Eu testei: camisinha feminina

Usei pela primeira vez a camisinha feminina há uns dez anos. Na época fiquei bem constrangida com aquele plástico pro lado de fora da minha buça, mas meu parceiro achou ótimo. Sentiu-se mais “livre”.

Resolvi dar uma segunda chance no fim de semana passado. Eis minhas impressões:

1) Preço e afins: caro, muito caro se comparada ao preservativo masculino. A unidade sai em torno de R$ 7 e não encontramos o produto em qualquer farmácia. Em um post antigo alguns leitores mencionaram que há postos de saúde fazendo a distribuição gratuita. Informe-se a respeito.

2) Material: é feita de borracha nitrílica, então pode ser uma ótima saída para quem tem alergia ao látex.

3) Colocação: ai, o constrangimento, senhoras e senhores. Fui pro banheiro da casa do namorado e saí de lá tipo cinco horas depois. Não estava com a lubrificação natural, então demorei um século para conseguir introduzir a camisinha. Pior: a lubrificação do próprio preservativo acabou me deixando com a mão melecada, tornando a colocação ainda mais difícil, pois o tal anel (veja o vídeo abaixo) ficava escorregando. E eu sempre acho que está no lugar errado (tenho a mesma sensação com o absorvente interno).

4) Aparência: confesso que namorado deu uma risadinha quando viu aquele pedaço de plástico pra fora de mim. Mas acho que isso é uma questão de costume. Provavelmente lááááá no passado, quando o preservativo masculino começou a ser utilizado, também teve gente que achou estranho.

5) A hora H: pra mim não fez a menor diferença. Namorado achou um pouco desconfortável no início, como se estivesse com pouca lubrificação. Ao longo da coisa, digamos que o corpo resolveu a questão, mas isso também seria facilmente corrigido com um pouquinho de gel lubrificante.

Mas fica aqui uma observação importante: meu namorado não tem o menor problema em usar preservativo. Ele não é daqueles que diz que perde a sensibilidade, que aperta ou fica meia bomba quando coloca a camisinha. A gente sabe que tem UM MONTE de homem por aí que reclama pra caramba. Nesses casos, então, acredito ser mais bacana a utilização da camisinha feminina. Na minha relação não fez a menor diferença. Mas lembre-se: tudo o que se refere a sexo é totalmente subjetivo. Há mulheres, por exemplo, que sentem um puta tesão no anel externo do preservativo tocando o clitóris.

Ainda tenho uma unidade aqui. Da próxima vez vou pedir do namorado pra ele mesmo colocar em mim. Depois conto pra vocês.

Aqui você encontra um vídeo bem explicativo de como colocar a camisinha. E você? Já usou?

Camisinha, essa linda

“Usar camisinha é que nem chupar bala com papel”, dizem por aí. Mas, amigo, essa bala-com-papel pode aumentar – e muito – a sua expectativa de vida. Então, deixe a frescura de lado e plastifique esse negócio. Um mundo inteiro consegue gozar usando preservativo; vai na fé, você consegue também.

Mas talvez você precise ser mais bem informado e abrir um pouco mais a mão, comprando camisinhas especiais, deixando de lado aquelas mais baratinhas de lado, que mais parecem um saco plástico. Isso pode fazer muita diferença.

Primeiro: o tamanho

Meninos, conformem-se: poucos de vocês precisam usar os modelos maiores. É, horrível, eu sei (estou sendo irônica). O que muda da versão normal para a extra é o diâmetro. As camisinhas comuns têm 52mm de largura, enquanto a large/extra é um pouquinho maior: 55mm.

Para os pequenininhos, a dica é a Preserv Teen, com 49mm. Como o próprio nome diz, ela seria indicada para adolescentes, mas sabemos que há muito adulto que se daria melhor com uma dessas. Lembrem-se sempre que camisinha frouxa pode ficar dentro da outra pessoa! Com isso, toda a proteção contra DST ou gravidez indesejada vai pelos ares.

Outro dia vi na farmácia um lançamento da Preserv, a Extra Premium. Novíssima no mercado, a camisinha tem 58mm de largura. Por ser a única nacional com esse tamanho, o preço é salgadinho: a unidade custa por volta de R$ 5.

Um bom amigo indicou a Unique, feita na Colômbia. Se eu não me engano ela é ainda mais larguinha, com 60mm. O preço também é de R$ 5, quando comprada via site. O bacana dela é que não é feita de látex, excelente para quem tem alergia ao produto.

Segundo: o material

Como disse antes, por favor não comprem camisinhas grossonas, dessas que exalam o cheiro de plástico pelo quarto. São horrorosas!

Mais do que desconfortáveis, há casos em que se tem alergia ao látex. É como uma alergia comum: pode rolar desde uma coceirinha até algo bem mais grave. Antigamente só se conseguia comprar camisinhas de materiais diferentes em sex shops ou no exterior. Agora qualquer farmácia tem a Blowtex Premium, fabricada na Tailândia. A embalagem vem com duas unidades e custa um pouco mais do que as comuns: algo entre 5 e 6 reais o pacote.

 

Se a alergia for ao lubrificante, o jeito é ir trocando de marca ou usar a Microtex não lubrificada, e daí você utiliza o gelzinho preferido. A marca é bastante usada nos exames de ultrassonografia, por exemplo, quando o médico utiliza LITROS de gel para conseguir colocar aquele negócio bacanudo (not) dentro da gente.

Terceiro: o sabor

Eu ODEIO camisinhas com aroma. Essas que “ardem”, então… estou fora. Odeio, odeio, odeio. Mas, pelo que vejo nas lojas, há muita gente que gosta.

Agradeço indicações nos comentários. Já experimentei de diversos sabores e marcas, e não me adaptei a nenhuma. Em tese, elas ajudam bastante no sexo oral, mas eu continuo sentindo aquele gosto horroroso de látex que nunca mais sai da boca.

Quarto: tem de um tudo

Além das diferenças em tamanho, material e sabor, há camisinhas com ou sem textura; mais finas, as chamadas “sensitive”; coloridas… Se você tem um parceiro regular, é possível ir experimentando cada uma para ver qual é mais bacana e confortável para os dois (ou três. Ou mais).

Mas é preciso usar, sempre. Qual a sua favorita?