Vá com calma

beijo 1

A gente entende tudo errado. Primeiro nos ensinam a ignorar nossos órgãos sexuais. “Tira a mão daí!”, “é sujo, é fedido”, “o que você está fazendo trancado no banheiro?”. Depois, quando consideramos começar a vida sexual, as dúvidas: “oral é sexo?” “Se eu fizer anal, continuo virgem?” “Ela não sangrou na nossa primeira transa, acho que não era mais virgem.” “Será que tive um orgasmo?”

A menstruação atrasa dois segundos e pronto, o desespero toma conta. Não apenas porque, de fato, ter filhos é decisão que muda a vida, mas também porque há o estigma da “vergonha”: todo mundo vai saber que você é sexualmente ativa.

Com todo esse clima de má informação, a culpa e o medo têm lugar fértil para crescer. Entende-se o sexo como necessariamente um relacionamento heterossexual. E só vale se houver penetração, hein?! Mais carga de ansiedade: o pau precisa estar sempre duro, sempre ereto, sempre a postos. Se não estiver, ferrou. O homem se envergonha; a mulher acha que fez algo errado, que o corpo dela não atraiu o parceiro.

Como consequência, a relação sexual heterossexual, na maioria das vezes, não passa de uma meteção desenfreada. Isso é tão certo que até chamamos carícias e sexo oral de “preliminares” quando deveriam acontecer, na verdade, o tempo todo. Antes, durante, depois. Mas aí o cara pensa: e se eu tirar o pinto de dentro dela para chupá-la e ele amolecer? E se daí não levantar mais? Como eu fico?

Você fica bem, meu caro, você fica bem. Mas precisamos mudar o jeito falocêntrico que vemos o sexo. Muita gente sequer admite usar brinquedos eróticos na cama; eles significariam que o cara “não é capaz de fazer a própria mulher gozar”. Sexo é muito mais que orgasmo. Além de todo o prazer envolvido em simplesmente estar com alguém, beijando, abraçando, acariciando, a mulher ainda fica em estado orgástico durante muito tempo (o homem também poderia conseguir, mas daí precisaria fazer alguns exercícios tântricos).

Privilegiando a penetração e o orgasmo, perdemos muito do prazer do sexo. Gaiarsa, como sempre, me ajuda nisso aqui:

Outro mau costume do macho é seu interesse pelo fim desde o começo. Leia com calma, leitor, é isso mesmo. Agrados, carícias, conversas são deixados de lado logo que o caminho ou as circunstâncias se fizerem favoráveis para a penetração/finalização.

Nessa pressa vai muito do medo que a ereção afrouxe. É preciso aproveitar a presença do príncipe.

Ansioso desde o começo, ele vai ficando cada vez mais aflito e acelerando o ritmo. Parece mais interessado em se livrar de um estado insuportável do que em sentir muito prazer ou se sentir feliz! Mais interessado em cumprir sua obrigação ou se livrar dela…

Alguns enfeitam o encontro com as famosas preliminares, mas, uma vez lá, é quase universal o galope desenfreado – o cilindro e o pistão das antigas locomotivas – cada vez mais rápido.

É o famoso pau-britadeira. Rápido, quase feroz. Ao chegar mais perto do orgasmo, soltamos grunhidos e prendemos a respiração – mesmo comportamento de quando estamos em estado de tensão. E, após o gozo, a sensação de “alívio”. Isso é a explosão da ansiedade, e não do sexo. Mas isso é tema de outro post. Por agora, eu pergunto, aproveitando o fim de semana que se aproxima e citando Gaiarsa (de novo): “se é tão bom, porque tanta pressa em acabar?”.

Cansei de ser sexy

As pessoas ficaram impressionadas com o infográfico da Women’s ensinando a fingir orgasmo. O grande problema é que é uma revista, então não dá para fazer os movimentos. Mas Tia Letícia tem um blog e pode ensinar vocês.

Quando chegar o momento de VIRAR A CABEÇA, faça isso:

Quando você estiver naquele momento pré-orgasmo, quando sua respiração começa a ficar esquisita, faça essa cara de “tô quase, tô quase!”:

Na hora H, não basta dizer que gozou. Não diga que ele é o máximo. Demonstre. 

