fiquei repetindo isso como mantra, mas aí abri a revista na página da reportagem. No subtítulo: “Mas calma: se você souber usar esse ‘excesso de cuidado’ a seu favor, vai conseguir deixar o cara ainda mais apaixonado”. Gente? Até na hora de ser uma louca varrida a intenção é “segurar o gato”?

A reportagem indica 12 passos para a “recuperação” do ciúme – na verdade, de demonstrações de ciúme, para que o namorado não perceba que você está no encalço dele. Afinal, “você não quer dividi-lo com ninguém. É como se o ciúme funcionasse como um detector de ameaças, acionado toda vez que uma periguete entra em cena” (palavras da revista. slut shaming incluído).

Segundo a revista, tudo bem ser ciumenta, porque o gato já sabia desse seu traço de personalidade e se beneficia com isso (?).

Mas o que me deixou passada, mesmo, foi um dos 12 passos, logo o primeiro, que copio integralmente abaixo. O grifo ao final é meu.

Admito que sinto ciúme, sim

Você não é a última e nem a primeira mulher a ter ciúme. Então, não se sinta péssima porque perdeu a linha uma hora ou outra – seria preciso ter um coração de pedra para não pirar com certas situações. Não é fácil definir até onde o ciúme “normal” vai – a linha é tênue! Um bom termômetro é prestar atenção em quanto tempo você gasta com ele. O ideal é não ultrapassar uma hora por dia, duração necessária para se incomodar com algo e resolver, seja falando com o gato, seja sozinha.

UMA.HORA.POR.DIA.SE.ESTRESSANDO.COM.CIÚME.

Uma hora a menos de sono, um episódio inteiro de The Big C, várias páginas de um livro, um banho maravilhoso cheio de coisas cheirosas. E, se for pra incluir o gato, imaginem o tanto de coisa que dá para fazer com ele em uma hora!

Somando tudo, dá para fazer uma PÓS GRADUAÇÃO no tempo em que uma revista feminina, em 2013, diz para você se preocupar com ciúme.

Depois tem um monte de outras baboseiras, mas foi ali que descobri que as pessoas instalam Google Latitude no celular do namorado. Eu super achava que estava stalkeando algum bonitinho por ler o twitter dele de tempos em tempos, mesmo sem segui-lo.

Eu já fiz muita cagada em relacionamentos amorosos. Várias delas em razão da insegurança, que também é motor do ciúme. Mas esta insegurança estava em mim mesma, não no meu parceiro. Ele não era culpado pelas coisas que eu sentia – e, se eu continuei sentindo, mesmo quando mudei de parceiro, é porque de fato o problema era comigo. Sou EU que tenho que resolver isso.

E não para agradar o gato, como dizem as revistas femininas, mas porque eu mesma não posso sofrer e sofrer e sofrer em razão de um problema pelo resto da minha vida. Segundo a revista, posso perder uma hora por dia com isso. Acho que tenho coisas melhores a fazer.

Meu amor se multiplica

Nos últimos dias voltou à tona um assunto antiiiiiiiiiiiigo: a suposta falta de amor romântico na minha vida. Segundo os críticos, o fato de eu me relacionar com vários caras impossibilita a construção de um sentimento de parceria e cumplicidade entre nós.

Partir do pressuposto de que relações casuais são necessariamente vazias é desonesto. Há homens na minha vida que, mesmo que tenhamos cometido o pecado capital de transarmos logo após nos conhecermos, fazem parte do meu cotidiano, me apoiam, me admiram e me fazem bem.

Por outro lado, conheço muitos casais em que esse mesmo tipo de lealdade e companheirismo não existe. Alguns apenas coabitam; outros traem como quem troca de roupa; há incontáveis que não percebem quando o parceiro está precisando de ajuda, mesmo estando tão próximos.

Ao mesmo tempo, há casais vivendo felizes, impulsionados pelo companheirismo que os fortalece.

Mas esses casais não precisam – e não são, grande parte das vezes – aqueles considerados “normais”, “aceitos pela sociedade”. São homossexuais. Pessoas que transformam o casal em “três”. Gente vivendo relacionamentos abertos – e honestos. Pessoas que só se encontram para transar.

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E, olha que bizarro: esses casais não precisam da benção de um padre ou da mediação de um juiz de paz. Possivelmente também não são aceitos com facilidade pelos familiares, amigos, colegas de trabalho. Ainda assim, vão em frente, seguem suas vidas, desafiam o status quo, a heteronormatividade, a mononormatividade, porque, no final, o que importa é o amor que eles sentem uns pelos outros.

