Eu já falei sobre o homem-britadeira e do jeito que os moços não sabem mesmo interagir com nossos mamilos. Eles juram que são bebês.
Mas essa série jamais estaria completa sem o famoso… homem-flanelinha!!!
A coisa começa assim: o moço vê muita pornografia. Muita. Ele acha, então, que deve ter performance na cama igual à do ator pornô. Como também escuta diversas reclamações sobre quão rápidos alguns outros rapazes foram, decide que precisa segurar o gozo pelo máximo de tempo possível.
Tudo errado.
Primeiro que num filme pornô há cortes, edições, etc. E, mais importante, a intenção ali não é ter prazer. São atuações.
E o tempo? Bom, taí algo muito, muito subjetivo. Muitas de nós não atingimos orgasmo com penetração. Isso não quer dizer, no entanto, que não tenhamos prazer na prática. Pelo contrário: é beeeeeeeeeeeeeeem gostoso, só não se atinge o orgamo. E tudo bem. Já falamos mil vezes em como o orgasmo é superestimado.
De fato as garotas que conseguem gozar com penetração precisam de um pouco mais de tempo, então é legal dar uma seguradinha. Contudo, não se trata de uma meteção desenfreada, como um bichinho movido a corda.
A gente curte, a gente adora. E ejaculação precoce é extremamente frustrante. Mas durante quanto tempo é preciso ficar nessa penetração?
Sei lá. Como quase tudo no sexo, cada um tem uma vibe diferente. Então, não posso dizer em minutos qual o tempo suficiente. Dá para perceber pela cara do parceiro (aprenda a prestar atenção!).
Eu sou a favor da penetração intercalada com outras coisas: sexo oral, massagem, beijo na boca, língua nas costas. O sexo “se prolonga” e fica-se naquele estado pré-orgasmo um tempão. Delícia demais.
Meteção exagerada gera tédio. Você, homem, fica lá num entra-e-sai, enquanto a mulher está pensando em mil outras coisas. Contas a pagar, a unha que não está bem feita, a sua cara tosca durante o sexo (todos nós fazemos).
Quando o entra-e-sai é sempre igual, então… homem britadeira. Daí, sabedores que isso não é legal, eles se transformam em… homens flanelinhas!
Como a penetração está eterna (goza, pô!), ele resolve te mostrar todas as posições que já conheceu nos seus longos anos de pornografia.
“Agora fica de quatro.”
“Vem pra cima de mim.”
“Me chupa.”
“Enrola seu cabelo no meu pau e me bate uma punheta com o cabelo.” (seria uma piada, se uma revista feminina não tivesse publicado isso a sério ano passado.)
Ele fica lá, dando ordens, achando que é o dono da situação. Tédio mortal. Mortal. A dica é que quando o sexo está gostoso você não precisa ~parar~ o que você está fazendo e começar de outro jeito. A coisa flui naturalmente, como se os corpos se encaixassem perfeitamente e soubéssemos como devemos continuar.
E outra dica: a gente sabe “manobrar”, ainda mais agora com sensores de ré e tudo. Não precisamos de flanelinha.