Mas se você quiser ser realmente inesquecível pro seu homem, faça o seguinte após ele insistir em gozar na sua boca ou tentar enfiar o pau inteiro até aquele ponto em que atinge a garganta inesperadamente:

Pronto. Agora seja feliz na cama.

Inacreditável

Eu não acreditei quando a Lu (@naotafacilprang) postou no Twitter. Só podia ser zoação. Não dela, mas sei lá, de um universo paralelo. Achei que era pegadinha. Mesmo ela colocando foto, eu só acreditei quando fui à banca e comprei a revista.

Fiquei tão absurdada que mostrei à minha psicanalista. Eu gargalhava no consultório (comprei no caminho pra consulta).

Era verdade verdadeira.

Uma publicação voltada ao público feminino, VENDIDA em banca, publicou isso:

Não entendeu?

Eu explico.

O título da reportagem é “Nunca finja outra vez”. Subtítulo (segure o riso): “Se você está prestes a ganhar um Oscar de interpretação na cama, aqui estão algumas dicas para fugir do tapete vermelho e chegar ao orgasmo de verdade”.

Publicada na edição 40 – fevereiro de 2012 da Women’s Health, a matéria deveria ser sobre como é comum se fingir o orgasmo, mas que o ideal, mesmo, seria gozar (jura??? que coisa, não?).

As revistas Health (Women’s e Men’s) são versões nacionalizadas das gringas. Então os textos são meio um mix entre informações lá de fora e daqui. Nesta reportagem, por exemplo, há estatísticas que nada têm a ver com a mulher brasileira, mas também incluíram aspas de especialistas do Brasil.

Segundo a reportagem, 60% das mulheres fingem o orgasmo. Eu sou mega contra isso, vocês sabem. Mas vamos lá. A realidade é que muitas de nós fingimos. Como saída para isso, a revista diz que devemos ser mais íntimos do parceiro. Até aí, ok. Mas querem ler o conselho? “Comece devagar: conte um segredo ou divida uma história embaraçosa e, quando ele perguntar onde você quer comer, escolha um restaurante em vez de dizer ‘Qualquer lugar está bom’.” WHAT? Tudo o que você NÃO quer quando está começando um relacionamento é que o seu parceiro saiba uma história embaraçosa sua! Que loucura é essa?

O texto envereda por tentar mostrar que é normal não atingir o orgasmo. Diz que o “clímax” (por que usam essa palavra, se nem é, necessariamente, o momento mais legal do sexo??) é superestimado. Mesmo de maneira superficial e vazia, acho bacana a bandeira ser levantada.

Eis que aparece o seguinte trecho (estou copiando igualzinho, JURO): “pelamordedeus, fingir orgasmo para segurar homem infiel é a maior besteira. Nesse caso, antes de se preocupar em chegar lá, você tem que colocar sua vida amorosa em pratos limpíssimos”. Hã? Is this real life?

O texto tem pérolas como “apimentar as coisas com uma conversa picante” (existem outros adjetivos em língua portuguesa, tá, redação?). Mas o pior fica no final. É aquela imagem que você viu lá em cima.

Passam o texto inteiro dizendo que você tem que melhorar sua vida sexual, que não chegar ao orgasmo é normal, mas que se deve buscar isso, sim. Mas daí eles separaram UMA PÁGINA INTEIRA (e quem é jornalista sabe quão difícil é conseguir uma página a mais pra nossa matéria) para UM INFOGRÁFICO de COMO FINGIR O ORGASMO.

Eu não tenho palavras para descrever o que senti ao ver que isso foi publicado em uma revista da Abril que é VENDIDA por R$ 12. Isso não pode ser verdade.

Se você não conseguiu ler a imagem, eu faço questão de copiar aqui o que está escrito (meus comentários em negrito).

De vez em quando pode?

Um blefe ocasional não é tão danoso assim 

Há dias em que tudo deu errado e você quer resolver logo a questão para poder dormir. Alguns especialistas acham que, se isso acontecer uma vez a cada eclipse lunar total, não há problema. “Tem homem que até merece. Sabe aquele tipinho que fica perguntando se você já gozou, se vai gozar?”, brinca o sexólogo Amaury Mendes Jr. “Uma mentirinha de vez em quando pode acalmar o sujeito.” Mas isso deve ser exceção, não regra.