Eu vivo exatamente dessa forma. Muita gente não vai entender, vai apontar o dedo na minha cara, vai dizer que tento resolver a minha dita falta de amor romântico com pintos e pintos e pintos.

A grande questão é que eu não quero amores românticos. Não desse jeito que aprendemos. Se amar alguém é querer ela só pra si, se é ter ciúme, se é vigiar cada passo, bom, eu não nasci pra isso mesmo.

Filio-me, como sempre, ao grande e saudoso Gaiarsa, que fala sobre como devemos mudar nosso jeito de amar.

“A outra alternativa é a de nos tornarmos um pouco mais capazes de nos amar – de começar a perceber que viver falando bonito de amor não tem nada que ver com sentir e vivenciar amor.

Veja como nosso amor é inimigo do amor. É isso mesmo – me acompanhe. Comecemos com o casamento. Se você é casado, qualquer outro homem pode ser seu rival, conquistar sua mulher, etc. Em relação a ela, ocorre o mesmo.

Se você é apenas namorado, dá tudo na mesma. Qualquer mulher pode seduzi-lo – e a atual teme ser substituída.

Ao começar a amar, você se vê, no mesmo ato, cercado de inimigos – por causa do amor.

Nosso amor exclui, entende? Amar uma pessoa é negar-se a quaisquer outros amores, e assim o amor, em vez de unir – como sempre se diz que ele faz -, separa.”

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Meu amor já foi assim: aprisionado. Porque, na verdade, ele queria se espalhar por aí, mas diziam “você só pode amar um, e ele só pode te amar de volta, mais ninguém”. Eu remoí sentimentos de culpa diversas vezes.

Eu não entendia. Queria mais – e queria verdadeiramente, não era só tesão. Mesmo quando era “só” desejo, pensava como era possível eu amar tanto alguém e querer me envolver sexualmente com um terceiro. Diziam que esta era a prova da não seriedade do sentimento. Mas como?

Foram anos até eu entender que meu amor se multiplica. Eu não preciso amar só uma pessoa. Isso vale para amizades, família. Causas e ideologias. No meu coração, cabe mais de um. Cabem vários. E, em vez de faltar amor, ele na verdade se torna ainda mais forte, pois não está mais acorrentado. Ele pode crescer, se espalhar, aconchegar. Meu amor é livre, intenso e imenso.

Ciúme, essa coisa idiota sem nenhuma relação com o amor

Nós já nos apaixonamos mutuamente, brigamos em demasia, paramos de nos falar, voltamos a nos falar, brigamos mais um pouco, nos amamos mais um montão. Chegamos à conclusão (ok, mais ele do que eu) de que não é possível termos um relacionamento amoroso. Pelo menos não do jeito que as pessoas imaginam que isso seja.

Ele mora em outra cidade e sente imensa necessidade de controle. Eu, idem. Resultado: uma árdua luta por poder que jamais chegará ao fim. Decidimos, mesmo sem palavras, que está-bom-do-jeito-que-está. Falamos o dia inteiro no Facebook, contamos coisas íntimas um pro outro, fazemos planos de futuro, mesmo os que nunca se concretizarão. Semana passada, por exemplo, escolhemos as estantes da casa que teremos quando casarmos.

E vamos muito bem assim, obrigada. Só que não falamos sobre nossas vidas amorosas. Eu, falastrona, acabo contando uma coisa ou outra. Ele, nunca. Mesmo que eu peça. Até que em uma noite dessas ele parou de falar no chat do Facebook por alguns segundos.

Quando voltou, jogou a ~bomba~:

- Acabei de receber uma booty call.

Espumei do lado de cá da tela. Fiquei procurando dentro da minha cabeça onde havia surgido aquele ciúme. Eu saio com outros caras e sou partidária do relacionamento aberto (quando conversamos a respeito, inclusive, sempre dizemos que se tivéssemos um relacionamento “rotulado”, certamente poderíamos beijar-transar com outras pessoas).

Fiquei sem entender a minha própria reação. Quando ele começou a revelar algumas preferências sexuais que ele compartilha com a tal moça que ligou pra ele, me enfureci. Confessei meu ciúme e deixei ele falando sozinho.