Nota da blogueira: o TIPINHO que fode mal, senhor sexólogo, é o que mais merece saber que não fez a gente gozar. Bêj. 

1 Comece gemendo devagar e baixo, mantenha os olhos meio abertos e a expressão neutra (expressão neutra, hein, meninas? não esqueçam!!!). Entre os gemidos, fale algumas palavras de encorajamento, como “como isto é gostoso”.

2 Gradualmente, comece a gemer mais alto, fique com a respiração mais rápida e pesada. Mas tem que ser gradual (GRADUAL!!!). Se você mudar o ritmo de uma hora para outra e começar a gritar, vai parecer falso. (Ah, ainda bem que vocês avisaram! Puxa!)

3 Faça mais caras e bocas. Morda o lábio inferior, abra ligeiramente a boca, pressione os dentes, aperte os olhos. (Ex namorado: eu JURO que eu mordo o lábio involuntariamente, tá?)

4 Use o corpo todo. De forma “involuntária”, estremeça as pernas de forma que os corpos se massageiem, mas sem que pareça que você está tendo um ataque epiléptico. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHA

5 Acelere ainda mais o ritmo da respiração, morda os lábios e diga: “estou quase lá”.

6 Abrace-o com força, finja que está perdendo o controle. Grite, vire a cabeça para os lados (saca O Exorcista? Pois é), morda os lábios, diminua o intervalo entre as respirações, faça o que normalmente faz quando está tenho (sic) um orgasmo de verdade. QUE TAL TER UM ORGASMO DE VERDADE, PESSOAS? 

7 Enquanto tem o orgasmo (ué, não era fingimento??), com todas as caras e bocas, diga que quer que ele goze também.

8 Imediatamente, elogie a perfomance dele, com a voz ainda cheia de manha e gemidos. Diga que foi incrível, enquanto se esfrega no corpo meio com preguiça. Você está cansada, lembra? Sério. Isso só pode ser pegadinha do Mallandro. 

Eu não tenho nem mais o que falar. Precisa? Isso é tão surreal, mas tão surreal que eu não acredito que vivi pra ler isso. De verdade. É inacreditável. Estamos mal de revista feminina, estamos mal de sexólogos, estamos mal de parceiros sexuais. Sexo não precisa de manual, de passo a passo. Curta. Beije. Chupe. E aí, sim, você vai gozar de verdade.

Por favor leia o post seguinte, com ilustrações sobre o texto acima.

Dois dedos de prosa sobre: esperma

Este post expressa o meu ponto de vista, assim como quase tudo deste blog. 

Em um mundo em que o orgasmo é superestimado e os rapazes crescem vendo filmes pornôs, há algumas questões que me irritam sobremaneira acerca da ejaculação masculina. Ok, para muitos homens é o ápice da relação sexual (ejaculação e orgasmo são duas coisas diferentes, mas costuma-se fazer confusão sobre isso). Acho bacana, acho lindo, curto muito – assim como curto quase tudo em relação a sexo, desde conversar a respeito até efetivamente transar.

Mas, convenhamos, há algumas “verdades absolutas” repetidas por aí que, pra mim, não têm absolutamente nada de sexy. Vou colocar em tópicos para vocês entenderem, já que não sei desenhar.

1) Esperma não é leite. Não diga “vai tomar meu leitinho?”. Eu não tomo nem leite normal sem ser com Nescau, amigão, porque acho azedo. Imagine só se dá para comparar uma coisa à outra. Ah, porque os dois são brancos e são líquidos? Hum… não.

2) Mas sim, às vezes a gente gosta de engolir, mas não é porque é “leitinho”. É um prazer psicológico, de saber que o cara está curtindo. No meu caso, quando eu fazia isso, era também porque acho surreal sair com o lance na boca pra cuspir depois. Engolia e pronto. Fácil, prático e não suja. Daí a você perguntar “vai gostar de engolir a minha porra?” há uma grande diferença.

3) Você engole ou pelo menos sente aquele gosto que tem diversos sabores diferentes. Dizem que isso depende da alimentação do sujeito. Segundo li em algum lugar há muitos anos (e pode estar totalmente errado), quem come muita fruta fica com o esperma mais adocicado. Espermas adocicados me dão ânsia de vômito. Once again: não é “leitinho”.

4) Depois de lidar com o gosto esquisito e o odor fortíssimo (homem que diz que buceta fede devia experimentar dois segundos fungando no próprio esperma), há quem não beije a mulher na boca. Ficam COM NOJO. Então a dedicada moça pode sentir o gosto, mas você não? Faz algum sentido? Os homens que fizeram isso comigo viraram “ex-homens” num passe de mágica.

5) Caso a finalização do grande ato (zzz) não ocorra na cavidade bucal, há rapazes que pedem para a moça escolher onde quer ganhar o grande presente do “leitinho”. Amigo, é só esperma. Mas ok, isso te dá tesão? Em mim, pode gozar em qualquer lugar que não entre em contato com as minhas mucosas. Porém, é de bom tom saber pra onde está mirando. Olho, nem pensar. Dizem que arde e fica vermelhão. A moça está parcialmente vestida? Lembre-se disso. Ninguém quer sair com uma mancha endurecida e fedida.

6) “Você vai passar minha porra em você como se fosse um creminho?”, alguns perguntam. Primeiro, PARE COM O DIMINUTIVO. Sou uma mulher adulta. Segundo: você já se masturbou algumas muitas vezes e SABE que esperma não é “cremoso”. Seca rápido e é grudento, bem grudento. Repetindo para quem está nesse momento dizendo “eu adoro/minha namorada adora fazer isso”: esse é o meu ponto de vista. Em filmes pornôs a mulherada adora esfregar esperma nos peitos fakes e não sei mais o quê – isso sem contar aquelas que ficam com o líquido na boca fazendo charminho. Eu não faço charminho nem em mesa de bar, imagine com um negócio com cheiro de água sanitária na boca.

7) “Eu gozei tão pouquinho :(.” Gatão, o que importa é você ter prazer. Eu não meço quantos ml de esperma você ejaculou. Talvez para essas brincadeiras de esporrar a mulher inteira isso seja bacana, mas numa penetração, por exemplo, nem dá para sentir direito (se você estiver de camisinha, o que é sempre o meu caso). É possível sentir o pênis latejando na hora do orgasmo. Delícia demais. Eu mal vejo o conteúdo da camisinha.

Pronto. Sete regras de ouro na minha vida sexual. E vocês? Concordam? Discordam? Tem mais algo que vocês odeiam e eu não citei nessa lista?

UPDATE: Eu NÃO tenho nojo de esperma. Deu pra ver nos comentários que muita gente entendeu o contrário. Eu só acho essa questão complicada hoje por conta das DSTs que são transmitidas pelo sexo oral. Mas NOJO? Nenhum.

Mais um pra lista de tabus: squirting

A gente sempre fala sobre ejaculação feminina nos comentários, mas eu nunca consegui escrever um post a respeito. É engraçado como uma coisa super natural vira mais um tabu na nossa já imensa lista de coisas-sobre-as-quais-não-se-fala. Eu nunca ejaculei, mas aparentemente nenhuma das minhas amigas já passou por isso. Isso foi uma ironia, porque é provável que alguma mulher conhecida minha deve ejacular. Meus amigos também nunca comentaram sobre um caso em que isso tenha acontecido.

Algumas leitoras contaram que uns outros blogs aí falaram de maneira pouco respeitosa sobre o squirting, chamando a secreção de “meleca” ou relatando um certo nojinho. Por favor, né, gente? Depois esse povo reclama quando a mulherada fica com nojo de esperma.

Também não se pode ficar se lamentando por nunca ter acontecido com você. Uma leitora explica o motivo:

Minha primeira experiência de squirting foi na adolescência, acho que com uns 13 anos, durante uma sessão particularmente longa de masturbação. Era uma espécie de “experimento científico” de estimular o clítoris até quase gozar, dar uma pausa, e começar de novo (só isso, nenhum dedinho ou objeto lá pra dentro). Antes que façam algum comentário, pois é, mocinhas também se masturbam. Umas mais, outras menos, algumas jamais (por questões pessoais/morais/religiosas/whatever), da mesma forma que os garotos. Get over it. 