Enquanto ele estava lá, em outra cidade, transando e sendo feliz, eu estava aqui pensando a respeito do meu ciúme. Infelizmente devo dizer que não é novidade na minha vida. Até bem pouco tempo atrás eu poderia me descrever como uma mulher ciumenta.

Mas as coisas mudaram. Eu mudei. Ter ciúme não tem nenhum sentido depois de tudo o que vivi, li e pensei. Não combina mais com a pessoa que me tornei.

Porque eu finalmente me dei conta de que ciúme não tem qualquer relação com quantidade de amor. É bem comum acharmos estranho quando nosso par não demonstra o tal “sentimento”. Pensamos logo que ele não nos ama ou que não se importa.

Não é verdade. O ciúme ocorre quando somos inseguros com a gente mesmo (“ele é areia demais pro meu caminhãozinho, já que sou feia/gorda/burra/etc”). Ou por acharmos que o outro “nos pertence”. “Se ele é meu, então não pode se envolver com mais ninguém.”

Pensar em proibir, reclamar e fazer escândalo é uma guerra inútil. Nossos parceiros irão, sim, conhecer outras pessoas. Irão sentir desejo por essas pessoas. Transarão com essas pessoas. E serão felizes com essas pessoas.

Por que temos tanto medo que isso aconteça? Se nosso amado nos “trocar” por outra, vai doer, sim, mas você quer que ele fique com você por obrigação?

No final percebi quão imbecil eu estava sendo. O moço bonito de pernocas delícia continua sendo ~meu~ nos momentos em que sempre foi: a gente segue conversando o dia inteiro. Sei que posso ligar quando sentir saudade do sotaque e das gírias horríveis que ele usa.

O que eu quero dele é que ele continue prestando atenção no que eu digo. Esses dias ele disse que havia jantado bem. Eu perguntei o que havia sido, e ele “você não ia gostar”. Ele lembrou que eu não como frutos do mar – e eu sequer recordava já ter dito isso pra ele algum dia.

Quero que ele continue me apoiando nos meus projetos, me admirando em uma coisa ou outra, me elogiando de vez em quando pra aquecer meu coração. Eu continuo tendo tudo isso. E nós vamos ter isso com outras pessoas, também.

Eu não preciso “tê-lo” como um prêmio, como um objeto. Eu só quero (sequer preciso!) ele na minha vida porque ela se torna mais colorida com ele por perto.

PS: Enquanto fazia a procura de imagens para esse post, coloquei “jealousy” e “ciúme” na busca. Basicamente apareceram ilustrações de duas mulheres disputando um homem. Ciúme não tem a ver com gênero. Não é sentimento de “mulherzinha”. É sentimento de GENTE insegura e possessiva. Independente de gênero. 

Casamento aberto… de que lado?

Todas as vezes em que falei sobre relacionamento aberto aqui no blog inúmeras dúvidas surgiram. Parte das pessoas julgaram que não exigir monogamia seria uma boa saída para “salvar” a relação.

Não era uma vontade genuína de sair com outras pessoas, tampouco uma mudança de perspectiva sobre a questão da fidelidade. Não. É como se pegassem aquelas listas milagrosas de como evitar o término e começassem a testar cada uma delas. Comprar lingerie nova, fazer uma viagem a dois, experimentar novas posições, ir ao swing… E assim vão testando, tentando, fazendo de tudo para não “perder” a pessoa.

Mas, peraí: se você não acredita em relacionamento aberto, por qual razão você está insistindo em um? Você prefere dividir o que é seu (eu não acho que ninguém é de ninguém, mas é assim que grande parte das pessoas pensa) a ficar sozinha?

Uso os adjetivos no feminino porque em todas as vezes que fui questionada a respeito disso foram mulheres que me escreveram. Sabedoras da tal tese de que “homem não aguenta ficar com uma mulher só”, elas pensam nesta possibilidade para “sossegar o moço”, “ser uma mulher completa”, “melhor fazer e continuar comigo”. Elas, porém, não sentem vontade de sair com outros homens. Querem posar de modernas, bem resolvidas, mas se corroem de ciúme.

Claro que isso não é regra (existe alguma regra em relacionamentos?), e estou falando de alguns casos que conheço. E conheço um bem de perto. A mulher não transa com mais ninguém, mas acompanha o marido em swings e festinhas. E não, ela não sente tesão nisso. Ela só quer marcar território.

Quando vê o marido interagindo mais, digamos, amorosamente com alguém, ela pula. Ele é proibido, por exemplo, de fazer sexo oral nas outras – regra que ele talvez cumpra na frente dela, mas ele também sai sozinho. E sim, ele quebra a tal regra.