Enfim… estava ali nessa ocupação, até que de repente veio o tal jorro (palavra feia do inferno). Após um certo pânico inicial ai-meu-deus-molhei-o-sofá, eu fiquei intrigada. Xixi? Não mesmo. A consistência era um pouco diferente, a cor e o cheiro não tinha nada a ver (há quem diga por aí que o cheiro é agradável). Eu nunca tinha ouvido falar que isso acontecia com as mulheres, mas imaginei que fosse uma espécie de gozo mesmo, e não pensei demais no assunto.

Anos depois, já transando por aí (deixei de ser virgem aos 16), eu comecei a perceber que o fenômeno acontecia de vez em quando durante a relação sexual. Meu primeiro namorado ficou meio assustado quando isso aconteceu durante uma sessão de sexo oral; todo molhado, perguntou se eu tinha mijado em cima dele. Expliquei como eu pude, ele se conformou e se molhou mais algumas vezes naquela ocasião.

Mais tarde, com outros namorados, aconteceu durante a penetração. Em algumas vezes, aliás, foi constrangedor. Por exemplo, o moço mandando bala ajoelhado na cama, a moça deitada de costas com as pernas nos ombros dele, e… sabe quando você coloca o dedo na mangueira e a água esguicha pra todo lado? Mais ou menos isso. Felizmente, os moços já tinham visto dessas coisas por aí (a pornografia presta um enorme desserviço às relações sexuais da vida real, mas nesse caso em particular até que serviu pra alguma coisa), e, após o espanto inicial, abriram o sorrisão estilo Cheshire Cat e continuaram o que estavam fazendo com ânimo e dedicação triplicados.

Só este ano ouvi falar no termo squirting (também feio), e resolvi me informar sobre o assunto na internet. Vi alguns vídeos em que saía uma enorme tromba d’água das moças, o que me parece um pouco exagerado (não sei como o negócio se parece quando acontece comigo, já que geralmente eu estou olhando pra outras coisas – talvez um dia eu tente com um espelho).Também vi muitos comentários internet afora de homens ansiosos por causar tal fenômeno na namorada, como se estivessem em busca do Cálice Sagrado. Tem até “técnicas infalíveis” por aí que me parecem bem idiotas, tipo fazer sexo oral com gelo (deve ter quem goste, mas uma vez quase bati num infeliz que veio com um gelo pra cima de mim. Que coisa desagradável!) ou halls preto (não tive o desprazer, mas se vierem eu também dispenso). Vi um monte de gente que jura de pé junto que squirting é lenda urbana (haha), além de muitas explicações físicas para o fenômeno – glândula não sei onde, ponto G… 

Bem… por experiência própria, digo que existe. Não é todo mundo que faz, e mesmo pra quem já experimentou não é sempre que acontece. Também não parece ter receitinha: pode acontecer com estimulação só no clítoris, clítoris + dedinhos lá dentro, clítoris + penetração, clítoris + anal, só penetração etc. A única regra, no meu caso, é que tenho que estar muuuuitíssimo excitada, o que quase sempre significa muita dedicação e nenhuma pressa. Mas mesmo esse fator não garante nada.

E atenção que isso é muito importante: a mulher ter ou não ter o squirting não significa que teve um orgasmo mais ou menos intenso. Às vezes é antes do orgasmo, às vezes acontece várias vezes enquanto durar o estímulo (você siriricando a mocinha, por exemplo), e isso não siginifica que ela está indo até a lua e voltando em todas as vezes que (ou só quando, hehe) ela molha o lençol. 

Entendo que para os homens nem sempre fica claro quando a mulher está gozando, e imagino que daí venha essa obsessão por “fazer sua companheira LITERALMENTE gozar litros”. Mas tem caras tão obcecados que acabam pressionando muito as namoradas, e as pobres ficam se sentindo frustradas se não inundam o quarto (ou mandam o cara à merda, o que faz muito mais sentido na minha opinião). Puta bobabgem, não entrem nessa onda. A pressão pelo sexo-performance já estraga a vida sexual de muita gente, ninguém precisa de mais uma “meta” pra desviar a atenção do que fazer sexo realmente é: dar e receber prazer. 

Enfim… Dica de ouro? Não importa o que fizerem; é só fazer bem gostoso.