O que ela queria, mesmo, é que ele não transasse com mais ninguém. Ela não acha isso certo, mas acredita que é o preço que deve pagar pra continuar casada. Eu sou sempre a favor de experimentar, de ver qual é, de sentir coisas novas. Mas se você acredita realmente na monogamia, relacionamento aberto não é para você. Forçar isso só para continuar com aquele parceiro só vai te fazer sofrer. Uma separação também, eu sei, mas melhor isso do que viver uma relação de mentira.

"Dividir" o que é "nosso"

 

Sim, eu sei que ninguém é de ninguém e blá blá blá. Isso é muito bonito na teoria, mas na prática, como funciona? Há casais em que a monogamia é regra básica (mais uma vez, pelo menos na teoria), mas temos visto uma proliferação de casas de swing. Aqui no blog há muitas pessoas confessando a vontade de fazerem sexo a três – ou mais.

Todos sabem como eu amo muito ter dois homens na cama. Mesmo quando dá tudo errado é uma delícia. Só que eu sou solteira, então a coisa flui numa boa. Mas num casal, como isso funciona? A gente vê diversas reportagens falando sobre o assunto, mostrando parceiros super felizes. E quando não vai tudo tão bem assim, quais as consequências na vida a dois? Eu honestamente não sei responder – antes desse ano eu era super partidária da monogamia como única forma de ser feliz num relacionamento.

Um dos homens com quem eu saía esse ano tinha um relacionamento aberto, relacionamento este cheio de idas e vindas (eu o conheci numa dessas “idas”). Quando juntos, eles frequentavam casas de swing, festinhas particulares e afins. Ele sempre transava; ela só olhava. Dizia que não ia conseguir encará-lo se ele a visse transando com outro (o que não faz muito sentido, mas tudo bem).

Ela sabia da minha existência. Até que um dia quis me conhecer. Eu não curti a ideia, mas aceitei. No início me senti estranha (já contei essa história aqui no blog), mas depois fui relaxando. Até que ela fez, na lata, a pergunta que a atormentava:

- Ele chupa você? (vejam bem, o marido dela estava dentro de mim naquele momento. imaginem a cena.)

- Lógico!, respondi animadíssima.

Há! Eis o segredo: eles tinham uma regra. Ele podia sair com quantas mulheres quisesse, mas não podia fazer sexo oral nelas. Era algo que ela queria ter só para si. E, bom, não funcionava, pois ele gosta muito da coisa. O rosto dela tomou outra expressão, de visível descontentamento.

Tudo só piorava, pois a verdade é que eu tinha uma puta (ui) química com o rapaz em questão. Era evidente. Existe uma conexão entre nós – dá para perceber isso nos olhares, no momento em que eu toco exatamente onde ele gosta (e ela julgava ser a única a saber do “ponto fraco”).

Ela começou a se emputecer, a resmungar, a reclamar. Mandei eles embora. Briga conjugal era realidade demais pra mim.

No final, fiquei pensando sobre tudo isso. Uma coisa é transar com alguém no swing, pessoas que talvez você nunca mais vai encontrar. Outra  beeeeeeem diferente é ver a pessoa que você ama sendo muito, muito feliz com outra, desfrutando da intimidade.

Hoje eu não sei como eu encararia tudo isso. Em tese, sou a favor do poliamor, do relacionamento aberto, etc, etc. Na prática, não sei. Estou envolvida emocionalmente (é isso mesmo que você leu) e a gente sempre se questiona sobre isso. Ele diz que seria monogâmico, porque é assim que ele é, mas aceitaria que eu saísse com outros. Será que funcionaria? Será que eu sentiria culpa se transasse com outro? Não sei. E você? Já fez swing, já viveu um relacionamento a três? Foi bom? Foi ruim? Use os comentários – e se tiver uma história bacana (ou nem tão bacana, mas que foi importante pra vc), me mande um email. Vou adorar saber os detalhes, pois para mim isso ainda é terreno pantanoso.

UPDATE: Talvez não tenha ficado claro no texto, mas o rapaz em questão não tinha nenhum problema com a companheira saindo com outros caras. Ela é que não queria.

O Yuri deixou um bom link nos comentários sobre poliamor e compersão, expressão que eu não conhecia. http://poliamores.blogspot.com/2010/01/compersao-o-oposto-do-ciume.html